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AS TALEGUINHAS DE IVONE

por Rosa Guerreiro Dias, em 06.02.09

Vivendo e Aprendendo

 

Saberes, sabores e aromas 

 

<<<Prima o nosso Alentejo

                         por tais riquezas >>>

 

Há uns dias atrás, visitei uma querida amiga.

De seu nome Ivone, mulher de uma graça invejavel, alentejana de raiz, castiça e uma boa contadora de histórias. 

Como já o tenho feito tantas vezes, pensei para os meus botões como é possivel passados tantos anos, a viver na capital ainda estar tão impregnada de usos e costumes da sua amada aldeia, lá nos confins do Alentejo.

Desta vez encontrei na sua cozinha várias taleguinhas de pano penduradas as quais me despertaram curiosidade não só pela graça que lhe achei, mas tambem pelo perfume que exalavam, cada uma delas servia para guardar ervas  secas aromáticas como, Poejo, Erva Luisa, Alecrim, Tilia, Oregãos, Louro, etc etc .

Perguntei a Ivone porque usava as talegas de pano e não uma caixa ou um saquinho de plástico, para guardar as ditas ervas? com seu ar de mulher despachada mas sabedora, respondeu; amiga; se elas estivessem numa caixa ou num saco de plastico não respiravam, não perfumavam o ambiente, e mofavam coitadinhas perdendo todas as suas qualidades e propriedades. 

Concordei; mais uma vez a sabedoria popular venceu, 

e convenceu.

Parabens Ivone, obrigada por seres minha amiga e por partilhares comigo a tua sabedoria.

Bem - hajas

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publicado às 23:45


1 comentário

De (So) Luis a 08.02.2009 às 17:38

Ora Rosinha, é só para dizer que já li o «puxão de orelhas» deixado no Blog da nossa amiga Ermelinda - bem dado (?).
Anotei entretanto o seu novo emai e irei ver se desta vez as minhas mensagens chegam a bom termo (!)
Grato pela companhia de ontem na Casa do Alentejo, em mais uma tarde inesquecível, de que foi pena não termos
podido ficar até ao final - vamos ver se sempre conseguimos vir a homenagear o Mestre Salgueiro na Alma Alentejana.
Como falado, esperamos por si no Centro da Cultura em Almada, pelas 16h do próximo dia 21 de Fevereiro, para colaborar no lançamento do livro «Retratos de Aljustrel», do nosso amigo alentejano Daniel Pardal - não confundir com
o convite do dia 28 à mesma hora para a «Poesia Vadia» dos Poetas Almadenses, onde já confirmou que iria estar.
Vi aqui um comentário dos «Serões do Alentejo» - para quando um convívio com eles?
Gostei muito das «taleguinhas» e do fundo musical. Um abraço.
O Alentejo não tem fim!

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