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Rosademesinha é uma flor silvestre, mas muito delicada, e sensivel, nome que uma amiga minha me deu, achei interessante, titular meu blogs com este nome, que no fundo diz de mim o que na verdade sou. Campesina, Delicada, Sentimental, Sensivel.
Se os governantes de hoje!
Seguissem este exemplo!
O nosso país!
Não estaria nas condições em que está!
Manuel José de Arriaga Brum da Silveira
Um Homem do passado!
Oriundo de famílias aristocratas e descendente de Flamengos.
O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o.
Trabalhou, dando lições de Inglês, para poder continuar o curso.
Formou-se em direito.
Foi Advogado, Professor, Escritor, Politico e Deputado.
Foi também Vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
Foi Reitor da Universidade de Coimbra.
Foi “Procurador Geral da República”
Passou cinquenta anos da sua vida a defender uma sociedade mais justa.
Com 71 anos foi eleito: Presidente da República.
Disse na tomada de posse:
“Estou aqui para servir o País”
“ Seria incapaz de alguma vez me servir dele”
Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa anexa a este.
Pagou a renda da residência oficial e todo o mobiliário do seu bolso.
Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes;
Não quis secretário nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado.
Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações;
Mas fez questão de o pagar também do seu bolso.
Este Senhor foi!
Manuel de Arriaga primeiro Presidente da República Portuguesa.
***
Manuel José de Arriaga Brum da Silveira
Nasceu na Casa do Arco cidade da Horta Ilha do Faial a 8 de Julho de 1840, nos Açores.
Filho de Sebastião de Arriaga Brum da Silveira.
E de Maria Antónia Pardal Ramos Caldeira de Arriaga.
Depois de concluir os estudos preparatórios, na cidade da Horta!
Em 1860 matriculou-se no curso de direito na Universidade de Coimbra.
Formou-se no ano de 1865 ficando a viver em Lisboa.
Casou em Valença com Lucrécia de Brito Furtado de Melo!
De quem teve 6 filhos!
A 24-de Agosto de 1911 Manuel de Arriaga foi eleito primeiro “Presidente da República Portuguesa”.
No seu discurso, Manuel de Arriaga!
Afirma-se depositário da simpática missão de chamar o País à paz e harmonia!
Missão essa que, depois se torna espinhosa à medida que a rivalidade começou a minar a família Republicana.
O seu mandato foi de 24 de Agosto de 1911 até 29 de Maio de 1915, em que foi obrigado a demitir-se.
Foi substituído no cargo de chefia do estado, ao Governo provisório presidido por Teófilo Braga.
Ao abandonar a Presidência da República, Manuel de Arriaga, dedicou-se à escrita.
Sentiu-se amargurado e injustiçado pelos vitupérios de que era vítima por parte dos correligionários republicanos;
Daí o seu último livro que se intitula.
“Na Primeira Presidência da República Portuguesa”
E pode considerar-se um rápido relatório, com que procura justificar o seu rumo político.
“Trabalho realizado por Pedro Meireles
6ºC. Publicado por Padeira de Aljubarrota”
Com algumas nuances de!
“ Rosa Guerreiro Dias”
“25-1-2011
Ceifeiras!
Jamais!
Há um cante envolto em pranto, que lembra um tempo sem volta!
Mas que vai ganhando um outro encanto, pondo de lado a revolta!
Nossos pais sofreram tanto, nossos avós ainda mais!
Nós, nós fugimos a esse pranto, p’ra não ouvirmos seus ais
Homem que foi terra foi barro, em pleno campo criado
Comeu as sopas no tarro, levou aos ombros seu fardo!
Vamos olhar de outro jeito, o progresso em caminhada
Para aliviar o peito, desta gente amargurada!
Nossos campos ainda lá estão, as searas até o gado
Mas ceifeiras, essas não, foram escravas do passado!
Ainda o sobreiro dá sombra, e a cortiça que é riqueza
Arvore que a todos deslumbra, de raiz bem portuguesa...
Ainda há regatos correndo, e há ribeiras naturais
E a chuva que Deus vai mandando, p’ra dar vida aos cereais!
Ainda se ouvem cantar os rouxinóis na ribeira
Os pardais; a chilrear em alegre cavaqueira.
Ainda há lírios, alecrim, papoilas, planícies de trigais
Codornizes, perdizes rolas, mas as ceifeiras? Jamais…
Alegra-te meu amigo, olha a alvorada, outro dia
Anda vem cantar comigo as cantigas d’álegria
Saudades sim porque não, mas passado nunca mais
Pois marcou uma geração de dores misérias e ais
O mundo está em mudança, hoje a vida tem outro fado!
Nova canção! Outra dança!
Pois o passado é passado...
"Rosa Guerreiro Dias"
19-3-2002
Um quadro real
As pedras entregam
O seu banco sem Sol!
Às almas que chegam
Desatando o rol!
De pernas cansadas!
Presas ao passado
Lá vão encostadas
Ao velho cajado!
Guarita vazia!
Sem ter sentinela
Fica de vigia
À velha Cidadela!
Um quadro real
Solidão, como fundo;
È assim Portugal
E o resto do mundo...
Rosa Guerreiro Dias
15-1-2011
Será que vamos ter festas?
Rosa! Ajeitando outra Rosa
Alta noite à luz da lua
Olhando as flores orgulhosa
Que cobrem o tecto da rua
O povo espreita, e aplaude
Corre a cortina p'ra ver
Estes gestos de saudade
Que irão p'ra sempre viver
Os olhos dos mais idosos
De tanto olhar já cansaram
Mas vão sorrindo vaidosos
Desta arte que ensinaram
E assim meu povo contente
Por sua arte mostrar
Abre a porta a toda gente
Que nos quiser visitar!
E se este ano! Meus Senhores!
A festa chegar enfim
Vamos ter lindas flores
Plantadas neste jardim.
Rosa Guerreiro Dias
6-1-2011
“”1-1-2011””
Hoje ao acordar!
E como num truque de magia...
Constatei que o “Ano Velho” tinha passado.
Abri a minha janela, lá fora estava tudo igual!
O Sol de Inverno brilhava!
Consolando o arvoredo!
Que ainda tiritava de frio!
Gelado de medo!
A passarada voava!
Para desempenar as asas;
Entorpecidas pelo frio rigoroso que fazia.
Os homens do meu bairro!
Conversavam animados à porta da Sede!
Tentando apanhar um pouco do Sol que passava fugindo!
Falavam da vida! Da democracia!
E do desencanto em que o povo vivia!
Uma mão no bolso! Outra no cigarro!
Fumando sorvendo, saciando um vício!
Que os ia devorando, sem darem por isso.
De mulheres, nem rastos!
Em casa ficaram!
Arrumando pratos, os talheres festivos, copos de cristal!
As toalhas de linho e os restos das prendas do ido Natal…
As crianças brincavam, chutando na bola!
E assim aproveitavam um tempo sem escola!
O inquieto cãozinho sem dono nem trela!
Ladrava ao velhinho que espreitava à janela!
Voltei para dentro, e aos poucos escrevi!
O meu sentimento por tudo o que vi!
E em meu recordar, rendi-me á saudade!
De passagens p’la vida, e p’la minha cidade!
E assim recordando, continuei a escrever!
De coisas que eu tive, e deixei de ter!
E olhando o que sobrou! Chorei, e sorri!
Por ver que com as coisas importantes;
Lá estava a amizade que sinto por ti.
São estas coisas, meu amigo!
Que dão sentido à vida!
Por isso te digo! Sou mulher com sorte!
Porque ao lado do bem eu fiquei rendida!
Aprendi com a dor, a valorizar o bem!
Na estrada do amor sem atropelar ninguém!
O que ficou lá atrás!
Foi leve momento! Como nuvem fugaz!
Varrida p'lo vento!
As lágrimas que chorei!
As que me fazem sofrer!
Delas não falarei, nem as irei escrever!
Mas os belos instantes, pedacinhos de vidas!
São jóias brilhantes, algures escondidas!
E é sempre bem-vindo!
Este pé - de - meia!
Que vou repartindo! Por quem me rodeia!
Porque meus amigos!
Se a felicidade está num truque!
“O truque para sermos felizes!
É sermos felizes fazendo truques”!
Rosa Guerreiro Dias
1-1-2011