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Rosademesinha é uma flor silvestre, mas muito delicada, e sensivel, nome que uma amiga minha me deu, achei interessante, titular meu blogs com este nome, que no fundo diz de mim o que na verdade sou. Campesina, Delicada, Sentimental, Sensivel.
Associação para o desenvolvimento
cooperação e solidariedade social
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Tendo como presidente
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Joaquim Avó
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Decorre desde o dia 27-6 a 6-7
Nesta feira podemos encontrar algumas tendas, com pequenas amostras de produtos da boa gastronomia Alentejana, como a doçaria caseira, os famosos enchidos, os petiscos, o bom pão, o afamado azeite, a boa azeitona, e ainda por curiosidade a horta biológica, onde podemos olhar para mais tarde saborear, a boa cebola, tomate, pepino, peros, e os vermelhinhos morangos que além de aguçarem o apetite perfumam o ambiente.
A riqueza do pobre
Produtos do querinchoso
Se todos assim tivessem que bom seria
Cantinho dos saberes e sabores
Ainda ali está presente o famoso artesanato em olaria, cestaria, e ainda os perfeitos trabalhos de pintura e croché, saidos das mãos das utentes dos centros de dia da Alma Alentejana, que demonstram bem que o tempo não lhes roubou a sabedoria do bem fazer.
A parte cultural é sempre um dos fortes
momentos destas iniciativas.
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Duas gerações mãe e filha unidas na mesma cultura
O povo deixa-se envolver, ficando como que,enfeitiçado ao som do cante da poesia, e das musicas tradicionais do nosso Alentejo.
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No dia vinte e oito a magia aconteceu, quando
subiram ao palco um grupo de crianças que sem etiquetas nem pretensões cativaram todo o publíco.
Vieram propositadamente do concelho de Almodôvar para cantar e encantar com suas vozes gaiatas. Sempre debaixo do olhar atento e terno do seu orientador, o já conhecido Pedro Mestre que os acompanhava, e nos ia deliciando a todos nós com o som inconfundivel da viola campaniça.
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Apetece perguntar, onde estavam nesse momento os repórteres, a comunicação social?
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Bom, parece que estavam entretidos em festas da calhandrice, festas da maledicência,
ou festas do jete - sete como são mais conhecidas.
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O que perderam?
Um momento cultural de meninos e meninas de hoje homens e mulheres do amanhã.
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Que pena.
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Quem não viu, nem ouviu
Não contou, não sentiu
Depois do bem se perder
Já nada há a fazer
Assim se perdem valores
Sem ninguém para os contar
E os povos ficam mais pobres
Sem riquezas para deixar
Só lágrimas para chorar
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Mas, os poetas aí estão
Sempre alerta sem perguiça
E em poesia ou canção
Dizendo de sua justiça
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Momento em que Joaquim Avó estava oferecendo
algumas lembranças a Pedro Mestre
Os meninos cantores
Pedro Mestre, o mestre
Pedro dando o mote
Os novos e os menos novos cantadores
do conselho de Almodôvar
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Atrevo-me a dizer que se ouvesse no nosso país mais iniciativas destas e fossem mais apoiadas por quem de direito, e mais divulgadas, seria o suficiente para tirarmos das ruas muitos meninos e meninas, e da ociosidade em que se estão criando.
Os jovens estão agora na idade de gravarem para sempre, neles mesmos os valores que farão deles amanhã homens e mulheres do bem.
Porque lá diz o ditado. Quem não semeia, não colhe.
Mas quem semeia ventos , colhe tempestades.
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Como eu gostava que esta minha observação deixasse de ter razão.
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Mas ainda vou perguntando há juventude.
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Que vás tu contar a teus filhos, nos tempos que então virão?
Irás procurar, mas não acharás, nada no teu coração.
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Estão de parabéns a Alma Alentejana e todos os intervenientes desta simples mas importante divulgação da cultura dum povo. BEM - HAJAM todos os que se esforçam nesta direcção.
São delas e minhas
Orquídia branca de neve, << Ana Bela>>
Na branca parede, a orquidia encostou
Na mão duma bela flôr
pousa uma flôr bela
Os Catos da Cristina
Só têm flôr um dia
E nascem e morrem, como que por magia
E este peludinho que lindo que é
Que pica se pica, mas está sempre em pé
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Com boa vizinha, há sossego e calma
vive-se melhor, alegra-se a alma.
dá lugar ao
Mais um mês que passa
Já outro aí vem
Trazendo outra graça
Mais Sol também
*
E com velocidade
Passamos pelo tempo
Que deixa a saudade
Abraçada ao vento
*
Ás vezes se solta
E chega até nós
Brinca ao faz de conta
P'ra não estarmos sós
*
Assim vão as vidas
E a doce saudade
Sempre de mãos dadas
P'rá eternidade
*
As águas se agitam
A vida se embala
Os poetas gritam
E a guerra não cala
Aquele abraço da amiga: R. D.
SOBRE A VIDA
E SOBRE UM TEMPO QUE VOA
Sonhos em movimento
Momento sonhado que chegava enfim
Onde um grande amor tomou dianteira
Menina franzina que dizia; Sim
Selado num beijo para a vida inteira
*
Dentro desta alma, ia a felicidade
Coberto com um véu, um olhar de pureza
Entregava assim sua mocidade
Sem truques, sem farsas, esta camponesa
*
Passando pela vida, os filhos chegaram
A natureza alargou meu colo de mãe
Sementes de amor, meu ventre rasgaram
Sorrisos se abriram, meus braços também
*
Lá vinha a canseira, envolta em ternura
Preocupação e responsabilidade
Mas o olhar de pureza, até hoje dura
Num rosto marcado, por muita saudade
*
Uma chuva de dores, ao longo da vida
Escorriam as lágrimas, do meu coração
Mas ainda assim não me dei por vencida
E ás rasteiras da vida, fui dizendo; Não
*
Tantas alegrias, passaram por mim
Com sonhos, sonhados repletos de esperança
Enfrentava a luta dizendo que sim
Esta mãe de garra, mulher liderança
*
E o tempo aí está, por ele eu passei
Não lhe deito a culpa, se não fui mais feliz
Pois foi-me emprestado, e eu, é que o usei
Se foi mal usado, eu é que assim quis
*
Nada tem destino, nada está traçado
A vida que nos emprestam, é p’ra ser trabalhada
Cada um de nós é um campo lavrado
Que se não o semearmos, não se colhe nada.
*
Rosa Guerreiro Dias
20-6-2008
Casa do Alentejo em Lisboa
Rosa Guerreiro Dias
***
Saí um dia de casa
Andei a pé pela cidade
Fui à Baixa ao Rossio à Av. da Liberdade
Segui por uma rua estreita, sem saber onde ia dar
Passei résvés a uma casa ouvi o povo cantar
Entrei, subi a escada, minha alma não resistia
Passei salas e mais salas radiante de alegria
Foi povo do meu Alentejo, que alí ouvi a cantar
O salão estava cheio, cheinho a abarrotar
Foi chinela p'ró meu pé que eu encontrei nesse dia
E assim logo aproveitei, p'ra declamar minha poesia
O povo então delirou de aplausos e cumprimentos
E assim juntos passamos uns bons alegres momentos
Nas portas de Santo Antão, no coração da cidade
Fica a Casa Alentejana, p'ra quem quer matar saudade
Casa Palácio quem diria que depois de tanta fama
Serias quente refugio desta gente Alentejana.
*
Rosa Guerreiro Dias
*
A Casa do Alentejo é um dos palacetes mais lindos de Lisboa.
Qual Rosa perfumada encantando todos quantos a queiram olhar.
A magia dos lustres
O encanto dos pátios
As belas sacadas interiores
Peças antigas em exposição
Cantos e recantos de encantar
Um dia de luz procurando a magia dos requintados salões.
O Salão em dias de festa
A sala dos espelhos Ao entardecer
A sala do Restaurante aberto ao publico.
Onde saciamos o apetite com a boa gastronomia Alentejana.
E regalamos a vista com os belos paineis de azulejo
que preenchem as paredes.
Pormenores
Pátio refúgio de poetas e artistas
Em dia de aniversário
O casal Dias
O casal Avó
Amigos da Casa
Duas primeiras damas, qué deles os presidentes? qué deles?
Duas Rosas duas amigas com alma alentejana
Duas mulheres de garra, com sorrisos de Victória
Final de festa, estão todos de parabens.
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A Casa do Alentejo, toda forrada a azulejo, nas Portas de Santo Antão
Não há outra assim igual, cá dentro da capital, diz meu povo e tem razão
*
Corre um ano em calendário, faz de novo aniversário, alegram-se os corações
Junta-se o povo ao poeta, nesta casa sempre em festa, neste dia de Camões
*
Vem o Alentejo a Lisboa, dentro desta gente boa, à casa nossa Matriz
P'ró mundo ser informado, que o nosso Alentejo amado, faz parte deste País.
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O pão
O queijo
Açorda do nosso Alentejo amado
Bacalhau assado
Belas sopas de tomate
Chouriço assado
Hortelã do meu canteiro
Poejo tempêro da açorda
Perfume da minha varanda
As raizes trazidas do nosso Alentejo![]()
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Agradeço algumas fotos aqui publicadas , de amigos do Alentejo espalhados por esse mundo fora, para todos eles vai um abraço de
Amizade
Da poetisa alentejana
Rosa Dias
Bem -Hajam
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E O ALENTEJO
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O sonho ninguém o tira
Ao poeta sonhador
Dizem que finge, é mentira
Apenas sonha melhor
*
*
Essas terras e terras desertas
Com a nostálgia dos pássaros cantando
O ladrar dos cães juntos do pastor
A carroça dos ciganos que vai passando
*
Alentejo amado por meu coração
Como pode haver gente não pensando assim
Se foste a bela musa que me inspirou
E de campos desertos formei um jardim
*
Foi esse silêncio, essa nostalgia
Que fez do teu povo um povo poeta
*
Que alegram as almas falando de ti
Que tiraram a dor que por ti senti
*
Não temas, não chores, não sofras assim.
*
Rosa Dias ... 1983
***
O Alentejo não está
nos caminhos.
Está no coração
de cada um de nós.
*
Um Alentejo
Abraços recheados de contentamento
Borrifados com as lágrimas da alegria
Salpicados de papoilas sacudidas pelo vento
E atados com os laços verdes da poesia
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Rosa Guerreiro Dias 12- 6- 2008