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Despedida - Na Toca do Falcão

por Rosa Guerreiro Dias, em 13.03.08

 

Homenagem merecida, aos amigos

        D. Amélia e Sr. Fausto.

 

 

Esta "Toca do Falcão" foi pouso da redondeza, D Amélia boa mão, no tempêro concerteza

Sr. Fausto de olho alerta, atendendo ao pormenor, uma clientela certa, em busca de bom sabor

Muita gente aqui passou, saudoso irei recordar,os que a morte já levou, e os que teimam em ficar. Passaram ricos e pobres, a ninguém se disse não, gente simples, e até nobres, cá na "Toca do Falcão"

 

Quantos olhares se cruzaram, entre pratos e talheres

Entre copos que brindaram, vidas de homens e mulheres

Promessas de doce sabor, toques de joelho e mão

Nelas causando rubor, neles acesa paixão

Falo assim sem intenção, de ferir sensiblidades

Quantas vezes à refeição, nascem e morrem felicidades

Trinta anos uma vida, que nem todos viverão

Parte desta foi vivida, cá na "Toca do Falcão"

Veio o rancho rico rancho, sai da Beira p'rá cidade, arroz de polvo no tacho, bom cardápio de verdade, até a simples alheira, bife especial à casa, peixe grilhado à maneira, boa costeleta na brasa, sempre sopa à portuguesa, e aos sabados sem faltar, bom cozido concerteza, fim de semana a fartar, o piripiri de segredo, o leitão , o panadinho, coelhinho, jesus credo, bem regado de bom vinho, arroz de grelos e jaquinzinhos, e as boas sobremesas, p'ra darem mais uns quilinhos ás costumeiras freguezas.

Á tarde o regresso a casa, pestico bem puxadinhao, vinha por o grão na asa, a qualquer homem certinho.

 E para terminar em beleza, ouvia-se alguém chamar.

Ó Paulo, traz aí já de enfiada, um queijinho, dois rissóis, uma loira bem tirada, e um prato de caracóis.

 

 

Nesta derradeira hora, todos queriamos falar

Quem falar por certo chora, o melhor será calar

HÁ lágrimas no nosso olhar

Também uma restia de esperança

Que a Toca poderá finar, mas viverá na lembrança

Diz que a amizade é um valor, fruto da boa união

Nada teremos melhor, que amigos do coração.

 

 

Pequena homenagem ao casal D. Amélia e Sr. Fausto por muitos anos de convivio na

 "Toca do Falcão" ao Chile.

Trabalho poético de Rosa Guerreiro Dias

Oferecido por António Dias um dos clientes mais antigos da casa.   

                                                                                         2006 

 

publicado às 08:58


Primavera colorida

por Rosa Guerreiro Dias, em 13.03.08

Tu chegaste

Quando o amor aconteceu

e a paixão enlouqueceu

e a beleza era real

Tu chegaste

Qual estrela de luz intensa

anunciando uma esperança

da qual tu eras sinal

Tu chegaste

Acordando os meus sentidos

os instintos escondidos

que eu guardava sem saber

Tu chegaste

Como uma benção divina

dando a uma pobre menina

outra razão p'ra viver

Tu chegaste

Na Primavera da vida

fazendo-a mais colorida

dando brilho ao meu olhar

Tu chegaste

Em meus braços te acolhi

olhando p'ra ti sorri

e a ruga marcou lugar.

 

Quem diz que a ruga é velhice

não sabe do seu valor

rugas são sabedoria

marcas de dor, e de alegria

e até reflexos de amor.

 

Rosa Guerreiro Dias      

 

publicado às 08:45


ARTE EM CAMPO MAIOR

por Rosa Guerreiro Dias, em 12.03.08

Como quem vem de alpergatas

Quase sem se dar por isso

Chegam floridas as festas

Trazendo a cor, o bulício

Há um zunzum pelas ruas

De segredos bem guardados

Ruas brancas seminuas

À espera de seus brocados.

Brocados de papel colorido

Arte de um povo que sente

Que a imaginação faz sentido

E transforma a nossa gente.

E a Vila sai do pousio

Floresce novo jardim

Enquanto um povo de brio

Olha o paraíso sem fim.

 

Rosa Guerreiro Dias            

publicado às 21:33


"" PAI""

por Rosa Guerreiro Dias, em 12.03.08

Termos pai é termos vida

É termos sempre guarida

E um abraço à nossa espera

É um passado presente

São as raizes da gente

Aroma de primavera

é a doce melodia

O nascer dum novo dia

Que nos acalma e seduz

Ter pai é estar completo

E do céu vivermos perto

E em escuridão termos luz

Mas só quando a luz se esvai

E ficamos sem nosso pai

A gente se sente perdido

Se tens pai, goza o prazer

Porque depois dele morrer

A vida perde o sentido.

 

Rosa Guerreiro Dias

publicado às 21:26


A Mãe

por Rosa Guerreiro Dias, em 12.03.08

A mãe é a terra

Que serviu p'ra por

Semente de filho, semente de amor

É terra mexida em vaso vidrado

É sonho, é paixão, é tempo dourado

Tem esperança ao olhar o ventre crescido

Nele está vibrando, um filho querido

As águas rebentam, primeiros sinais

Provocando dor, alterando os ais

É dor passageira , que ainda pode vir

Se um dia essa mãe de novo parir

Essa mãe de amor, que é terra mexida

Em vaso vidrado ao longo da vida

Os anos passaram, perdeu o vidrado

A mãe olha o ventre, recorda o passado

Em sonhos embala seu filhinho amado

Já não há paixão, nem tempo dourado

Olhando p'ra si, vê vaso quebrado

Mas apesar dos anos, lembrança contém

Que a terra mexida, no vaso quebrado

Um dia foi " MÃE".

 

Rosa Guerreiro Dias  

publicado às 21:04


MULHER

por Rosa Guerreiro Dias, em 12.03.08

Pensa um pouco e não digas

Porque nasci mulher?

Se tu és a terra frutifera onde a semente pode crescer

Sem esse pouco de terra que tu és

Como nasceriam os frutos que são a humanidade

Sem esses braços que pensas frageis

Que outros iguais haveria para embalar o futuro homem

Sem essas mãos pequenas macias

Que outras teriamos, para acariciar, para ajudar

Sem esse coração por vezes traiçoeiro e que tanto condenas

Onde iriamos buscar essa matéria prima que é o amor

Onde iriamos buscar o som dessa voz meiga e doce

Que nos anima a continuar

Pensa no teu valor e não te lastimes

Porque nem eu nem o mundo, viveriamos sem ti

Tu foste , tu és!

 O doce complemento que "Deus" pos na  terra,

" A Mulher"

 

 Rosa Dias

publicado às 20:38


Tristeza

por Rosa Guerreiro Dias, em 03.03.08

Há gritos dentro de mim

Que não têm som nenhum

Há meu coração doendo

E meus olhos a chorar

E gente por mim passando

Que nem para mim vão olhar

Porque eu sou face de vida

Que ninguém quer encontrar

E por isso não me olham

E por isso não me ligam

E por isso hoje existem

Tantas vidas em perigo

             Os gritos não têm som

             E as vozes não se ouvirão

             Assim a dor crescerá

             Dentro do meu coração

            ´Mas há uma coisa que não

             Poderão deixar de ver

             Lindas gotas de cristal

             P/las minhas faces correr

 

                                 Rosa Guerreiro Dias

                                     1981

publicado às 21:15


Não percas o tempo que não tens

por Rosa Guerreiro Dias, em 03.03.08

Vive a vida enquanto podes

        Porque um dia podes querer

                             Viver a vida e morres

                                       Muito antes de a viver.

                

                                                         Rosa Dias

publicado às 17:52

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