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''É sempre bom recordar, as palavras de amor duma avó''

por Rosa Guerreiro Dias, em 29.07.14

""E o lindo sorriso duma Neta""

    

'''Carta da Avó Rosa para a neta Mariana Dias'''
‘’Entregue por mão no dia ’25-8-2013’’

Querida neta! 
Querida Mariana
Os quinze anos, já lá vão!
Acabas agora de completar os dezasseis aninhos
Apesar de todas as idades terem a sua beleza, tu estás na idade mais linda que se pode ter!
Ainda outras idades virão, sim!
Lindas, felizes! 
Mas os quinze, dezasseis anos, minha querida!
Apenas lhes falta uma coisa para serem completamente perfeitos!
E que só mais tarde se adquire.
A maturidade, e a experiência de vida!...
Tudo mais, eles têm!...
Amor, inocência, pureza, felicidade, cor, romantismo, ilusão, paixão, alegria, sonho, aventura, mimo, beleza!
E tudo o mais que se possa imaginar como belo!...

Agora, passas a outra fase de vida, e nesta, e até que Deus queira, a tua avó que tanto te ama, tudo fará para que continues tendo esses predicados acompanhando os teus passos. 
Mas desta vez já com alguma experiência e maturidade, que foste adquirindo dia a dia no teu viver.
Querida, nunca desprezes o conselho dos mais velhos.
Muito em especial, daqueles que te amam, daqueles que te ajudaram a crescer.
Que te ensinaram a falar, a dar os primeiros passos, que te beijavam e abraçavam quando caias, ou fazias traquinices, que te corregiam sim, mas o faziam com amor, e por amor. 
Mariana meu amor!
Sempre que te surja algum obstáculo no caminho, pára, e pensa na melhor maneira do ultrapassar, se não te sentires com força de subires para chegares ao outro lado, contorna-o, sempre duma forma humana sem pisares ninguém que encontres no teu caminho!
Se a dificuldade persistir, olha em redor que eu estarei por perto de braços abertos e de colo disponível para te receber, e com muito amor te ajudarei a seguir em frente, e aí verás que, com a partilha é muito mais fácil caminhar, ser feliz, e espalhar felicidade, ao nosso redor.
E, sem perdermos nenhum dos valores que adquirimos até aos nossos maravilhosos quinze dezasseis anos!...
Meu amor!
Mas se por acaso eu não estiver já por aqui, quando precisares, procura dentro de ti, pois algures estarão os conselhos desta avó que tanto te amou!
Aplica-os, tenho a certeza que eles te orientarão e não te deixarão ficar mal...

Lembra-te dos momentos de pausa em que a avó te pedia, senta aqui ao pé da avó, que eu vou-te contar uma história real, uma história de vida!
Lembras-te amor?

Daquelas histórias que tu ouvias em silêncio!
Pouco a pouco eu via aparecer nos teus olhos um brilho, uma luz, que se transformava em espanto e admiração! 
No fim, e aconteceu algumas vezes, a emoção das palavras e da lembrança, enchiam meus olhos de lágrimas
Tu me abraçavas, dizendo! 
Ó Vó, ó Vó!
Eu adoro-te…
E assim me fazias feliz…
Assim era-mos felizes…
Na tua santa inocência, acrescentavas!
Eu sei que ainda vás ser famosa...
E assim consolavas o coração daquela relíquia viva, que tinhas na tua frente!
Que fazia parte da tua vida!
Mulher orgulhosa e feliz dos netos que teve.
A tua querida Avó Rosa!... ''Para todas as netas do Mundo''
Com beijinhos da avó Fixe... 

Rosa Guerreiro Dias
18-12-2012
22-7-2014
 

  

 

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publicado às 08:53


""Soldados Portugueses, na Guerra do Ultramar""

por Rosa Guerreiro Dias, em 29.07.14

 
Foto de Rosa Guerreiro Dias.
"" As marcas do tempo cravadas na alma""

OS MENINOS DE SUAS MÃES

E o Mundo pergunta
Como é possível?
Pelos vistos é
E ele sabe, e tu sabes
E eu sei
E todos sabem
Que o menino de sua Mãe
Arrancado ao seu colo
Foi levado p'rá guerra
P’ra salvar a Pátria
E uma outra terra
Onde se fez homem
E onde aprendeu
A chorar em silêncio.

Os Céus escureciam
As bombas caiam
E ensurdeciam
Os meninos de suas Mães
Que sem abraço
Sem colo
Sem nenhum consolo
Rastejavam no solo
Farejando quais ‘cães’
Sim 
Os meninos de suas Mães.

Nesse solo maldito
O menino aflito
Deixava escorrer
Lágrimas de sangue
Que ele conhecia
E ele sentia
Mas não queria ver
Em horas perdidas
Lágrimas de dor
Com cheiro que tresanda
A suor de cães,
Por valas perdidas
Eram as dores sentidas
P’los meninos de suas Mães.

Os meninos de suas Mães
Faziam-se fortes
Endureciam, as almas
Enfrentavam as mortes
Dos seus camaradas
Que ensopavam trincheiras
Ali mesmo ao lado
Onde a Liberdade
Só cerrando fileiras
Cumpria seu Fado

E hoje
Hoje os que ficaram
Que às costas trouxeram
Os medos os sons
O grito aflito
Dos seus camaradas,
Só pedem justiça
Não querem mais nada
Imploram apenas
Que lhe aliviem as almas
Dos traumas da guerra
Da negra visão
Da dor do amigo
Do grito de irmão
Que carregam consigo
E os fez solidão.

Rosa Guerreiro Dias
2-7-2014

Foto de Rosa Guerreiro Dias.

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publicado às 08:47


A FLOR AMARELA

por Rosa Guerreiro Dias, em 29.07.14
Foto: A FLOR AMARELA“Aos 43 de vida”Olhei a janelaAbri a vidraça, e à frente delaEspreguicei meu corpo, sem jeito, nem graçaDizendo p’ra mimVou espreitar quem passaE sem que eu esperasse No peitoril da minha janelaCaía uma florUma flor pequeninaDe cor amarelaDelicadamente, me disse bom diaFiquei espantada, olhando p’ra elaEssa flor pequenina que p'ra mim sorria, que doçura a delaParecia magiaA manhã desse diaO meu dia de anos, e sem esperar nadaFui presenteada, abrindo a janelaCom o que eu mais gostavaUma flor amarelaE essa flor caídaNão vestia de brancoNem vermelho vestiaEra somente amarelaEssa flor que eu viaEntregou-se a mim, eu brinquei com elaE as duas ficamos à minha janelaContei meus segredosPois confiei nelaE entre os meus dedos Ficaram os segredos Da flor amarela...Rosa Guerreiro Dias“26-9-1990” "27-7-2014"
Manhã de Setembro
“Aos 43 de vida”

Olhei a janela
Abri a vidraça
E à frente dela
Espreguicei meu corpo
Sem jeito
Sem graça
Dizendo p’ra mim
Vou espreitar quem passa

E sem que eu esperasse 
No peitoril, da minha janela
Caía uma flor
Uma flor pequenina
De cor amarela

Delicadamente, me disse bom dia
Fiquei espantada, olhando p’ra ela
Essa flor pequenina
Que p'ra mim sorria
Que doçura a dela

Parecia magia
A manhã desse dia
O meu dia de anos
Eu não esperava nada
Mas fui presenteada
Ao abrir a janela
Com o que eu mais gostava
Uma flor amarela

E essa flor caída
Não vestia de branco
Nem vermelho vestia
Era somente amarela
Essa flor que eu via

Entregou-se a mim
Eu brinquei com ela
E as duas ficamos
À minha janela
Contei meus segredos
Pois confiei nela
E no meu olhar
E entre os meus dedos 
Ficaram os segredos 
Da flor amarela...

Rosa Guerreiro Dias
“26-9-1990” 
"27-7-2014"

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publicado às 08:42


OLHANDO A CIDADE COM OS OLHOS DA ALMA

por Rosa Guerreiro Dias, em 29.07.14
Foto: FARRAPO DE GENTESem sorrisoSem interesseDe olhar distante e vazioAli às “Portas de Santo Antão”Sentado no chão Juntinho ao RossioParecia um homemMas nãoAcabei por saberChamava-se PaulaO farrapo de genteQue acabava de verPasseiFui em busca dalgum alimentoVoltei de seguida, trazendo uma sandes De queijo, manteiga, fiambreSumo bem fresquinhoAgachei-me juntoDaquele farrapo Farrapo de genteErgueu os olhos, para mimVazios sem brilho, de cor esverdeadaEra mulher, só aí é que eu viEra moçaMoça abandonadaCoçava os braços picadosEm gestos desenfreadosLogo lhe disseToma querida, tens que comerO pãozinho é molinhoO sumo é fresquinhoFaz-te bem beber.Não quero, diziaCome filhaNem que seja um pouquinhoContinuava euDei-lhe o sumo, metade do pãoQue sem força pegou com a sua mãoCome meu amor, vai-te fazer bemOlhei com tristeza, a moça perdida Perdida na vida, sem acareio de ninguémDe seu nome Paula Farrapo de genteSem colo de Mãe…Rosa Guerreiro Dias 27-7-2014
FARRAPO DE GENTE

Sem sorriso
Sem interesse
De olhar distante e vazio
Ali às “Portas de Santo Antão”
Sentado no chão 
Juntinho ao Rossio
Parecia um homem
Mas não
Acabei por saber
Chamava-se Paula
O farrapo de gente
Que acabava de ver

Passei
Fui em busca dalgum alimento
Voltei de seguida, trazendo uma sandes 
De queijo, manteiga, fiambre
Sumo bem fresquinho
Agachei-me junto
Daquele farrapo 
Farrapo de gente

Ergueu os olhos, para mim
Vazios sem brilho, de cor esverdeada
Era mulher, só aí é que eu vi
Era moça
Moça abandonada
Coçava os braços picados
Em gestos desenfreados

Logo lhe disse
Toma querida, tens que comer
O pãozinho é molinho
O sumo é fresquinho
Faz-te bem beber.

Não quero, dizia
Come filha
Nem que seja um pouquinho
Continuava eu
Dei-lhe o sumo, metade do pão
Que sem força pegou com a sua mão
Come meu amor, vai-te fazer bem
Olhei com tristeza, a moça perdida 
Perdida na vida, sem acareio de ninguém
De seu nome Paula 
Farrapo de gente
Sem colo de Mãe…

Rosa Guerreiro Dias 
27-7-2014

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publicado às 08:36


When e Dance... 2014

por Rosa Guerreiro Dias, em 15.07.14

Faculdade de Ciências e Tecnologia

do Monte da Caparica

 

 DANÇA


Dança
Movimento incessante
Correria constante
Em busca de sons
A magia aparece
A Arte acontece 
E numa agitação
A que o corpo obedece
De pés no chão
Tu voas p’lo ar
Em qualquer Salão
Em qualquer lugar

São corpos
São braços
São mãos
Pernas e pés 
Almas em pedaços 
Corações?
Talvez 
A elegância do gesto
Que da Dança faz parte
Beleza, alegria
Plena sintonia
Obedecendo à Arte
Em bicos de pés
Tu mostras quem és 
Pouco a pouco
Suportas teu corpo
Que perde seu peso
Ganhando em leveza 
E nesses gestos suaves
Tens plena certeza
Que é aí, nessa Dança
De extrema beleza 
Que imitas as Aves
Da Mãe Natureza ...

Rosa Guerreiro Dias
28-6-2014
12-7-2014

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:25


Livro de Poesia “NOVO AMANHECER” De Rosa Dias

por Rosa Guerreiro Dias, em 28.06.14

ETNOGRAFIA DA MEMÓRIA!

Sobre Rosa Dias 

''Poetisa Popular de Campo Maior''

Pelo Antropólogo, Poeta o Dr. Luís Maçarico...

  

      

 

                                                                                          

 Em toda a sua obra publicada (e inédita), Rosa Dias realiza uma Etnografia da Memória, que a Poesia enriquece, num jogo de apuro, com as palavras, que são paleta e objectiva, recolhendo elementos para quadros, que atravessam a fronteira dos sentidos, transportando o leitor até paisagens de amplos horizontes, onde o verso tem escala humana.

Da sua poesia, emerge a génese alentejana e camponesa, o património imaterial, que consubstancia as Festas do Povo, as profissões laboriosas das gentes do campo, as tradições marcantes, o saber - fazer identitário dos mestres, a linguagem pródiga em regionalismos, o colorido de um humor distinto, que apenas os alentejanos sabem fruir. Há na dimensão dos seus retratos, das suas telas rimadas, o fulgor de páginas de escritores, como o Silva Picão, de “Através dos Campos” ou o João Mário Caldeira de “Margem Esquerda do Guadiana, As Gentes, A Terra Os Bichos”.

 

Rosa Dias recorre, qual antropólogo, à observação - participante, para descrever vivências, interacções, modos de ser e de fazer, e até para registar que certos rituais pertencem ao passado, pois “o mundo está em mudança, hoje a vida tem outro fado.”

Em “Novo Amanhecer”, o livro que já nos levou a Campo Maior, numa noite de Verão mágica, importa realçar que o género é pedra de toque, para Rosa falar da sublimação dos dias, através do olhar feminino, assumidamente como complemento vital da Humanidade, na conjugação homem/mulher, em colectivo, pelos territórios do Amor.

Na página 63 há um poema que vale todo o percurso de tão esplêndida existência, pois se Eugénio de Andrade escreveu “Num prato da balança um verso basta / para pesar no outro toda a minha vida”, Rosa Dias conta-nos, em “A força de querer”, escrito há oito anos:

 

“Disse um dia, vou em frente;/ Gritou a vida, isso é que não!/ Julgas-te gente? Não és gente/ Larga a escola; ganha o pão//

 “Assim me roubaram o prazer/ De estudar, p’ra ser alguém/ Mas esta força, do querer/ Ninguém a roubou, ninguém…//

 “Ter de novo na minha mão/ A saca, o lápis, a sebenta/ Foi dizer sim, a esse não/ A caminho dos sessenta…”

 

A toada aleixiana, que pode estar subjacente à origem desta poesia, de raiz tradicional, é suplantada pelo cunho vincadamente alentejano, pela pegada desta cidadã do mundo, pela tatuagem dos dias no seu ADN, pois a par dos hinos ao sul, saboreamos passagens pelos Açores, por Alpedrinha, andanças por Lisboa, reflexões onde o Mundo surge, enquanto realidade do quotidiano, ao ponto de também ter composto um texto actualíssimo: o rap rep da minha vida.

Depois de Toadas Alentejanas (1989) e Anexins e Nomes Engraçados de Campo Maior (1997), “Novo Amanhecer” marca uma indomável vontade de viver e partilhar uma arte, que explodiu um dia, com a urgência da fome ou da respiração, no sangue intempestivo do Verbo.

Abençoada arte da fala, que tem proporcionado, de norte a sul, o convívio com esta pessoa maravilhosa, que espalha a harmoniosa beleza de sílabas morenas, trazendo trigais e cantares, lágrimas, suores e sorrisos, esperanças e destinos, em rimas que embalam momentos, encontros, lugares.

 

Rosa Dias, a menina - ave, que enfeitou de sonho a sua partida para a grande cidade e nela trabalhou, amou e construiu um ninho de amor e poesia, é a mesma que decorrido um percurso, eivado de peripécias e mágoas, nos interroga, como Carlos Drumond de Andrade, acerca da melhor forma de ultrapassar a pedra, que ficou no caminho.

 

Querida Rosa: É um enorme privilégio ser teu amigo e poder celebrar neste espaço único, como é o teu coração, as décadas de experiência que já acumulaste, qual tesouro onde a luz e a harmonia estabelecem o equilíbrio da essência.

Não há um poeta como tu, és irrepetível, a tua eloquência, a tua vivacidade são uma oferenda para todos nós.

Interpretas como ninguém esse fogo que te alimenta, em cada estrofe, em cada espaço, onde o som e o feitiço de te escutarmos, seduzidos pela musicalidade, pela força telúrica, pela justeza de cada vocábulo, nos permite guardar o pedacinho de lava desse vulcão de sabedoria que só tu sabes.

 

Como agradecer-te a ternura de seres?

Luís Filipe Maçarico

7/10/2011

      

 

 

        

 

Alguns dos Livros da autora... 

 

 

 

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publicado às 15:58


AS TUAS MÃOS AMOR

por Rosa Guerreiro Dias, em 24.05.14

 

 

 As tuas mãos Amor

 

Mãos finas, elegantes

Macias,quentes

Insaciáveis de labuta

Mãos de promessa, firmes

Na louca pressa da sua luta

Mãos sem receios

Sem medos

Sem tremor

Mãos carinhosas, melosas

Em afagos de amor

 

As tuas Mãos

Hoje cansadas

Fragilizadas, vão tateando

Mãos inquietas

Sempre despertas

Prontas p'ra dar

Ainda são as mesmas

As que eu conheci

Que conheço e amo

E vou sempre amar…

 

Rosa Guerreiro Dias

24-5-2014

 

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publicado às 11:53


A FLOR DA LARANJEIRA...

por Rosa Guerreiro Dias, em 21.04.14

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publicado às 01:56


E VIVA O ALENTEJO

por Rosa Guerreiro Dias, em 21.04.14

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publicado às 01:52


MONSARAZ

por Rosa Guerreiro Dias, em 31.03.14

 

 

 

 

   

 

 

 Montexaraz

Monsaraz

 

Monsaraz

Já foste Montexaraz

Monte de Estevas

Os povos assim diziam

Foste Monte

Monte, ficaste

Porque xaraz, te chamaste

Plas estevas que em ti nasciam!

Como Monte

Lá bem distante

Os olhos da tua gente

Desejavam em ti viver

Gabavam a tua beleza

Por ver a Esteva florindo

Pouco a pouco foram indo

Ficando em ti com certeza.

E hoje, batido a vento

Montexaraz num lamento

Sobre as pedras do tormento

Suportando o casario

Vai perguntando a quem passa

Minhas estevas, onde estão?

Forraram de pedra o chão

Meu Monte perdeu a graça…

Mas, ganhaste em história

Em Glória

Montexaraz - Monsaraz

Consola-me, sentir-te eterno,

Meu lindo Monte sem par

Porque da Esteva branca flor

Alguém roubou sua cor

Para de branco te caiar…

 

Rosa Guerreiro Dias

3-3-2014

 

'' ALGUMAS DAS FOTOS FORAM RETIRADAS DA INTERNETE''

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publicado às 14:03


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