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História de Campo Maior

por Rosa Guerreiro Dias, em 05.11.12


De idade desconhecida
De origem talvez romana
A nossa Vila raiana
Aos mouros seria vencida
Foi por uns “Peres” trazida
Com orgulho concerteza 
E ao passar a ser portuguesa
D. Dinis a reedificou 
E aos poucos a aumentou
Nobre Vila camponesa

Grandes lutas se travaram
Neste meu Campo Maior
E para nós lembrarmos, melhor
Nove baluartes ficaram
Dois Reis, concórdia fizeram
D. Fernando e D. Dinis
Pois D. Dinis assim quis
Campo Maior, castelhana
Passava a Vila raiana
Para orgulho do país

Alcanhizes se chamou
Esse contrato em questão
Que dava à nossa nação
A paga por que lutou
Nosso Rei rejubilou
Pois não fez esforços em vão
Ia aumentando a nação
E veio Ouguela e Olivença 
Para nossa liderança
E enriquecer a nação

1732

Em mil setecentos e trinta e dois
Cai uma faísca fulminante
Destruindo de rompante
E fazendo a Vila em dois
Foi o caos que veio depois
Arrasando a fortaleza
E à gente camponesa
Mil e quinhentos, matava
Mas o povo que escapava
Nunca mostrava fraqueza

1807

De Campo Maior foi Marquês
Um tal Guilherme Beresford
Que com ares de grande Lorde
Major General Inglês
Derruba, exercito Francês 
Na guerra peninsular
E junto ao povo vem lutar
Esse homem de grande valor
Que o povo honrou com fervor 
Por mais uma luta ganhar

1817

Nos conta a história mais tarde
Que houve uma conspiração
E morre, um homem desta nação
Um Gomes Freire de Andrade
Homem de certa edilidade 
Beresford foi acusado
Ficando a ser mal olhado
Triste vai para o seu país
Escreve um livro em português 
Provando não ser culpado

1811 – 1812

Apesar de tudo foi um homem de valor
Honras, ninguém lhas tirou 
Grão - Cruz de espada levou
Foi Marquês em Campo Maior
Em Trancoso Conde e Senhor
E mais que a história não diz
Esse nobre inglês de raiz 
Defendeu com garra e ardor
Não só a Campo Maior
Mas também nosso país

Hoje olhando para o passado
E p’ra esta Vila de encanto
Ficamos a olhar de espanto
O tempo modificado
Este castelo encantado
De ruínas e lembranças
Símbolo de tantas esperanças
Que tanto, tanto nos diz
Feitos de El – Rei D. Dinis
Que nos deixou como heranças

E os nove baluartes de então
Que á Vila deram mais luz
Curral dos coelhos, Boa Vista, Santa Cruz
Pixa – torta, Lisboa, S. Sebastião 
Fonte do Concelho, S. Rosa e S. João


Edição de 23 de Setembro de 1993
""2000 exemplares esgotado""

Autora: Rosa Guerreiro

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publicado às 22:30



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