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Neste Verão de São Martinho

por Rosa Guerreiro Dias, em 12.11.09

No Outono cai a folha

Vem chegando a Invernada

Prenúncio de chuva que molha

Terra seca, desesperada

P'ra cheiro a terra molhada

 

 

Tantos copos despejados

Como este, outros estão

De castanha acompanhados

Num S. Martinho Verão

 

 

 

Nascendo em beleza

Mais um  fruto real

E esta mãe natureza

Mostrando o que vale

 

 

Vem a ventania a trote

Deitando a castanha ao chão

 

 

 

Homem

 

 

Tira da arca o capote

Que vem lá o vento Suão

 

 

Fui à Adega Maior

Onde o vinho é Senhor Rei

Sem provar o seu sabor

Só do cheiro me embebedei

 

 

Ali no Terreiro do Paço

Em vesperas de São Martinho

Voltei a cheirar o vinho

Dei ao Tejo o meu abraço

A Lisboa, o meu carinho

 

 

Seu Rogério ilustre Doutor

Fez p'ra nós este livrinho

E p'ró bom apreciador

Entender melhor o Vinho  

 

 

Em alegre cavaqueira 

E um bom livro sobre o vinho

Com o vinho da Vidigueira

Festejamos à maneira

Este belo S. Martinho

 

 

Rosa Guerreiro Dias

12-11-2009

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publicado às 14:20


4 comentários

De ilhas a 14.11.2009 às 02:15

Que saudades! Estive no continente tres dias em julho e não consegui chegar a vocês. juro que estão sempre no meu coração, abraços
adorei os poemas , como sempre muito inspirados. parabéns.

De Rosa Guerreiro Dias a 14.11.2009 às 10:18

Meus amigos! nem acredito que estiveram cá? como ? então os telefones? a net? enfim foi sem duvida uma falta muito grande, e com muita pena minha.
Quando a saudade aperta a gente procura matar essa saudade.
Aqui estou sem magoas sem queixas e de braços abertos para a próxima vez pormos a conversa em dia.
Aquele abraço desta amiga do coração.
Rosa Dias

De (So) Luis a 17.11.2009 às 00:25

Pois essa «grande mágoa» também cá chegou a Almada. Não sei porquê, nem como, mas acabei por «sofrer» uma grande «desilusão» com estes nossos amigos das Ilhas, em geral.
Logo, logo, até pensei que fosse algum lapso meu que estivesse na razão de tal facto, mas afinal acabei por constatar que não - afinal é mesmo assim... (!!?).
Que seja... não será por isso que sempre os recordarei com muito carinho e saudade... e fico por aqui.
Para a «Rosita», muitas e muitas castanhitas e...até dia 22, «se Deus quiser»...
Um abraço a ambos.

O Alentejo não tem fim!

De joaquimavo@gmail.com a 17.12.2009 às 23:04

Belas imagens e belos poemas que retratam harmónicamente o seu conteúdo.
Um abraço amigo
Joaquim Avó

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