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CONVERSAS COM MUSICA

por Rosa Guerreiro Dias, em 19.10.09

 

Duas gerações

Dois mestres da viola campaniça

Pedro Mestre                     tio Manuel Bento

                          

 

Na tarde do dia 18 momentos para recordar, conversas simples de gente simples, que nos percorreram a alma e se instalaram nos corações.

 Ali ao Cais do Sodré no << CLUBE - GBES >>

Bem - hajam  Pedro Mestre e ti' Manel Bento

Voltem de novo, serão bem- vindos

***

Pequena demonstração de afecto duma poetisa popular

***

Quadras da alma

 

Pedro Mestre, és nosso amigo
Nas lides da cantoria
Viemos partilhar contigo
As cantigas dá’legria

Vem cá desatar as pontas
Do talêgo das cantigas
Para que possam correr soltas
P’rás bocas das raparigas

Anda daí vem mostrar
P’rás gentes da Capital
Que além de saberes cantar
Na viola és maioral

Tens muito apego e amor
À campaniça viola
Nesta arte és o maior
Nem precisaste de escola

Está no teu sangue, na veia
Essa arte, esse saber
Chão que o poeta semeia
Faz qualquer alma tremer

Esta poetisa menor
Que conhece o teu talento
Veio de Campo Maior
Aplaudir este momento

Assim a magia acontece
Bem juntinha da ribeira
Onde Lisboa aparece
De xaile traçado à maneira

Com a guitarra, vêm mais dois
E para não te faltar nada
Chega o Sr. Fado depois
P’ra rematar a noitada

 

 

Para o amigo do coração: Pedro Mestre
Com um abraço da amiga certa: Rosa Dias
Lisboa 18-10-2009

 

***

 Consigo Ti Mané Bento

Tã' cedo começou a tocar

Nã' as podias abraçar

ás moças, nã'tinha tempo.

Só o queria junto dela

Essa viola magana

 Eram dias de semana

Noites de boa vai-ela

***

Diz-se de outra geração

Que é velho, sem utilidade

O saber, não tem idade

Está sempre em evolução

Tu és a melhor lição

Amigo tu és a história

Que ficarás na memória

E na certa em meu coração.

***

Com muito admiração e carinho da já amiga:

Rosa Guerreiro

*****

 

<Agora>

< Aqui só p'rá gente> 

<Que ninguém nos tá ouvindo>

*** 

Essa

dê ' tocar um dia

campaniça;

modernices;

Vou-me ficar p'la poesia.

E deixar-me de estroinices

***

Vamos lá ver!

Não acha bem? Ti Mané Bento?

Que agora? 

Agora com esta idade?

Temos é que tomar tento

Tempo de aprender

Foi com o vento  

Voo com a mocidade

***

Poesia?

 Passo eu no teste!

Mas no polegar? fraca estou.

Campaniça ?

É só p'ra mestre

E eu? 

 Mestrada não sou.

***

Como vê, tomei conselho

Dum homem que se diz velho 

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publicado às 23:32


2 comentários

De Anónimo a 20.10.2009 às 18:56

Mais uma brilhante «reportagem» para registo.
Num «unir de gerações», neste caso de «Mestres» a que com muita pena não pude assistir, este «reconhecimento» penso que será o de todos nós.
Obrigado e um abraço a ambos.

De joaquim avo a 20.10.2009 às 23:19

Foi uma tarde fantástica. Foram duas lições: uma de arte de cordas e outra de humor.
Enriquedda pelos doi belos poemas da amiga Rosa, valeu mesmo a pena.
Viva o Nosso Querido Alentejo e a quem contribui para promoção e divulgação da nossa identidade cultural.
Um abraço
Joaquim Avó

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