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Minas do Lousal

por Rosa Guerreiro Dias, em 11.02.09

Museu Mineiro

 

Aqui no Lousal mineiro, repousam Minas famosas
Dos homens um cativeiro, terra de mulheres formosas

Lá nas entranhas da terra, vivem riquezas escondidas
Longe da maldosa guerra, sentem-se mais protegidas
Na balbúrdia deste mundo, onde o mal marcou lugar
As Minas em choro profundo, estão prestes a sufocar
Ouve-se abafado gemido, desta terra se soltou
Dizendo não faz sentido, este abandono em que estou
Onde está o braço amigo, que me deixava respirar?
Levou a força consigo, deixou-me neste penar
Venham amigos mineiros, rebuscar na profundeza
Homens toupeiras, obreiros, p’ra darem ao país riqueza
Dêem ao mineiro segurança, boa saúde permanente
Com uma boa liderança, a Nação, irá p’rá frente

E assim se salva um país, e assim se destrói a fome
Cavando até à raiz, só a pulso e a braço de homem

Riqueza p’ra nós, e p’ra dar, boas águas, bom minério
Estamos cercados p’lo mar, que faz do País um império

Temos homens sabedores, precoces, inteligentes
Arquitectos e Doutores, Poetas bem sapientes.

E nesta aparente calma, a canção é uma oração
Levo-a na voz e na alma, p’ra dar razão à razão

Rosa Guerreiro Dias
14-2-2009

  

Restaurante Armazem Central

 

D. Idalina bordadeira de mão cheia

 

As Aldrabas das portas 

Porta do Lousal

Rosa Branca vai chorando          

 

 

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publicado às 00:28


2 comentários

De Manuela a 11.02.2009 às 12:19

Olá! Venho agradecer e retribuir a visita ao meu blog. Não sabia da existência da rosa de mesinha; é um dado curioso porque tenho andado a fazer, nos dois últimos anos, o inventário fotográfico e o registo das flores do Alentejo (aqui desta região). O tempo tem escasseado e apenas fiz uma visita rápida pelo blog mas parece-me bem interessante. Voltarei com mais tempo e atenção.
Beijinhos
Manuela

De joaquim avo a 13.02.2009 às 23:00

Parabens amiga Rosa pelo belo poema e pela realidade que transmite através deles.
É bom enaltecer os amantes da poesia, mas também é bom enaltecermos aqueles mineiros que tanto sofreram para ganhar a sua vida e que na maior parte dos casos são votados ao abandono.
Um abraço
Joaquim Avó

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