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MÃOS VARIADAS

por Rosa Guerreiro Dias, em 27.12.08

Mãos que crescem entre as minhas

Mãos que pedem protecção

Mãos  finas, ou mãos gordinhas

São mãos que semeiam pão  

Mãos crescidas ansiosas

Que procuram segurança

Pegando um ramo de rosas

Cativas numa aliança

Mãos que tocam e compõem

Mãos que afagam com carinho

Mãos de trabalho que doem

Sofridas choram baixinho

Mão deformada, cansada

Onde a dor criou raíz

De sonhos idolatrada

Resta a ruga a cicatriz

Mãos de trabalho mãos rudes

Negras, gretadadas, sofridas

São mãos cheias de virtudes

Por esses campos perdidas

 

Mão delicada, mão nobre

Tem porte  fino de mulher

Pele aveludada que a cobre

Não é uma mão qualquer

Mãos singelas, perfumadas

E de pele bem lustrosa

Mãos p'ra serem acariciadas

Mãos belas da cor da rosa 

Mão bonita pois então

Bem tratada sim senhor

E com sumo de limão

Não há hidratante melhor

Unha moderna gigante

Mas de pouca utilidade

Nada faz de importante

A não ser, mostrar vaidade

Quer a gente  as trate ou não

De pouco vai adiantar

Quem viver, verá sua mão

A este estado chegar

Por isso aproveita agora

Vamos com elas brincar e a todos cumprimentar

                      

E porque não ? o nosso mundo abraçar

 

 

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publicado às 22:12


4 comentários

De (So Luis) a 01.01.2009 às 20:28

Rosinha- pergunto agora eu: haverá por aí alguém que não se sinta «esperançado», depois de ouvir e vibrar com o seu recente Poema (para mim o mais lindo de todos) - «Esperança» ?.
Mas acho que não é justo que tenham sido só algumas centenas que estavam no Salão do Clube do Laranjeiro no passado dia 14 Dez08 , a poderem vibrar com «alma» e com a »Alma», que poderão apreciar aqui: (Rosa Dias em Poema «Esperança»)

http://www.youtube.com/watch?v=eUF1Lq58e9A&eurl=http://casa-das-primas.blogspot.com/&feature=player_embedded -

Mas quantos já ouviram a «Rosa de Mesinha» cantar e muito bem?
Não é difícil, no mesmo Blog acima indicado poderão apreciar a veracidade do que digo, ou aqui:
(Rosa e um casal amigo em »trago o Alentejo na Voz»)

http://www.youtube.com/watch?v=KRLBi49XZSg&eurl=http://casa-das-primas.blogspot.com/&feature=player_embedded

Num Poema não de sua autoria, mas de que ela (e não só), gosta tanto. Aqui fica numa justa homenagem e a «esperança» de podermos vir a continuar a contar com a sua amizade e colaboração nas Cantadeiras da Alma, para uma Alma ainda mais forte em 2009. Obrigado.

O Alentejo não tem fim!

De Rosa Guerreiro Dias a 01.01.2009 às 21:59

Meu amigo, como estou feliz com o seu regrsso aos comenta´rios no meu blogs.
Agradecida pelo que me toca, nem tanto , nem tanto,ainda assim fico feliz por tão alto gabão à minha pouca voz.
Já procurei mas não encontro a esperança na voz da Rosa.
Aquele abraço da amiga certa
R.G.D.

De ilhas a 06.01.2009 às 00:07

Grande Joaquina Rosa! Adorei voltar ao seu blogue e ver as maravilhas que tem escrito. Este poema é fabuloso. abraços do lugar onde o mar não tem fim.

De Rosa Guerreiro Dias a 08.01.2009 às 10:40

Mais um presente de Natal que tive, a tua passagem pelo meu blogs, aquele abraço da amiga certa .
J. Rosa
E a esse grandioso Mar, aquele sentir aquele olhar.

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