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Falando dos Poetas

por Rosa Guerreiro Dias, em 24.03.15

Que partindo’’ ficaram…

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Florbela Espanca,

Na minha rua, na tua, na de todos, mora Florbela porque ela vive nas ruas, nas casas, nos corações, de quem a entende como mulher, como Poetisa do amor.

 Esse Xaile de Florbela, que algumas vezes usei, declamando a minha Poesia, deixou em meus ombros, o seu perfume que jamais me deixará enquanto eu viva.

Obrigada Otelo Espanca meu amigo, descansa em Paz.

 

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 Natália Correia

Na minha Sala, não fuma, porque ela respeita minha alergia ao fumo, no entanto sua alma de Poetisa destemida elevando a sua voz ao mundo, serpenteia na minha Sala, na minha Poesia, no meu jeito de sentir, e dizer.

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 Fernando Pessoa

Em pessoa, passeia na minha rua, em todas as ruas desta velhinha Lisboa, que ele amou e teima em não deixar, os seus passos ainda se ouvem, descendo a rua Nova do Almada, em direcção ao Martinho da Arcada, onde entra diariamente.

Depois de dois dedos de conversa, percorre a sua amada Lisboa, senta-se à porta da Brasileira antes de regressar a casa…

E é ali, que me sento a seu lado, que trocamos palavras sobre quem somos, como somos, como sentimos a nossa Poesia.

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 Ary dos Santos

Sem Santo ser, nos diz como só ele sabe dizer, o sentimento que lhe escorre na veia, em arrebatada força, gritando ao mundo, a força da vida, numa arrepiante verdade, chamando as coisas pelos nomes, sem pudor, sem peneiras, sem vaidade…

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António Aleixo

Tu representas a dor, a revolta, dum Povo que foi teu, é meu, e de todos os Portugueses que se sentem injustiçados.

Tu continuas sendo a alma dum Povo Luso que se revê em cada palavra dos Poetas Populares, que contam cantando as vidas vividas, em cada quadra, em cada estrofe da verdadeira Poesia que lhe corre na veia, e assim continuas vivo na Terra, na Pele, na Alma,na Poesia dos Poetas do nosso País do nosso Portugal...

 

Rosa Guerreiro Dias

12-12-2012

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publicado às 15:42


A LUTA ENTRE NATUREZAS

por Rosa Guerreiro Dias, em 24.03.15

 

O ABRAÇO ETERNO

 

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Na inferioridade da Terra

Sem serem plantadas

Surgiram raízes embaraçadas

Que aos poucos se estendiam

Por aqui, por além

E a terra sorria

E aos poucos se abria

Pois ia ser mãe

 

E um tronco aqui

E outro mais ali

Cresciam brincando

Falando entre si

Duas pequenas Árvores

De aspecto franzino

Sem esperança de vida

Cresciam sem tento

Ao sabor do vento

Mas de apertados laços

Sem nenhum lamento

Rebentaram braços

Que pariram ramadas

Serrando fileiras

E eram felizes

Felizes e belas

Grandes e fortes

As Árvores sombreiras

 

Mas um certo dia

Em que o Homem passa

Prende o seu olhar

Na força e na graça

Das Árvores de raça...

 

O Homem

Pôs-se a pensar

Logo idealiza

E em voz alta diz

Eu vou separá-las

E bem no meio delas

Perto da raiz

Junto ao coração

Irá passar gente

Animais e carros

Sobre o alcatrão…

 

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E hoje

Apesar da dor

Em que a Árvore vive

E deste seu inferno

As raízes se enlaçam

As ramadas se abraçam

Num abraço eterno…

 

Rosa Guerreiro Dias

21-3-2015

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publicado às 10:55


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