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MOMENTOS!...

por Rosa Guerreiro Dias, em 26.04.13

 

VINTE E CINCO DE ABRIL 2013

"CASA DO ALENTEJO"

 

" Rosa Dias e os Livros"

"Páteo Arabe da Casa do Alentejo""

"Pintura de Domingos Costa

Natural de Campo Maior 1918!...

" Cravos Vermelhos" Simbolo do 25 de Abril!...

"Cravos Brancos" Que também fizerem parte do

25 de Abril, mas menos conhecidos!...

 

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publicado às 15:08


MULHER DOS CRAVOS DE ABRIL

por Rosa Guerreiro Dias, em 26.04.13
Celeste Mulher dos Cravos de AbrilCeleste CaeiroEra bengaleira no Restaurante “SIRINE” na Rua Braamcamp! Do género, Sirine em self- servisse, seria um dos primeiros a ser inaugurado em Lisboa, acontecendo sua inauguração, no dia 25 de Abril de 1973 no prédio que ficou chamado o “Franjinhas” .A Celeste tinha então 41 anos de idade, morava mesmo em frente aos armazéns do Chiado, com a mãe e a filha ainda pequenina.O gerente da Sirine era o Sr. Ramos tinha encomendado no Mercado da Ribeira cravos brancos e vermelhos, para o dia em que a Sirine fazia aniversário, 24 de Abril de 1974, passado um ano da sua inauguração.Nesse dia de manhã a Celeste e a Conceição sua colega e muito amiga, dirigiram-se para o trabalho, e ao chegarem o gerente Sr. Ramos estava à porta!Dizendo hoje não vamos abrir a casa, pois há uma revolução em Lisboa, a tropa vai tomar o Quartel do Carmo, onde está o Presidente Marcelo Caetano, e a gente não sabe o que é que isto vai dar. O Sr. Ramos disse-nos, olhem, vão ao armazém e levem vocês os cravos que estão lá nos baldes, e repartam entre as duas!Hoje não abrimos, e se os cravos ficam ali, estragam-se.Assim a Celeste e a amiga foram pegar nas flores, Celeste levou dois ramos de cravos, brancos e vermelhos, assim como Conceição.Saíram, e Conceição disse para Celeste!Olha, tu vai para casa, vê lá que a revolução está no Carmo.Despediram-se, e Celeste lá caminha em direcção ao Metro que a levaria até ao Rossio, e pensa para si, eu para casa não vou. Vou mas é ver, o que é isto duma revolução!Começou a caminhar em direcção à rua do Carmo onde morava, e viu vários tanques da tropa pela rua acima, mas parados, aproximou-se, e viu os tropas fora dos tanques, com as xaimites pousadas no chão ao alto, ao passar pelo primeiro tropa, Celeste perguntou-lhe o que era aquilo, aquela confusão, ao que o tropa respondeu com algum nervosismo!Vamos tomar o quartel do Carmo, minha senhora! A Senhora por acaso não tem um cigarrinho que me dê?Celeste olhou o jovem e disse, não, eu não fumo! Mas tenho cravos, posso-lhe oferecer um, e assim fez, pegou num cravo vermelho, e deu-o ao militar que de seguida o espetou na espingarda, que estava em pé junto a ele!Celeste achou graça, até que o cravo ficava ali bem!E começa a subir pela calçada a cima, e foi dando a cada soldado um cravo tanto vermelhos como brancos, ao que eles vendo os outros, os foram também pondo nas xaimites!Depois deste acto que a fez feliz, Celeste caminhou para sua casa!Eufórica disse para a mãe, mãe venha à janela, venha ver o que eu fiz!Mãe e filha se dirigiram p’rá janela, ao que Celeste diz para a mãe!Mãe está a ver aqueles cravos nas espingardas, fui eu que os distribuí pelos soldados! A mãe de Celeste com ar de assustada, diz ó rapariga, tu és tonta, olha ao que tu te arriscaste, tu não sabes que isto é uma revolução militar!...Mas Celeste apenas sorria de felicidade… E foi assim, que nos dias seguintes os cravos que Celeste tinha distribuído, eram capa das principais revistas e jornais da capital, falando duma revolução em Lisboa!E que viria a ser chamada de “ Revolução dos Cravos de Abril”.Celeste é hoje uma mulher feliz, por ter sido protagonista, desta Revolução dos Cravos de Abril, e mais, por ter feito parte duma revolução que não sangrou.Bem mais tarde foi fazendo variadíssimas entrevistas!Em 1999 foi entrevistada na Televisão!Eu, Rosa Dias vi o programa, fiquei deveras emocionada, peguei em papel e caneta e fiz o que a alma me ditou, este poema que abaixo transcrevo, e que viria a ser entregue nas mãos de Celeste, num casual encontro na Casa do Alentejo em Lisboa!A partir daí, eu e Celeste passamos a ser grandes amigas, falamos várias vezes pelo telefone, ou nos encontramos em datas importantes, muito em especial na Casa do Alentejo, e pela comemoração do 25 de Abril.Palavras de Celeste Caeiro!Apesar das variadíssimas entrevistas e filmagens, as quais me dão imenso prazer! Nenhuma me tocou tanto como a da minha amiga a Poetisa Popular Rosa Guerreiro Dias, de Campo Maior, que se dignou, fazer um trabalho poético do qual nunca me separo, e com o qual me identifico inteiramente! A Rosa Dias é uma grande amiga…Já me homenageou na Casa do Alentejo em Lisboa, onde eu contei ao pormenor, esta minha história verdadeira!Um dia, a minha amiga Rosa Dias me convidou a ir ter com ela à Casa do Alentejo e sem eu esperar, ali me homenagearam, e onde eu puxei pelos versos que a minha amiga me tinha feito, e dos quais nunca me separo!E foi esse, mais um dia inesquecível na minha vida.Obrigada ao meu País, ao 25 de Abril, a todas as pessoas que se têm interessado por esta minha história que me ligou para sempre à revolução dos Cravos de Abril!E um eterno agradecimento à minha querida amiga Poetisa de Campo Maior“Rosa Guerreiro Dias”.“Autora” Rosa Guerreiro Dias22-11-2011“”Celeste Mulher dos cravos de Abril””Tu, mulher de palmo e meio, de voz doce e olhar brilhanteFalas hoje sem receio, dum Abril muito importanteFoste o vaso, foste a terra, onde o craveiro aflorou E assim floriste, a guerra, a guerra que não sangrou.Com um molho de cravos na mão, andaste na baixa á toaSem saberes da revolução, que se passava em LisboaHá rua do Carmo chegaste, vistes soldados armadosMas tu, não te atrapalhasteDeste cravos, brancos e encarnados.Deste, um cravo de mão em mão, dum laço que se soltouE o tropa com emoção, na espingarda o colocouCom este gesto mulher, trouxeste ao país glória Não és uma mulher qualquerNem qualquer entra p’rá história És somente portuguesa, uma mulher entre tantas milMas, só tu és, com certeza! " Mulher dos Cravos de "ABRIL" Rosa Guerreiro Dias25-4-1999 -25-4-2009 - 25-4-2013
Celeste 
Mulher dos Cravos de Abril

Celeste Caeiro
Era bengaleira no Restaurante “SIRINE” na Rua Braamcamp! 
Do género, Sirine em self- servisse, seria um dos primeiros a ser inaugurado em Lisboa, acontecendo sua inauguração, no dia 25 de Abril de 1973 no prédio que ficou chamado o “Franjinhas” .
A Celeste tinha então 41 anos de idade, morava mesmo em frente aos armazéns do Chiado, com a mãe e a filha ainda pequenina.

O gerente da Sirine era o Sr. Ramos tinha encomendado no Mercado da Ribeira cravos brancos e vermelhos, para o dia em que a Sirine fazia aniversário, 24 de Abril de 1974, passado um ano da sua inauguração.
Nesse dia de manhã a Celeste e a Conceição sua colega e muito amiga, dirigiram-se para o trabalho, e ao chegarem o gerente Sr. Ramos estava à porta!
Dizendo hoje não vamos abrir a casa, pois há uma revolução em Lisboa, a tropa vai tomar o Quartel do Carmo, onde está o Presidente Marcelo Caetano, e a gente não sabe o que é que isto vai dar. 
O Sr. Ramos disse-nos, olhem, vão ao armazém e levem vocês os cravos que estão lá nos baldes, e repartam entre as duas!
Hoje não abrimos, e se os cravos ficam ali, estragam-se.
Assim a Celeste e a amiga foram pegar nas flores, Celeste levou dois ramos de cravos, brancos e vermelhos, assim como Conceição.
Saíram, e Conceição disse para Celeste!
Olha, tu vai para casa, vê lá que a revolução está no Carmo.
Despediram-se, e Celeste lá caminha em direcção ao Metro que a levaria até ao Rossio, e pensa para si, eu para casa não vou. 
Vou mas é ver, o que é isto duma revolução!
Começou a caminhar em direcção à rua do Carmo onde morava, e viu vários tanques da tropa pela rua acima, mas parados, aproximou-se, e viu os tropas fora dos tanques, com as xaimites pousadas no chão ao alto, ao passar pelo primeiro tropa, Celeste perguntou-lhe o que era aquilo, aquela confusão, ao que o tropa respondeu com algum nervosismo!
Vamos tomar o quartel do Carmo, minha senhora! 
A Senhora por acaso não tem um cigarrinho que me dê?
Celeste olhou o jovem e disse, não, eu não fumo! 
Mas tenho cravos, posso-lhe oferecer um, e assim fez, pegou num cravo vermelho, e deu-o ao militar que de seguida o espetou na espingarda, que estava em pé junto a ele!
Celeste achou graça, até que o cravo ficava ali bem!
E começa a subir pela calçada a cima, e foi dando a cada soldado um cravo tanto vermelhos como brancos, ao que eles vendo os outros, os foram também pondo nas xaimites!
Depois deste acto que a fez feliz, Celeste caminhou para sua casa!
Eufórica disse para a mãe, mãe venha à janela, venha ver o que eu fiz!
Mãe e filha se dirigiram p’rá janela, ao que Celeste diz para a mãe!
Mãe está a ver aqueles cravos nas espingardas, fui eu que os distribuí pelos soldados! 
A mãe de Celeste com ar de assustada, diz ó rapariga, tu és tonta, olha ao que tu te arriscaste, tu não sabes que isto é uma revolução militar!...
Mas Celeste apenas sorria de felicidade… 

E foi assim, que nos dias seguintes os cravos que Celeste tinha distribuído, eram capa das principais revistas e jornais da capital, falando duma revolução em Lisboa!
E que viria a ser chamada de “ Revolução dos Cravos de Abril”.
Celeste é hoje uma mulher feliz, por ter sido protagonista, desta Revolução dos Cravos de Abril, e mais, por ter feito parte duma revolução que não sangrou.

Bem mais tarde foi fazendo variadíssimas entrevistas!
Em 1999 foi entrevistada na Televisão!

Eu, Rosa Dias vi o programa, fiquei deveras emocionada, peguei em papel e caneta e fiz o que a alma me ditou, este poema que abaixo transcrevo, e que viria a ser entregue nas mãos de Celeste, num casual encontro na Casa do Alentejo em Lisboa!
A partir daí, eu e Celeste passamos a ser grandes amigas, falamos várias vezes pelo telefone, ou nos encontramos em datas importantes, muito em especial na Casa do Alentejo, e pela comemoração do 25 de Abril.

Palavras de Celeste Caeiro!
Apesar das variadíssimas entrevistas e filmagens, as quais me dão imenso prazer! Nenhuma me tocou tanto como a da minha amiga a Poetisa Popular Rosa Guerreiro Dias, de Campo Maior, que se dignou, fazer um trabalho poético do qual nunca me separo, e com o qual me identifico inteiramente! 
A Rosa Dias é uma grande amiga…
Já me homenageou na Casa do Alentejo em Lisboa, onde eu contei ao pormenor, esta minha história verdadeira!
Um dia, a minha amiga Rosa Dias me convidou a ir ter com ela à Casa do Alentejo e sem eu esperar, ali me homenagearam, e onde eu puxei pelos versos que a minha amiga me tinha feito, e dos quais nunca me separo!
E foi esse, mais um dia inesquecível na minha vida.
Obrigada ao meu País, ao 25 de Abril, a todas as pessoas que se têm interessado por esta minha história que me ligou para sempre à revolução dos Cravos de Abril!
E um eterno agradecimento à minha querida amiga Poetisa de Campo Maior
“Rosa Guerreiro Dias”.

“Autora” 
Rosa Guerreiro Dias
22-11-2011

“”Celeste 
Mulher dos cravos de Abril””

Tu, mulher de palmo e meio, de voz doce e olhar brilhante
Falas hoje sem receio, dum Abril muito importante
Foste o vaso, foste a terra, onde o craveiro aflorou 
E assim floriste, a guerra, a guerra que não sangrou.

Com um molho de cravos na mão, andaste na baixa á toa
Sem saberes da revolução, que se passava em Lisboa
Há rua do Carmo chegaste, vistes soldados armados
Mas tu, não te atrapalhaste
Deste cravos, brancos e encarnados.

Deste, um cravo de mão em mão, dum laço que se soltou
E o tropa com emoção, na espingarda o colocou
Com este gesto mulher, trouxeste ao país glória 
Não és uma mulher qualquer
Nem qualquer entra p’rá história 

És somente portuguesa, uma mulher entre tantas mil
Mas, só tu és, com certeza!
" Mulher dos Cravos de "ABRIL" 

Rosa Guerreiro Dias
25-4-1999 -25-4-2009 - 25-4-2013

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publicado às 12:51


Valeu a Pena

por Rosa Guerreiro Dias, em 19.04.13

 


Valeu a pena viver

 

Só p’ra ver o Sol nascer

Nesse teu rosto a sorrir

Valeu a pena viver

Valeu a pena sentir!

 

Só p’ra ver numa criança

Novo sonho amanhecer

Valeu a pena ter esperança

Valeu a pena viver!

 

E seja lá o bem que for

Que a vida me possa negar

Só p’ra te amar meu amor

Valeu a pena aqui estar!...

 

Rosa Guerreiro Dias

31-12-2012

 

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publicado às 16:16


LADO A LADO

por Rosa Guerreiro Dias, em 19.04.13

 

  

 Eterno Amor

 

Vão dois amores lado a lado/ Olhando o tempo sem pressa

Dois olhares se vão cruzando/ Cumprindo a velha promessa!...

 

Promessa de vida, e de amor/ Onde a paixão já ardeu

Deixando um doce sabor/ Dum amor que não morreu!...

 

Rosa Guerreiro Dias

14-4-2013

 

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publicado às 10:16


Viva a Vida

por Rosa Guerreiro Dias, em 19.04.13



VIVA

VIVAM


Viva o Alentejo em todo o seu esplendor
O Alto, o Baixo, seja ele qual for
Viva o "CRIADOR" que tudo nos deu
Em troca de nada, porque tudo é seu!
Vivam os Poetas e a sua Poesia
Viva a Amizade, que é irmã do Amor
Viva a ausência, da Fome e da Dor
E viva a Chegada! A que nos trás Alegria!

Vivam os Rios, as Serras, e os Montes
Um viva às Águas, que correm nas fontes
E vivam as Terras, prenhas de Alimento
Vivam, as Aves pousadas, ou voando
Vivam as Chuvadas! Mas só de vez em quando
E viva o Sol, as Nuvens, as Estrelas, lá no Firmamento!

Viva a Passarada, em alegre chilreio
A Terra semeada! De Trigo, Milho ou Centeio
E viva o Calor, e o Frio sim 
E viva a própria Vida, que nos faz viver
E até a santa Noite para adormecer
Até que venha a morte!...P’ró, descanso enfim!...

Rosa Guerreiro Dias
21-5-2011

19-4-2013

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publicado às 09:13


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