Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




DO MUITO! QUASE NADA!...

por Rosa Guerreiro Dias, em 29.11.12
Foto: Tudo o que sobrouDuma casa cheia! De amor e alegriaSobrou a lembrança, que teima em viverDum tempo passado, envolto em magiaQue é parte dum fado, que não quer morrer!Sobraram cadeiras, esperando ninguémE os lugares vazios, na mesa compridaToalhas bordadas, que aos poucos guardeiEm gavetas fechadas, com a chave da vida!Sobraram talheres, um fogão sem calorSobraram as paredes, os quadros, os tectosE os copos sem vinho, sem cor nem saborE pratos vazios, sem nada! Sem restos!Sobrou-me esta vida, e tanto saberSobrou-me a saudade, dum tempo felizSobrou-me o amor, que já ninguém quer terSobrou-me a vaidade, daquilo que fiz!Sobrou-me a vontade, com seu passo lentoCabeleira branca que teima aparecerSobrou-me a idade, envolvida em prantoLágrima envergonhada, que não quer escorrer!Sobraram conselhos, dos que ninguém querSapatos e botas, que eu um dia useiVestígios já velhos, duma jovem mulherE os segredos mudos, que nunca contei!Tudo o que sobrou! Tudo é demaisEntre as coisas da vida, puros sentimentosSomente a Poesia vai deixar sinaisSintomas vitais de grandes momentos!O tempo me falta! A vida? Onde está?Queria mais um pouco, p’ra me consolarMas do que eu preciso, nem sobejos háCom o que sobrou, me irei conformar!...Rosa Guerreiro Dias 26-11-2012" Foto de Rosa Dias "
TUDO O QUE SOBROU

Duma casa cheia! De amor e alegria
Sobrou a lembrança, que teima em viver
Dum tempo passado, envolto em magia
Que é parte dum fado, que não quer morrer!

Sobraram cadeiras, esperando ninguém
E os lugares vazios, na mesa comprida
Toalhas bordadas, que aos poucos guardei
Em gavetas fechadas, com a chave da vida!

Sobraram talheres, um fogão sem calor
Sobraram as paredes, os quadros, os tectos
E os copos sem vinho, sem cor nem sabor
E pratos vazios, sem nada! Sem restos!

Sobrou-me esta vida, e tanto saber
Sobrou-me a saudade, dum tempo feliz
Sobrou-me o amor, que já ninguém quer ter
Sobrou-me a vaidade, daquilo que fiz!

Sobrou-me a vontade, com seu passo lento
Cabeleira branca que teima aparecer
Sobrou-me a idade, envolvida em pranto
Lágrima envergonhada, que não quer escorrer!

Sobraram conselhos, dos que ninguém quer
Sapatos e botas, que eu um dia usei
Vestígios já velhos, duma jovem mulher
E os segredos mudos, que nunca contei!

Tudo o que sobrou! Tudo é demais
Entre as coisas da vida, puros sentimentos
Somente a Poesia vai deixar sinais
Sintomas vitais de grandes momentos!

O tempo me falta! A vida? Onde está?
Queria mais um pouco, p’ra me consolar
Mas do que eu preciso, nem sobejos há
Com o que sobrou, me irei conformar!...

Rosa Guerreiro Dias 
26-11-2012

"Autora da Foto: " ROSA DIAS "

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:48


O Jovem e o Saxofone

por Rosa Guerreiro Dias, em 12.11.12
Foto
FotoFotoFoto
FotoFotoFoto
  • Por mais tempo que passe, jamais vai apagar de nós a tua imagem meu querido meu amado sobrinho!
    Deixaste-nos a eterna saudade!

    O jovem e o 
    Saxofone 

    A bonita Vila raiana de Campo Maior; despertava mais uma vez com o toque dos sinos da velha Igreja, toque característico que o povo tão bem conhecia.
    Eram os primeiros toques das manhãs Domingueiras!
    Que anunciavam a primeira missa, a qual tinha por finalidade juntar seus fiéis.
    Dentro dos lares começava a azáfama de quem se sentia movido a participar nestes rituais.
    Assim acontecia na casa de um casal de emigrantes, regressados há alguns anos de terras de Sua Majestade.
    Trouxeram nas malas a desilusão, um sonho por realizar.
    Pela mão traziam uma filha de dez anos de idade e nos braços a riqueza maior que um pai pode ter um filho homem, o pequeno Edgar, menino levado, de tez clara, cabelos lisos e um olhar azulado que tanto prometia.

    O tempo lá seguia seu rumo!
    Edgar tinha agora cerca de treze anos e continuava a ser o enlevo de seus pais, e não só, mas também de todos os que o conheciam. 
    Simpatia, inteligência, bondade, eram algumas das qualidades que mais sobressaiam nele. 
    Naquele Domingo como em tantos outros lá estava a mãe apressando o menino, despacha-te filho pois tu sabes, tens que ser o primeiro a chegar à Igreja!
    A resposta era sempre dada com um enorme sorriso, enquanto ajeitava a poupa do cabelo da qual tinha grande vaidade.
    O menino sabia que a sua apresentação era muito importante pois muito cedo se entregara de corpo e alma há música, o que lhe proporcionava encontros, espectáculos, como este, em que participava melodiando as missas de Domingo na sua Vila.
    No princípio tocava órgão encantando todos os que o ouviam!
    Agora acompanhava o coro da igreja com o toque característico da sua viola, deixando a todos deslumbrados.
    A ponto da sensibilidade de alguns paroquianos os levar a imaginar que até as próprias imagens dos santos reflectiam um olhar mais brilhante do que era habitual, quando ouviam o som angelical da viola do pequeno Edgar.
    E assim tantos e tantos Domingos, tantas e tantas festas em que o menino musico participava! 
    Cada vez mais apurado, caminhando a passos largos para a sua realização pessoal, e para o orgulho e alegria da família.
    Frequentava o Conservatório na sua cidade distrito Portalegre, onde já granjeara a simpatia de todos os colegas e professores.
    Estes, já visualizavam nele um futuro bem promissor, imaginando gerar-se ali em terras do Alentejo um Mozart, um Beethoven, porque não?
    Se é desta massa que se fazem os grandes vultos da música em todo o mundo.
    Edgar, sempre acompanhado de seus pais e apoiado por toda a família, lá seguia num desbravar de caminhos onde as pautas musicais brilhavam juntamente com ele.
    Começavam a abrir-se os horizontes para o pequeno músico, depois de ter passado pela Banda Filarmónica da Vila onde residia, recebeu convite para entrar numa orquestra já bem conhecida e de renome no país.
    Depois de tantos instrumentos que por ele passaram, chegava um, dos que lhe traria maior prazer, o Saxofone, instrumento que ele manobrava em suas mãos como se fora um brinquedo; era um verdadeiro deslumbre, ouvir o som que saia da alma desse menino através deste instrumento musical!
    Choviam convites e um deles veio da Rússia convidando o jovem musico a delicia-los com sua arte, e assim de um dia para o outro, voa para esse país distante, onde permaneceu algum tempo, participando em concertos musicais e onde brilhou ao lado de outros jovens músicos , para mostraram ao mundo, que sem arte não se pode viver, e esta dos sons é imprescindível.
    Volta cheio de projectos, e bem mais consciente do passo seguinte.
    Avizinham-se os vinte e um anos, e Edgar já é homem, encantador de aspecto e simpatia.
    É apanhado de surpresa pela paixão.
    No conservatório cativa o coração da sua própria professora.
    Sua pouca experiência no campo do amor, o prende nos laços duma paixão arrebatadora, sonham uma vida a dois, embalados numa outra paixão que os liga, a música.
    Tudo o que era concertos ali estavam eles, o amor e a música.
    A pequena Vila continuava ali estendida na planície, feliz orgulhosa de mais um valor que tinha oferecido ao mundo, e em sua calma, lá ia acordando ao som dos sinos da velha Igreja, que ficara um pouco triste, pois ultimamente o jovem musico, derivado a outros compromissos, escasseava suas visitas.
    Certo dia a Vila acorda com o som costumeiro dos sinos.
    Mas, desta vez com um toque diferente, não era o chamamento para a missa; não! 
    O toque ouvido anunciava morte.
    As pessoas assomavam-se às portas e às janelas, na ansiedade de saberem quem partira.
    Aparece o primeiro zunzum, houve um grande acidente, diziam alguns, diz que morreu um jovem, diziam outros.

    Da casa do casal de emigrantes soaram gritos de dor, que se confundiam aos poucos com os gritos aflitivos do povo que corria pelas ruas dizendo morreu o Edgar, morreu o Edgar, o filho do Manuel João e da Benvinda!
    As pessoas corriam em direcção à casa do jovem, na esperança que não fosse verdade tal notícia, mas deparam com um quadro que jamais se apagará de suas memórias!
    Sobre a mesa um bolo de aniversário com vinte e uma velas, a seu lado um casal abraçado em choro compulsivo dizendo, Senhor, Senhor, diz que é mentira!
    Porquê Senhor? Porquê?
    Como havia chegado, Edgar partia!...
    A mesma hora, o mesmo dia, vinte e um anos depois! 
    Só que desta vez, deixando um rasto de tristeza.
    Na pacata Vila caiu um silêncio de luto.
    A capela onde Edgar tantas vezes tocara sua viola, abriu as portas ao povo, que procurava nela um refúgio para acalmarem sua dor, olhavam as imagens, procurando resposta para este pesadelo.
    Novamente a sua imaginação lhes trouxe à memória aquele brilho quando se ouvia o som da viola do pequeno Edgar…
    Só que desta vez, o brilho era passado, extinto para sempre, e em seu lugar surgiam lágrimas, não de alegria, mas de dor, pois faltava o som maravilhoso da viola, e do Saxofone do jovem Edgar.
    Os sinos da igreja redobravam o toque, confirmando a morte de Edgar e trazendo assim as pessoas há dura realidade…
    E assim num piscar de olhos, mais uma vez, uma vida é ceifada nas estradas deste país, privando o mundo inteiro da presença querida e cativante deste jovem e promissor Saxofonista. 

    ( Edgar Guerreiro) nascido a 12-11-1979- faleceu a 12-11-2000

    Rosa Guerreiro Dias (tia)
    12-11-2007
    12-11-2012

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:38


Orgulho de uma camponesa

por Rosa Guerreiro Dias, em 06.11.12

 


Jamais me envergonharei
De minha origem raiana
Da terra onde eu me criei
Entre o joio e a pragana 

Sempre me irei orgulhar
De meus pais, minha raiz
Desse Alentejo sem par
Onde sofri, e fui feliz

Se pensam que nascer pobre
É p’ra calar, ou esquecer
Nasci pobre de alma nobre
Assim continuo a ser

Quem se envaidece de ser
De origem rica, opulenta 
Já foi marcado ao nascer
Com essa marca que ostenta

Mas não é defeito ser rico
Ou se a pobreza, se escusa
Se o pobre, usa penico
O rico, penico usa

Cada um, fique contente 
Por termos terra, e Céus
Somos gente, apenas gente
E filhos do mesmo Deus…


Rosa Guerreiro Dias
26-9-1986
17-9-2012

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:14


FESTAS DO POVO DE CAMPO MAIOR 2011

por Rosa Guerreiro Dias, em 06.11.12
JRosapg Rosa Dias partilhou uma ligação.

Festas do Povo Campo Maior 2011
www.youtube.com
--Este video é de autoria do meu amigo Joaquim Candeias!
Agradecida meu amigo por nos deixares olhar através da tua objectiva!
Fiquei emocionada por tudo o que vi e o pormenor de não esqueceres a Poetisa do Povo. <3

A nossa Pátria!
Também tem coisas muito boas, como esta maravilhosa voz de Dulce Pontes!
Que nos canta ' O Amor a Portugal' dando vida às belas Festas das Flores de Campo Maior. 

Rosa Guerreiro Dias
6-11-2012

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:25


A HISTÓRIA VISITOU CAMPO MAIOR

por Rosa Guerreiro Dias, em 05.11.12
HISTÓRIA DUM POVO
Foto
Foto  Foto  Foto
Dois amigos!
Dois camponeses!
Duas obras!
Duas histórias!
Dois pensamentos!
Dois orgulhos!

E tudo isto apenas, na História dum Povo

"""A HISTÓRIA DO POVO DUM CAMPO MAIOR"""

Agradecida por esta bela aula de História sobre a nossa terra.
Foi soberbo este momento.
Aquele abraço da amiga certa
Rosa Guerreiro Dias ♥
---------------------------------------------------------- ----Dois amigos! Dois camponeses! Duas obras! Duas histórias! Dois pensamentos! Dois orgulhos! E tudo isto apenas, na História dum Povo-------------------------------------------- """A HISTÓRIA DO POVO DUM CAMPO MAIOR"""Agradecida por esta bela aula de História sobre a nossa terra.Foi soberbo este momento.Aquele abraço da amiga certaRosa Guerreiro Dias <3
A Poetisa Rosa Guerreiro Dias e o Historiador Dr. Francisco Galego

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:58


História de Campo Maior

por Rosa Guerreiro Dias, em 05.11.12


De idade desconhecida
De origem talvez romana
A nossa Vila raiana
Aos mouros seria vencida
Foi por uns “Peres” trazida
Com orgulho concerteza 
E ao passar a ser portuguesa
D. Dinis a reedificou 
E aos poucos a aumentou
Nobre Vila camponesa

Grandes lutas se travaram
Neste meu Campo Maior
E para nós lembrarmos, melhor
Nove baluartes ficaram
Dois Reis, concórdia fizeram
D. Fernando e D. Dinis
Pois D. Dinis assim quis
Campo Maior, castelhana
Passava a Vila raiana
Para orgulho do país

Alcanhizes se chamou
Esse contrato em questão
Que dava à nossa nação
A paga por que lutou
Nosso Rei rejubilou
Pois não fez esforços em vão
Ia aumentando a nação
E veio Ouguela e Olivença 
Para nossa liderança
E enriquecer a nação

1732

Em mil setecentos e trinta e dois
Cai uma faísca fulminante
Destruindo de rompante
E fazendo a Vila em dois
Foi o caos que veio depois
Arrasando a fortaleza
E à gente camponesa
Mil e quinhentos, matava
Mas o povo que escapava
Nunca mostrava fraqueza

1807

De Campo Maior foi Marquês
Um tal Guilherme Beresford
Que com ares de grande Lorde
Major General Inglês
Derruba, exercito Francês 
Na guerra peninsular
E junto ao povo vem lutar
Esse homem de grande valor
Que o povo honrou com fervor 
Por mais uma luta ganhar

1817

Nos conta a história mais tarde
Que houve uma conspiração
E morre, um homem desta nação
Um Gomes Freire de Andrade
Homem de certa edilidade 
Beresford foi acusado
Ficando a ser mal olhado
Triste vai para o seu país
Escreve um livro em português 
Provando não ser culpado

1811 – 1812

Apesar de tudo foi um homem de valor
Honras, ninguém lhas tirou 
Grão - Cruz de espada levou
Foi Marquês em Campo Maior
Em Trancoso Conde e Senhor
E mais que a história não diz
Esse nobre inglês de raiz 
Defendeu com garra e ardor
Não só a Campo Maior
Mas também nosso país

Hoje olhando para o passado
E p’ra esta Vila de encanto
Ficamos a olhar de espanto
O tempo modificado
Este castelo encantado
De ruínas e lembranças
Símbolo de tantas esperanças
Que tanto, tanto nos diz
Feitos de El – Rei D. Dinis
Que nos deixou como heranças

E os nove baluartes de então
Que á Vila deram mais luz
Curral dos coelhos, Boa Vista, Santa Cruz
Pixa – torta, Lisboa, S. Sebastião 
Fonte do Concelho, S. Rosa e S. João


Edição de 23 de Setembro de 1993
""2000 exemplares esgotado""

Autora: Rosa Guerreiro

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:30


OUTRO DIA

por Rosa Guerreiro Dias, em 05.11.12

 

 

Há um ditado antigo, que nos diz!

Que

"Quem muito dorme, pouco aprende"


Mas, se o cansaço no nosso Povo já é muito!

Se a moeda é cara, e o alimento escasso!

Que fazer, se não dormir!
Para aguentar!
Para esquecer!
Até p'ra nos iludir!
Esperando outro madrugar
Com novos sons de magia
E podermos visualizar
Outra realidade!
Outro dia!...

Rosa Guerreiro Dias
5.-11-2012

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:08


ASSIM VAI MEU PORTUGAL

por Rosa Guerreiro Dias, em 05.11.12
 
Pátria amada!
Olha que o teu Povo Luso
Começa a ficar cansado 
Da palhaçada, e abuso
A que está sendo votado!...

Portugal!
Ergue teu grito
Acorda!
Esse teu Povo que dorme
Porque o Sol já lá vai alto
E há muita gente com fome!...

Assim foi, assim será
Já Aleixo nos dizia
Quem está farto, arrotará
Quem tem fome!
Nem arrote, nem azia!...

A ganância
Que domina todo o poder
Incita os homens à guerra
Levando-os até a esquecer
Que são pó da mesma terra!

Rosa Guerreiro Dias
5-11-2012

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:03


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D

subscrever feeds