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A CALÇADA PORTUGUESA

por Rosa Guerreiro Dias, em 21.11.10

   

 

 

 

Calçada Portuguesa

 

Esta arte tão natural 

Que faz parte da nossa riqueza

É uma filha de Portugal

Que no mundo não tem rival

A calçada portuguesa

 

Em mãos rudes, calejadas

Rolam pedrinhas à toa

Formas quinadas, quadradas

Vão desenhando as calçadas

Desta velhinha Lisboa

  

 

 

 Ali perco o meu olhar

Mirando tanta beleza

E tanta gente a passar

Sem parar ou reparar

Nesta arte portuguesa

 

Réplicas lusas no chão

Corvos, naus e caravelas

Desenhados com precisão

P’lo calceteiro artesão

Que pinta no chão aguarelas

 

Curvado na nobre tela

De martelo apetrechado

Vai pintando a aguarela

Duma calçada singela

Onde passa o negro fado

 

Encovada em rude mão

Tomando a forma ideal

O martelo qual formão

Vai dando com precisão

Aquele toque final

 

Entre terra com mistura

Escavada com saber

Em ajeitada postura

Vai a pedra que é tão dura

Simplesmente adormecer

  

  

P’los mundos já foi espalhada

Como arte de grande beleza

E em qualquer língua falada

Irá sempre ser chamada

De calçada Portuguesa.

 

"Autora"

Rosa Guerreiro Dias

21-11-2010

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publicado às 23:50


SÓMENTE ROSAS

por Rosa Guerreiro Dias, em 19.11.10

 

Rosas

  

Bela roseira encantada

Cor de fogo ou de Rosa desmaiada

Branca, Amarela, Encarnada!

 

Ou de tronco envelhecido!

Tens na raiz a essência!

Dum aroma estonteante!

E de Prima em Primavera

Vens tu!

Sem qualquer truque nem peneira;

Mostrar-nos desta maneira

Que se não foras tu "Rosa Bela"

A enfeitar o alpendre

Ou o vaso da janela

Onde o meu olhar se prende!

Não era o mundo tão belo

Nem existiam estes lembretes

De colher nos alegretes

Em alturas especiais

Belas Rosas

Colhidas com tal fervor

E oferecer com amor

Assim ramalhetes tais…

  

 

Rosa Dias

8-11-2010

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publicado às 21:44


OLHAR DE MEDO! SEM ESPERANÇA!

por Rosa Guerreiro Dias, em 15.11.10

 

 

VERDE ESPERANÇA

*** 

Depois de tanto pensar

Fiz questão de procurar

E apesar de tortuoso o caminho

Quis encontar esse verdinho

Esse que nos fala de esperança

***

 

Procurei no verde Minho

No verde musgo aveludado

Até no verde da seara

Do meu Alentejo amado

Nas árvores eu procurei

Nas plantas, nas flores

Mas confesso, não encontrei

Mas sabia que existia

Como tal, jamais parei

E pensei! Repensei! Voltei de novo a pensar

***

De repente fez-se dia

Aflorando à minha ideia

O local ideal

Onde o verde poderia estar

 E não me enganei

Esse verde que tem a cor da esperança

Nascido da semente do amor

Só poderia existir

No olhar duma criança

Duma criança sem dor

**

Mas vejam bem meu azar

** 

 Pois a lágrima da tristeza

Ali se foi instalar

Obrigando o bendito verde a ceder-lhe o seu lugar

Afirmando

 Enquanto o homem quiser e deixar

Irei ficar

E daqui, ninguém me irá tirar

E no lugar da boba esperança

Ficará a dor

E ela será, a cor de qualquer criança

***

Deixei de pensar

E chorando implorei

Meu Deus

Tu que és a lei

Ordena ao homem por favor

Que ponha em prática o amor

Que pense melhor

Que abdique da ganância

Que deixe a soberba de lado

Que volte a repor a esperança

Naquele olhar esverdeado

Que só pertence à criança

A qualquer criança

Por direito

Por legado...

 Autor: "Rosa Dias"

18-1-2003

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publicado às 10:24


OLIVEIRAS

por Rosa Guerreiro Dias, em 13.11.10

 

 

Bendita

      Oliveira

 

Formas! Deformadas!

Torcidas! Destorcidas!

Árvores desgastadas, p'los campos perdidas...

Saudade quieta, sem gemido na dor.

Sem folha, sem fruto, nem esperança de flor.

Raíz que sustenta tronco envelhecido!

Que só se alimenta dum tempo perdido.

Lei da sobrevivência!

Teimando, lutando!

Trunfos que a natureza nos mostra, até quando?

Pouso de pardais, e de quem mais queira…

Covis de animais, fugindo à canseira!

Fungos invasores, devastam-te a vida!

Devoram-te em dores!

Oliveira querida...

Mas tu que iluminas-te os homens de fé! 

Não te dás por vencida!

E morres de pé.

 

Rosa Guerreiro Dias

26-11-2009

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publicado às 15:36


O SOFRIMENTO DA NATUREZA.

por Rosa Guerreiro Dias, em 02.11.10

 REFLETINDO

 

 

 

 

Deus perdoa sempre!

 

O homem, perdoa ás vezes!

                                       

A natureza não perdoa nunca!  

                        "E assina por baixo" 

                                                

Há duas coisas reais neste mundo!

O Universo, e a tolice dos homens!

 

" Einsten"

 

Rosa Guerreiro

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publicado às 09:38


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