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Verdes São os Campos

por Rosa Guerreiro Dias, em 09.07.10

 

 

 

 

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publicado às 13:08


SEM NORTE

por Rosa Guerreiro Dias, em 09.07.10

 

Não sei  se há um Norte

Se há uma razão

P'ra que a vida e a morte

Dêem explicação!

A morte tememos!

A vida enfrentamos!

Com a vida gememos...

Com a morte calamos.

 

Rosa Guerreiro Dias

9-7-2010

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publicado às 12:50


CONVERSA ENTRE DUAS GERAÇÕES

por Rosa Guerreiro Dias, em 06.07.10

 

O neto e o Avô

 

Uma tarde, um neto conversa com seu Avô sobre os acontecimentos actuais.

 

De repente o neto pergunta:

Quantos anos tens avô?

 

O avô respondeu:

Bem deixa-me pensar um momento…

 

Nasci antes da televisão, e já crescidinho apareceu, com um único canal e a preto e branco.

 

Nasci antes das Vacinas contra a Poliomielite, das Comidas Congeladas, da Fotocopiadora, das Lentes de Contacto e da Pílula Anticoncepcional.

 

Não existiam os Radares, os Cartões de Crédito, o Raio Laser, nem os Patins  On-Line .

 

Não se tinha inventado o Ar Condicionado, nem as Máquinas de Lavar e Secar, (As roupas secavam ao vento) e Frigoríficos quase ninguém tinha.

Os alimentos eram todos frescos, ou seja todos do dia, os animais que serviam para a nossa alimentação eram mortos no dia que se cosinhavam, os outros alimentos iam-se colher na altura, as frutas, as hortaliças, e todos eles eram criados sem fertelizantes.

O único fertelizante da terra era o estrume dos próprios animais.


Nesse tempo ainda o Homem não tinha chegado à Lua.

 

A tua Avó e eu casámos, e só depois vivemos juntos.

Em cada família havia um Pai e uma Mãe.

 

“Gay” era uma palavra Inglesa que significava uma pessoa contente, alegre e divertida, não Homossexual.

Das Lésbicas, nunca tínhamos ouvido falar e os rapazes e as raparigas, não usavam “Piercings”.

Nasci antes das Duplas Carreiras Universitárias e das Terapias de Grupo.

Não havia Computador, comunicávamos através de Cartas, Postais e Telegramas.

Mails, Chats, e Messenger, não existiam.

Computadores portáteis ou Internet nem em sonhos…

Estudávamos só por Livros e consultávamos Enciclopédias e Dicionários.

 

As pessoas não eram medicadas, a menos que os Médicos desconfiassem de algum problema e pedissem um exame de sangue, só depois sim eram medicados, mas sempre cautelosamente.

 

Chamava-se a cada Polícia e a cada Homem “Senhor” e a cada Mulher “Senhora”.

 

Nos meus tempos a Virgindade não produzia Cancro.

 

As nossas vidas eram governadas pelos

“ 10 Mandamentos e pelo Bom Juízo”

Ensinavam-nos a diferenciar o Bem do Mal e a ser responsáveis pelos nossos actos.

No meu tempo ensinavam-nos a respeitar os mais velhos, regra que nós cumpríamos á risca.

Não tratávamos os Pais nem os Avós por tu.

Esse tratamento só o fazíamos com as crianças da nossa idade.

E quanto aos animais domésticos, tratavam-se como animais, e alimentavam-se dos restos da comida que as pessoas deixavam.

Ninguém tratava os animais por você, mas ninguém tratava mal os animais, não precisavam de vacinas pois todos viviam em liberdade e saudavelmente.

Não tinham permissão para se deitarem nas camas dos donos.

Nesse tempo os animais conheciam o seu lugar.

 

Quanto à nossa alimentação?

 

Acreditávamos que “Comida Rápida” era o que comíamos quando estávamos com pressa.

Ter um bom relacionamento, queria dizer, dar-se bem com irmãos, com primos e amigos.

Tempo compartilhado significava que a Família compartilhava as Férias juntos.

Ninguém conhecia Telefones sem fios e muito menos os Telemóveis.

Nunca tinha ouvido falar de “Música Estereofónica” Rádios FM, Fitas, Cassetes, CDs, DVDs, Máquinas de Escrever Eléctricas, Calculadoras (Nem as mecânicas quanto mais as portáteis)

 

“Notebook” era um Livro de Anotações.

“Ficar”  Dizia-se quando pessoas ficavam juntas como bons amigos.

 

Aos Relógios dava-se corda todos os dias, mesmo aos de pulso.

Não existia nada digital, nem Relógios nem os indicadores com números luminosos dos marcadores de jogos, nem as Máquinas.

Falando de Máquinas, não existiam as Cafeteiras Eléctricas, Ferros electricos de Engomar a roupa, os Fornos Microondas, nem os Rádios – Relógios, despertadores.

 

Para não falar dos Vídeos ou VHF, ou das Máquinas de Filmar minúsculas de hoje.

As Fotos não eram instantâneas e nem coloridas.

Eram branco e preto e a sua revelação demorava mais de três dias.

As cores não existiam e quando apareceram, a sua revelação era muito cara e demorada.

Se nos artigos lêssemos “ Made in Japan” não se considerava de má qualidade e não existia “Made in Korea” nem Made in Taiwan” nem “Made in China”.

 

Não se falava de “Pizza Hut” ou “McDonald’s” nem de Café instantâneo.

 

Havia Casas onde se compravam coisas por 5 e 10 centavos.

Os Sorvetes, os bilhetes de Autocarros dos electricos e até as viagens no Cacilheiro para a outra banda,os Refrigerantes, que se chamavam Pirolitos, tudo custava 10 centavos.

Cem escudos dizia-se “Cem  mil Réis”.

No meu tempo “ Erva” era algo que nascia nos campos, que se cortava para servir de pasto e de alimento para os animais,

"A erva não se fumava".

“ Hardware” era uma ferramenta e “Software” não existia.

Os da minha idade são os únicos que restam duma geração que acreditou, que uma Senhora precisava de um marido para ter um filho.

 

Agora diz-me filho!

Que idade achas tu, que tem este teu Avô?

 

Meu “Deus” Avô! Tu deves ter mais de 200 anos! – Disse o neto.

Não querido!

O Avô ainda vai nos 65!

 

 

"Autor" desconhecido" Texto cedido por uns amigos.

"Mas com algumas nuances"

Da Poetisa Rosa Guerreiro Dias

6-7-2010

 

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publicado às 15:53


A POESIA MAIS O FADO

por Rosa Guerreiro Dias, em 06.07.10

Mais uma noite de fados!

Mais um encontro de amigos!

*****

 

O Alentejo

Continua a ser uma presença constante nos programas!

"Culturais"

Organizados pela

"Alma Alentejana" como é óbvio.

A Feira do Alentejo 2010 mais uma vez teve ao seu serviço!

Motivos alentejanos como decoração!

Tasquinhas de comes e bebes, onde o sabor Alentejano esteve presente...

O famoso pão, as azeitonas, o bom vinho.

Tudo isto servindo de entradas!

Para cosinhados mais apurados!

Que faziam as delícias de quem os procurava.

Este foi o cartão de visita!

Que tivemos em mais uma noite de fados...

Nesta Feira que esteve patente durante 4 dias!

Na Escola Cacilhas Tejo em Almada.

A noite de fados foi apresentada pela;

Poetisa alentejana "Rosa Dias".

O Fado entrou pela noite dentro!

Com vozes que deliciaram...

Todos aqueles que não arredaram pé até ao término do espectaculo.

Intercalada com o Sr. Fado!

Tivemos "Poesia" de Rosa Dias!

Dita com alma, pela poetisa...

Deixando em todos os presentes um turbilhão de emoções...

Que serviram de complemento à canção Nacional!

"O nosso Fado".

 

 

Fica aqui o meu!

O nosso agradecimento!

A toda a direcção da "Alma Alentejana!

E a todos os que se esforçaram para que!

Este "Serão Alentejano"

Composto de Fado e Poesia

Fosse mais um exito.

Bem - Hajam

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publicado às 09:01


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