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POETISANDO

por Rosa Guerreiro Dias, em 29.06.10

 

 

Quando a Alma do Poeta

Vai transmitindo o sentir!

É como um toque de alerta

Que ao longe se faz ouvir...

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publicado às 08:00


VIVENDO E APRENDENDO

por Rosa Guerreiro Dias, em 24.06.10

 

A Carroça Vazia

 

Certa manhã o meu pai, homem sério e de muita sabedoria, convidou-me a dar um passeio pelos campos.

Depois de caminharmos algum tempo!

Deteve-se subitamente perto duns caminhos de terra batida, e perguntou-me:

Além do cante dos pássaros, ouves mais alguma coisa?

Pus-me à escuta, e respondi: estou ouvindo também o barulho de uma Carroça.

Isso mesmo disse o meu pai, duma Carroça, vazia.

Perguntei-lhe:

Como é que o pai sabe que a Carroça está vazia se ainda não a vimos?

Ora é fácil!

Quanto mais vazia está a Carroça, maior é o barulho que faz.

 

Cresci, e hoje já adulto!

Quando vejo uma pessoa a falar demais, aos gritos!

Tratando o próximo com absoluta falta de respeito!

Prepotente, interrompendo toda a gente!

E querendo à força demonstrar que só ele é dono da verdade.

 

Tenho a sensação de ouvir a voz do meu pai dizendo:

 


 

Quanto mais vazia está a Carroça!

Maior é o barulho que faz …

 

“Autor desconhecido”

 

Achei interessantíssimo este texto!

Pedi ao autor da publicação que o deixasse transcrever para o meu Blogue.

Com simpatia aceitou!

Obrigada amigo.

 

Espero que esta história sirva de lição para todos nós.

 

Rosa Dias

24-6-2010

 


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publicado às 16:22


É MENTIRA

por Rosa Guerreiro Dias, em 23.06.10

 

Os poetas não morrem

 

Não chores meu amigo!

Não vez que é mentira!

É mentira!

Não morri, eu já disse.

Eu ficarei contigo!

Que trapaça, a morte não pode!

Não pode levar!

Quem espalhou na terra tamanha alegria...

Quem tanto amou!

Quem chorou, quem riu dizendo poesia…

Por isto e por tudo!

Os poetas não morrem, terão que ficar.

Que graça!

Que graça eu acho da grande trapaça!

Digo eu ao mundo gozando em chalaça…

A morte me disse, vem; chegou tua hora!

E eu ri à gargalhada dizendo…

Diz lá outra vez, não estou entendendo!

E empurrei a morte da porta p’ra fora.

Ela saiu, saiu à força;

Mas irá voltar, e sem eu esperar, levar-me-à a vida!

E p’ra mostrar seu poder!

Apenas deixará minha carcaça estendida.

 

Mas logo me erguirei, enfrentando a morte...

Gritarei em glória…

Ficaste-me o osso que em pó se desfaz!

Apesar disso, não me dou por vencida!

Ainda que eu vá p’ró além perdida…

A obra que eu deixo!...

Tu não matarás.

 

Rosa Guerreiro Dias

1-4-1996 - 23-6-2010

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publicado às 22:49


POEMA

por Rosa Guerreiro Dias, em 23.06.10

 

A humana súmula

 

A piedade deixaria de existir

Se não fizéssemos nós os Pobres de pedir;

E a compaixão também acabaria

Se a todos, como nós, feliz chegasse o dia.

 

E a paz se alcança com mútuo terror,

Até crescer o egoísmo do amor:

A crueldade tece então a sua rede,

E lança seu isco, cuidadosa, adrede.

 

Senta-se depois com temores sagrados,

E de lágrimas os chãos ficam regados;

A raiz da humildade ali então se gera

Debaixo do seu pé, atenta, espera.

 

Em breve sobre a cabeça se lhe estende

A sombra daquele Mistério que ofende;

É aí que Verme e Mosca se sustentam

Do Mistério que ambos acalentam.

 

E o fruto que gera é o do Engano

Doce ao comer e tão malsano;

E o Corvo o seu ninho ali o faz

No mais espesso da sombra que lhe apraz.

 

Todos os Deuses, quer da terra quer do Mar,

P’la Natureza esta Árvore foram procurar;

Mas foi em vão esta procura insana,

Esta Árvore cresce só na Mente Humana.

 

"Miguel Torga"

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publicado às 12:39


Monumentos Eclesiásticos de Campo Maior

por Rosa Guerreiro Dias, em 22.06.10

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publicado às 09:51


VIVENDO

por Rosa Guerreiro Dias, em 15.06.10

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publicado às 21:56


""BAIA DO SEIXAL""

por Rosa Guerreiro Dias, em 15.06.10

 

A Baia do Seixal

 

Pousado nas águas do Tejo

Neste cantinho de Portugal

O Cacilheiro veio dar um beijo

Perfumando assim a poejo

A “ Baia do Seixal”…

**

É o Barco do desejo

Da inspiração do poeta

Onde o cante ganha ensejo

E onde as gaivotas do Tejo

São um farol sempre alerta

**

Cais da Mundet se chama

Onde o Cacilheiro da alegria

Em águas de algas e lama

Foi fazendo a sua cama

Batida a vento e a maresia

**

Debaixo do olhar atento

Dum Alentejo quente e frio

Estava um povo em sofrimento

Tendo por único alento

A força dum Além -Rio

**

Por aqui muitos ficaram

Mas as raízes sempre serão

Desses povos que vieram

E que pouco a pouco aprenderam

A semear novo pão

**

Povo meu! Ó povo meu

Emigrante no teu país

Do que tinhas, nada era teu

E tampouco a vida te deu

Quando tu só querias ser feliz…

**

No balançar destas águas

Em tempos que já lá vão

O povo afogava as mágoas

Pois a vida não dava tréguas

A quem queria ganhar o pão!

**

Mas o Alentejo!

O Alentejo ganhou em brio!

Dia a dia, ano a ano

Dalém ou daquém do Rio

Mesmo em tormentas de frio

Canta um povo Alentejano

**

E hoje…

Em dias de vendaval

Ou na calmaria dos Verões.

Junta-se à nossa, a voz do Seixal!

P’ra bendizer Portugal…

E esta língua de Camões…

 

Rosa Guerreiro Dias

 

26-5-2010

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publicado às 18:24


AS PAIXÕES ACELAPADAS!

por Rosa Guerreiro Dias, em 14.06.10

 

Paixões

 

As paixões são como as borboletas

Chegam lindas, duram pouco

O seu encanto! São tretas

E o amor de paixão é louco…

 

Toda a paixão é inconstante

Como as ilusões da vida

Chegam! Partem num instante

Deixando a alma partida!

 


 

E as feridas que vão deixando

São custosas de sarar

Mas são janelas se abrindo

Deixando outro amor entrar…


 

Rosa Guerreiro Dias

12-6-2010

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publicado às 10:48


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