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ALENTEJO

por Rosa Guerreiro Dias, em 29.03.10

Tu que dizes que não há “Deus”


Anda ver o Alentejo


Através dos olhos meus.


Que campos bonitos vi no Alentejo.

 

Rebanhos de ovelhas, pássaros cantando, flores a brotar

Ribeiros onde as águas, corriam velozes sem ninguém as parar.

E eu agradecida, ao meu Criador.

Por ver a beleza dos campos em flor


Ó meu Criador, não vás esquecer!

Dos campos em flor p’ró gado comer.

 

Completando o quadro da bela paisagem

Passava o burrinho puxando a carroça

Sentado no carro, um homenzarrão

De rosto sereno, paz no coração.

 

E ali extasiada fiquei a olhar!

Tanta maravilha, que o bondoso Deus me quis ofertar.

E notando o dia, que entardecia!

Voltei à Aldeia em paz e alegria.

 

Rosa Guerreiro Dias

Sobral de Adiça - Abril de 1983

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publicado às 00:49


CHUVA

por Rosa Guerreiro Dias, em 28.03.10

Chuva limpa transparente

Caindo sobre arvoredos

Venhas forte ou levemente

Trazes encantos, segredos

A natureza agradece

Fica o campo mais verdinho

O malmequer se envaidece

Se lhe tocas de mancinho

Lavas paredes, telhados

Janelas e pavimentos

Só não lavas nossas almas

Carregadas de sentimentos

Lavas mesas e cadeiras

Calçadas de pedraria

Onde correm as canseiras

Da tristeza e da alegria

Chuva saudosa bendita

Que cais sobre o meu chapéu

Como borrifos de água benta

Que Deus enviou do céu

Molhas os ricos e os pobres

Sem olhares a condição

Chegas de dia, de noite

Em qualquer ocasião


É bom ouvir-te cair

Lá nas telhas desmaiada

Quando entre lençóis e mantas

Eu me sinto aconchegada.

 

Rosa Guerreiro Dias

12-12-1977

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publicado às 23:49


Olá! Onde vás tu tigrezinho

por Rosa Guerreiro Dias, em 26.03.10

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publicado às 21:48


NUM ABRAÇO DE AMOR PROFUNDO, CABE O MUNDO.

por Rosa Guerreiro Dias, em 19.03.10

Experimenta!


 

 

Receita Original

 

Real Amizade

 

Ingredientes.

 

100g de pureza, 100g de lealdade, 100g de franqueza, 250g de verdade.

Duas palavras mansas, 2 cálices de perdão, duas colheres de sopa de amor, uma pitada de carinho, doçura que baste.

Num abraço de amigo.

Deita-se a pureza, a lealdade a franqueza a verdade.

Abraça-se tudo, envolve-se bem, mas levemente sem bater, sem magoar, junta-se então a pitada de carinho, as duas palavras mansas, as duas colheres de amor e por fim os dois cálices de perdão, envolve-se até ficar tudo bem ligado.

Deita-se numa forma em forma de coração, bem untada com lágrimas de alegria, coze no forno de calor humano, brando para não queimar.

A cozedura pode ser feita por tempo indefinido, tanto ou mais que o tempo que dura a amizade verdadeira, esta receita pode ser coberta com um creme feito de ternura, e salpicada de sorrisos a gosto.

Para a cobertura

Um cálice de lágrimas de alegria, 100g de doçura, sorrisos q.b.

Envolve-se tudo e cobre-se, salpica-se de sorrisos a gosto.

Deixa-se arrefecer e parte-se em pequenas fatias, serve-se aos amigos sempre que necessário, mas sempre acompanhada dum fraterno abraço.

A real amizade é uma verdadeira delícia, que não demora a fazer, não é dispendiosa, não engorda, não dá azia, e fica-se sempre com vontade de mais.

Experimentem a fazer e a oferecer, terão bons resultados, e muito em especial uma melhor qualidade de vida.

Atenção: Esta receita não deve ser alterada.

É receita de família, vem de minha avó Isabel, que passou a minha mãe Ana, que passou a mim Joaquina, e eu passarei a meus filhos, Filomena e Hélder, que por sua vez a irão passar a seus filhos Diogo e Mariana, e assim sucessivamente correrá de mão em mão.

Nota:

Eu de minha parte, e a partir deste momento, ofereço-a a todos quantos a quiserem.

Experimentem e sejam felizes com o segredo da

“ Real Amizade”.


“”Rosa Dias””

4-5-2005

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publicado às 12:21


ALQUEVA RUMO AO FUTURO

por Rosa Guerreiro Dias, em 16.03.10

 

 

Alqueva

 

Alqueva abriu seus braços ao seco Alentejo

Cobrindo com suas águas parte do passado

Onde há muito se acalentava o louco desejo

De ao branco Alentejo, traçar outro fado

O velho sobreiro lá vai soluçando

E toda a passarada anda meio perdida.

O povo de olhar triste lá vai lamentando

De mágoas chorando, vai culpando a vida.

Todos nós sabemos!

Que o sonho era antigo, e muito importante.

Que todo este mar de água

Nos fazia falta p’rós campos em flor

Mas também sabemos

Que o sofrimento que este povo sente

Vai matando gente, vai espalhando a dor.

O famoso Alqueva p’los campos se estende!

Quem passa junto do rio, ouvirá então

A voz sufocada, que mal se entende

No fundo do lago

Morrendo em paixão.

Tu foste mãe de muita gente, minha Luz amada.

Tu e teus filhos não têm regresso.

Deixaram nas vossas mãos um pouco de nada.

E no lugar da vida, pousou o progresso.

Cegonhas contam a seus filhos toda esta mudança.

Falando do velho ninho que foi de sua mãe

E da pena que sentem, de todo o velho, de toda a criança.

Trauteiam com esperança, que tudo acabe em bem.

O Alqueva traçou novo rumo, à terra do pão.

Enquanto o alcatrão avança

E aos poucos alcança

Os montes da solidão.

 

 

Rosa Guerreiro Dias


6-7-2008

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publicado às 20:56


VOLUNTÁRIA! VOLUNTÁRIO!

por Rosa Guerreiro Dias, em 16.03.10

 

 

Voluntariado

 

Vai!

 

Vai coração andarilho

Caminha por esse trilho

Não te irás arrepender

Faz bem sem olhar a quem

E um dia terás também

Quem alivie teu sofrer.

Levas no olhar a ternura

E na palavra a brandura

Que acalma quem está sofrendo

Levas prontidão no fazer

No coração o prazer

Do amor que vás espalhando.

Nosso “Deus” que é Deus de amor

Que foi o primeiro semeador

Soube bem onde plantar

Gente terra que era nada

Foi docilmente adubada

P’ra farta ceifa nos dar

*****

E assim; todos os semeadores

Dos campos cheios de dores

Vão louvando o Criador

Mesmo em dureza terrena

Eles sabem que vale a pena

Plantar para ceifar amor.

 

Rosa Guerreiro Dias

29-10-2005

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publicado às 09:34


E HOJE O QUE TEMOS?

por Rosa Guerreiro Dias, em 10.03.10



Mulher

 

Hoje!

 

Já voltaste a ser esquecida

Já voltaste à rotina da vida

Já voltaste a não ter nada

Nem flor, nem amor, nem quadra

Continuarás a ter esta vida como madrasta!

Se não ergueres a tua voz dizendo!


“ Basta”

 

Rosa Guerreiro Dias

 

9-3-2010

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publicado às 12:08


ISTO FOI ONTEM

por Rosa Guerreiro Dias, em 10.03.10

 

Mulher 2010

 

A mulher para ser completamente feliz

Apenas lhe falta, um pequeno, pormenor

E ele está, em ela olhar para dentro de si;

E dizer com firmeza e convicção!

 

Basta!

 

E a partir desse momento as coisas mudam!

A mulher começa a sentir o real valor que lhe é devido como ser humano.

E que julgava perdido para sempre.

E só com esta atitude!

Voltará a existir, a mulher digna, que vai!

Não à frente, nem atrás, mas ao lado do homem

Pois eles se complementam.

E só com esta tomada de posição, deixaremos de ter dias especiais.

Porque as mulheres, as crianças, os velhos, os avós, em suma todo o ser humano, passará a ser especial todos os dias.

Dirão alguns!

Porque só com a tomada de posição das mulheres as coisas mudam?

É fácil de ver!

A mulher é o vaso; A mulher é a terra; A mulher é a madre.

Dela deriva toda a humanidade.

No ventre da mulher se gera, se desenvolve todo o ser humano.

Logo aí temos por onde começar.

Porque a mulher amamenta

A mulher cria

A mulher ajuda crescer

A mulher educa

A mulher ensina!

Aqui está o ponto de partida para a boa formação, e para a transformação das mentalidades dos homens e das mulheres do futuro.

 

Ensino e Formação.

E aí sim

Faremos em conjunto uma nova geração de homens mulheres e crianças

Que não vão mais precisar de dias inventados nem dias especiais.

Porque todo o ser humano irá ser especial todos os dias.

Com a força que as mulheres ponham neste

 

“ Basta”

 

Com a consciencialização de todos os homens.

Iremos sair deste impasse, desvalorizado em que nos encontramos.

E passaremos sem dúvida a ser seres humanos

Mais realizados!

Mais felizes.

 

 

Rosa Dias

 

Rosa Guerreiro Dias

8-3-2010

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publicado às 10:44


CONVENTO DE CAMPO MAIOR

por Rosa Guerreiro Dias, em 07.03.10



  

As Monjas

 Da minha Terra

 

Por detrás desse muro

De argamassa, bem duro

Bem mais perto de “Deus”

Vão as monjas orando

Em prece agradecendo

Bênção vinda dos Céus

 

No silêncio lá dentro

Onde só é livre o vento

Espalhando feitiço

A bela monja envelheceu

Pois de si se esqueceu

Sem ter dado por isso

 

Farol apagado

Onde nem o pecado

Desperta ou seduz

Barcas ancoradas

Velas desfraldadas

Erguendo uma cruz

 

E neste isolamento

Não se ouve um lamento

No tempo que passa

E quando a monja se agita

É a sua alma que grita

Bendizendo esta graça.

 

Rosa Guerreiro Dias

6-3-2010

 

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publicado às 11:34


DIOGOOOOOOOO!!!!!!!!

por Rosa Guerreiro Dias, em 04.03.10

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publicado às 19:23

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