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MINHAS

por Rosa Guerreiro Dias, em 31.10.09

 

 

 

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publicado às 21:45


PARA TODOS

por Rosa Guerreiro Dias, em 31.10.09

 

Em especial para os meus amigos.

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publicado às 11:14


NO CARRO DO TIO

por Rosa Guerreiro Dias, em 31.10.09

Tardes de Verão

Como eu gostaria de voltar a ver-me quando era criança.
Correndo descalça pelos campos fora cheia de esperança.
Subia p/ró carro do meu querido tio o tio Nicolau

                                                                           
Aquele carrinho que eu tanto adorava sem portinha atrás
Onde eu me sentava pernas balançava Maria rapaz
Juntinho de mim, ia também o meu querido irmão
Loucas cabecinhas cantando cantigas em tardes de verão
O carro seguia, e o macho andava louca correria
Passava aos favais, aos ervilhais dos campos em flor
O carro avançava e a gente saltava não sentindo dor
E em correria, com muita alegria íamos colher;
Ervilhas tão doces e favas tão boas p/ra cruas comer
Nova correria nos trazia ao carro que sempre avançava
E no meu regaço um monte de ervilhas que nos consolava
As cascas, caiam na estrada perdida do meu Alentejo

E ouvia-se o tio ralhando com o macho para não parar
A gente sorria, contentes felizes, cabeças no ar

O macho corria por entre caminhos seus já conhecidos
O carro pulava nas pedras da estrada dos campos esquecidos
E essas crianças que em tardes de Inverno choravam de frio
Viviam felizes em tardes de Verão no carro do tio.

 

Rosa Guerreiro Dias

1980

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publicado às 00:01


ESPERANÇA

por Rosa Guerreiro Dias, em 27.10.09

 

 "Esperança"
Dizem que a palavra esperança de verdinho se vestiu
Dizei-me quem viu a esperança, dizei-me quem foi que a viu
Tenho a certeza que verde, não é a cor da esperança
Porque a esperança só existe, no olhar duma criança
E neste mundo turbulento quem é que vai ter vagar
De examinar as crianças bem dentro do seu olhar.
Pegai ó povo da terra, pelas mãos duma criança

Olha-a bem dentro dos olhos

Para assim neles tu veres a cor que tem a esperança
E alem da esperança, vereis.
Amor, perdão, ternura, pureza, fé e brandura
E neste ser pequenino, que tanta beleza encerra
Há esperança neste olhar, alcançando toda a terra
E essa cor que tu vês no olhar duma criança
Noutro lugar não vereis a cor que tem a esperança
É a criação mais bela que Deus colocou na terra
Nela tu vás encontrar armas das mais poderosas
Para acabares com a guerra
É só humilhares-te um pouco, não dês voltas à cabeça
Pois perto de cada homem, Deus põe sempre uma criança
Deita fora o armamento que serve para matar
A esperança que não viste numa criança a chorar

Com essas armas de ferro, lavra a terra meu irmão
Vamos fazer boas vinhas, boas searas de pão
Vamos mostrar para as crianças
Que dentro de cada homem, existe um coração


E que o homem sendo homem, voltará a ser criança
P’ra no seu olhar nós vermos a cor que tem a esperança.

 

Rosa Dias

1979- 2009

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publicado às 09:32


JOGOS FLORAIS

por Rosa Guerreiro Dias, em 26.10.09

                                                                     Pintura de: 

            Teresa Rodrigues

No passado domingo dia 25 em Almada no "Fórum Romeu Correia"

no Auditório Lopes Graça , aconteceu pela nona vez os;

                           "Jogos Florais da Alma Alentejana" 

Tinhamos como cenário em cima do palco, além da mesa de juri e o ramalhete de personagens que a compunha, bem ali ao centro uma cesta de flores.

 Flores de papel, feitas pelas mãos das camponesas  de Campo Maior e oferecida à poetisa Rosa Dias, a qual  por sua vez depositou com muito carinho nas mãos da Alma Alentejana, para enfeitar os palcos e trazer graciosidade aos eventos realizados por esta associação. 

               

           E desta feita os IX Jogos Florais Florearam muito mais.

 

                                    Como patrono tivemos  

                                       José Manuel Maia

              Figura bem conhecida e querida na margem  ao Sul do Tejo.

                                      

                                                 " Maia"

                            Como é conhecido pelos amigos.

    Foi presenteado com uma tarde agradavel muito emotiva e animada culturalmente.

Na mesa de juri, estavam: "Maia"; Joaquim Avó, a Dra. Natália Pinto, Prof. José Rabaça, Manuel Fernandes, Braz Borges, Dra. Teresa Silva a poetisa Rosa Dias e o Presidente da Alma Alentejana Sr. António de Oliveira. 

****

Depois da abertura do programa a cargo de Joaquim Avó, deu-se início a um desenrolar de emotivos discursos. Começando pelo Prof. José Rabaça que por várias vezes parou para suster a lágrima, tal a emoção que sentia.

Dando de seguida a palavra ao patrono do evento, que nos iria presentear com passagens do seu interessante percurso de vida.

****

Rosa Dias, com sua veia poetica, leu de sua autoria o que lhe ia na alma acerca do amigo "Maia", e que passo a citar na integra.

 

                         

 

       Falar acerca de um homem especial


Falar de:
José Manuel Maia Nunes de Almeida.
Não é fácil.
Assim sendo, seguirei à cautela por outro caminho, em que me dirijo apenas ao amigo Maia.
Maia é o homem que hoje enaltecemos neste evento.

Foi escolhido com muito carinho; e com todo o respeito que lhe devemos, para ser “Patrono dos IX Jogos Florais da Alma Alentejana 2009”
Eu, simples poetisa popular, me atrevo a falar um pouco deste homem, deste amigo. Conheci o amigo Maia através da Alma Alentejana, logo ali notei nele certas características que só são privilégio de pessoas especiais, a sua entusiasta atitude politica, o seu jeito inteligente de se expressar, a sua simpatia, chamaram desde logo a minha atenção, o meu apreço.
Os poetas são possuidores de rara sensibilidade, não se debruçam só sobre poesia, sua especial atenção leva-os a olhar para situações que para muitos não tem interesse; mas para eles poetas poderão ser o desabrochar dum novo poema.
Antes de o fazer, debrucei-me sobre a história de Maia, e qual não foi o meu espanto, quando vou encontrar um homem de um valor humano incalculável.
Mais uma vez a minha sensibilidade não me enganou.
E quando um dia o meu grande amigo e então Presidente da Alma Alentejana, Joaquim Avó me dizia, que precisava de ajuda para a escolha do patrono dos Jogos Florais, não hesitei, e com algum entusiasmo, avancei com o nome de
“ Maia”, foi aceite de imediato, com manifesta alegria.
Da minha parte e deste modo, dei a mim mesma a “ chance”de conhecer mais uma história de vida, que estava ali mesmo à minha mão, e que de outro jeito, não conheceria na sua totalidade.
“Maia” tem uma lista infindável de trajectos de vida, que nem todos se gabam de ter.
Não vou por aí; vou deixar esse trabalho à responsabilidade dos letristas dos intelectuais, esperando sinceramente que lhe façam jus.
Mesmo porque, eu não teria folhas que chegassem para descrever as vivências, os momentos tristes e os felizes, deste homem, deste lutador, deste amigo.
Assim em nome desta rústica poetisa, e em nome da “Alma Alentejana”. E do seu actual Presidente Sr. António Marques Oliveira, queremos agradecer-te simplesmente, por nos teres dado o privilégio em te ter como Patrono destes Jogos Florais.
Mais um ponto para juntares ao teu vasto curriculum de vida.
Bem-hajas por seres o homem que és. “ Amigo Maia”

Com um abraço da amiga certa: Rosa Guerreiro Dias

 25-10-2009
***

 

Valores 

Há homens, que embora mortais

Farão sempre parte da verdadeira história

Como homens raros, homens especiais

Irão permanecer na nossa memória

Não fora esse "Dom" com que nascem, dar sinal

Duma dimensão incrivel, p'ra lá do amor

Passariam despercebidos, ao vulgar mortal

Que olha com indiferença, o seu real valor

Mas lá estão os poetas, eternos poetas

Esquadrinhando a vida, em seu pormenor

Castelos fechados, janelas abertas

Com olhares atentos mirando em redor

 

O valor do homem é um valor de vida

Vive em cada frase dum vulgar poema

Vai gritando ao mundo, para ser ouvida

Com força de mar, com astúcia e esquema

 

Eu da minha parte, com o pouco que sei, farei sempre assim

Transmito em poesia, o valor dos homens que passem por mim.

 

Para o amigo: "Maia"

José Manuel  Maia Nunes de Almeida

Com muito carinho e admiração da amiga certa.

 

Rosa Guerreiro Dias

25-10-2009

 

****

 

Seguiu-se a entrega dos prémos aos vencedores do concurso.

Abrindo portas a uma tarde cultural com a participação do;

***

 

 

  "Trio Musical, Célia Dias, José Carita e Ricardo Fonseca"

(Flauta, Guitarra e Viola Campaniça)

*****

" O Grupo das Cantadeiras da Alma Alentejana" com a especial participação da poetisa Rosa Dias, e sobre a orientação de " Luis Moisão".

*****

E ainda o Grupo de Cavaquinhos da Alma Alentejana

Que fechou em beleza esta tarde cultural.

 

Bem -Hajam a todos os que contribuiram para mais uma tarde bem passada.

Sem esquecer as voluntárias da Alma Alentejana, que nos esperavam no Atrio do Forum com um delicioso lanche oferecido por esta Instituição, apetece dizer.

 

Na Alma Alentejana, saciamos o corpo, saciamos a alma.

 

As fotos de praxe;

 

 

 

 

E para terminar em beleza, eis aqui a filha do homenageado espelhando, Juventude, Felicidade Beleza.

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publicado às 21:07


BELEZAS TROPICAIS

por Rosa Guerreiro Dias, em 22.10.09

BEIJA - FLOR

Beija - flor meu passarinho

tão pequeno, delicado.
Bico longo aguçadinho

beija-flores em qualquer lado
Avezinha multicor

 de som meio angelical.
Pousando de flor em flor

em ambiente tropical
Olho esperto redondinho, de asinhas sempre batendo
Pousas leve sobre o ninho

teus filhotes alimentando


Em alvoroço apareces

vens sobre eles pousar
Os seus corpinhos aqueces

até conseguirem voar.

 

 

Rosa Guerreiro Dias
22-10-2009

 

Nota: As fotos foram retiradas da net, agradecida.

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publicado às 11:00


CONVERSAS COM MUSICA

por Rosa Guerreiro Dias, em 19.10.09

 

Duas gerações

Dois mestres da viola campaniça

Pedro Mestre                     tio Manuel Bento

                          

 

Na tarde do dia 18 momentos para recordar, conversas simples de gente simples, que nos percorreram a alma e se instalaram nos corações.

 Ali ao Cais do Sodré no << CLUBE - GBES >>

Bem - hajam  Pedro Mestre e ti' Manel Bento

Voltem de novo, serão bem- vindos

***

Pequena demonstração de afecto duma poetisa popular

***

Quadras da alma

 

Pedro Mestre, és nosso amigo
Nas lides da cantoria
Viemos partilhar contigo
As cantigas dá’legria

Vem cá desatar as pontas
Do talêgo das cantigas
Para que possam correr soltas
P’rás bocas das raparigas

Anda daí vem mostrar
P’rás gentes da Capital
Que além de saberes cantar
Na viola és maioral

Tens muito apego e amor
À campaniça viola
Nesta arte és o maior
Nem precisaste de escola

Está no teu sangue, na veia
Essa arte, esse saber
Chão que o poeta semeia
Faz qualquer alma tremer

Esta poetisa menor
Que conhece o teu talento
Veio de Campo Maior
Aplaudir este momento

Assim a magia acontece
Bem juntinha da ribeira
Onde Lisboa aparece
De xaile traçado à maneira

Com a guitarra, vêm mais dois
E para não te faltar nada
Chega o Sr. Fado depois
P’ra rematar a noitada

 

 

Para o amigo do coração: Pedro Mestre
Com um abraço da amiga certa: Rosa Dias
Lisboa 18-10-2009

 

***

 Consigo Ti Mané Bento

Tã' cedo começou a tocar

Nã' as podias abraçar

ás moças, nã'tinha tempo.

Só o queria junto dela

Essa viola magana

 Eram dias de semana

Noites de boa vai-ela

***

Diz-se de outra geração

Que é velho, sem utilidade

O saber, não tem idade

Está sempre em evolução

Tu és a melhor lição

Amigo tu és a história

Que ficarás na memória

E na certa em meu coração.

***

Com muito admiração e carinho da já amiga:

Rosa Guerreiro

*****

 

<Agora>

< Aqui só p'rá gente> 

<Que ninguém nos tá ouvindo>

*** 

Essa

dê ' tocar um dia

campaniça;

modernices;

Vou-me ficar p'la poesia.

E deixar-me de estroinices

***

Vamos lá ver!

Não acha bem? Ti Mané Bento?

Que agora? 

Agora com esta idade?

Temos é que tomar tento

Tempo de aprender

Foi com o vento  

Voo com a mocidade

***

Poesia?

 Passo eu no teste!

Mas no polegar? fraca estou.

Campaniça ?

É só p'ra mestre

E eu? 

 Mestrada não sou.

***

Como vê, tomei conselho

Dum homem que se diz velho 

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publicado às 23:32


SAUDADE

por Rosa Guerreiro Dias, em 18.10.09

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publicado às 01:08


RELIQUIA VELHINHA

por Rosa Guerreiro Dias, em 17.10.09

GUITARRA DE FAMILIA

CUMPRINDO SEU FADO.

 
Aí vai esta relíquia
Dê-lhe o uso que entender
É sua de noite e dia
Abrace-a quando quiser

Esta guitarra velhinha

Que já foi de minha mãe

É sua também é minha
Há quantos anos nem sei

Vai esta guitarra ao norte
Dar vida ao fado vadio
Nas mãos dum homem de sorte
Meu tío, amado tío

E nessa fronteira da vida
O fado corre seu trilho
Uma guitarra perdida
Deu vida, ao “Vira Milho”

Se um dia já alta hora
Ouvires a guitarra trinar
Não temas que já não chora
Voltou de novo a brilhar

Esta sobrinha que adoras
Quis dar-te este prazer
Para alegrar tuas horas
As que “Deus” te deixar viver

Canta o fadinho a preceito
Trina a guitarra a rigor
Tocando desse teu jeito
És de “Vilar” o maior

Trinando e cantando o fado
Recordas o tempo ido
E mostras p’ró nosso povo
Que um velho não é um fardo
É apenas o passado
Querendo viver de novo

Não esqueças o nosso acordo
Desta nossa condição
Na guitarra foi gravado
O regresso á minha mão

Se o som começa a falhar
Se o fado já não entoa
Faz a guitarra voltar
À sua amada Lisboa.

 

Da tua sobrinha Joaquina com muito carinho

Beijinhos

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publicado às 11:29


PARTILHA DE SENTIMENTOS

por Rosa Guerreiro Dias, em 17.10.09

""Cartas de amor""

 

Vilar Formoso 14-10-2001

 

Querida sobrinha não imaginas com que alegria, recebi a tua ultima carta.
Peguei nela com muito cuidado e fiquei alguns minutos a olhar para o envelope antes de o abrir.
Por sinal nesse dia, estava um pouco adoentado e desmotivado, mas a tua carta veio dar-me outro ânimo, porque afinal as pessoas amigas sentem sempre um pouco as dores uns dos outros, muito além da distância e da ausência.
Sorri quando li que estavas bem feliz e com muita paz na vida! Parece incrível mas senti um pouco dessa tua alegria através daquelas palavras.
Aquele brilho especial das tuas palavras; voltou ao meu olhar.
Mas desta vez era um brilho cristalino que me escorria dos olhos e que teimava em disfarçar.
A minha alma sentia a saudade e a distância que me separava das minhas queridas sobrinhas.
A ti minha querida devo alguns momentos de felicidade, quando leio alguma carta tua, pois a doçura das tuas palavras são de pura e terna poesia.
É verdade: quanto a mim por capricho do destino não conheço profundamente o sentido desta palavra felicidade.
Diz a lenda que subindo a uma grande montanha se encontraria a felicidade.
Houve quem corresse até ao topo, quem atropelasse gananciosamente os outros mas quando chegavam ao cume não encontravam nada.
Quem sabe se a felicidade não era construída na subida ao topo, nas flores, nos tropeções e nas pequenas coisas que podíamos encontrar enquanto subíamos.
Por isso esqueci a felicidade, e voltei a sentir as pequenas coisas que nos rodeiam, que surgem na vida, e que nos fazem acreditar que tudo é belo e cheio de magia.
Basta deixar transparecer o brilho da nossa alma.
A felicidade está naquilo que julgamos serem pequenas coisas, num sorriso, num abraço, num beijo, no azul do céu, e enfim em todos os momentos do dia a dia.
Aquilo que nos faz feliz está diante dos nossos olhos, e que chegamos a ignorar pensando que é muito pouco e não reconhecendo o seu verdadeiro valor.
Neste momento estou a olhar para a tua carta que se tornou num tesouro inigualável, e cheio de sensações.
Agradeço do fundo do meu coração todas as palavras escritas na tua carta.
Espero que continues sempre com uma chama acesa na tua alma.
A magia e força de viver, o dar o melhor de mim a todos e em todas as situações, contagiou a minha vida.
Vive o melhor que poderes, onde quer que estejas e sorri, sorri sempre:
= Adeus um beijo do tio que te ama.


Tomaz do Carmo Pedreiro

Nascido em 14-5-1919

 

P.S.
Escreveu-me a minha filha Isabel e fala muito em ti.
Aí te mando a carta dela.
Já lhe escrevi a dizer que no mês de Agosto vou lá passar uns dias a Campo Maior mas gostava de ir quando tu lá estivesses, porque ao pé de ti é que me sinto bem.
Um abraço ao António
E muitos beijos para ti e para os filhos e para os netos da ti < Jaquina>.

*****

Este, foi o jeito que encontrei de homenagiar o meu querido tio Tomaz  deixando aqui transcrita uma das ultimas cartas que me enviou, antes de partir.

Estou feliz por ter contribuido  um pouco, para que a felicidade brilhasse, nas palavras e no olhar do meu querido tio, ainda que por instantes, valeu a pena.

Que esta carta sirva para despertar consciências adormecidas e as active para o valor da partilha, para o prazer que está no simples acto de dar e receber afectos.

 

 Notem:

Como uma simples carta pode alterar o dia a dia de um idoso que vive em solidão.

 

                                    

Vamos dar a nós mesmos a oportunidade de sentirmos  nem que seja por instantes, a verdadeira felicidade, que reside inteirinha, na simples palavra;

                               <AMOR >

 

            Á MEDIDA QUE SE VAI DANDO

O AMOR VAI AUMENTANDO.

 

Rosa Guerreiro Dias

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publicado às 00:08

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