Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




AO PAI DA ALMA ALENTEJANA

por Rosa Guerreiro Dias, em 20.02.09

DE BORBA

 

Joaquim Avó. Apesar de não seres Deus.

Ainda assim é só tu quereres, ordena e logo será porque o pensamento é teu.

 

 *****

Para mim, falar de um amigo como Joaquim Avó

é como escrever em prosa ou verso.
As palavras saem-me do coração através da veia.
Sinto-as, quando as escrevo, quando as digo.
E mesmo assim por mais que escreva, por mais que diga, jamais escreverei ou direi tudo o que há para escrever ou dizer, sobre este homem, este amigo.
Joaquim Avó “ Alma Verdadeiramente Alentejana”.
Neste momento, pouco direi, deixando apenas que as palavras, hibernem no meu coração e na minha veia, para um dia, quem sabe próximo, as colocar no papel em forma de verso ou prosa onde se tornarão eternas.
Aí sim, o meu querido amigo Joaquim Avó.
Terá como merece a homenagem da justeza, feita pelo sentir do poeta em comunhão com todos os que lhe querem bem, e ainda que sejam poucos, sei de antemão, serão os que sentem com o coração.
Joaquim Avó ficamos-te a dever esta, espero pacientemente que a próxima homenagem seja a tua, feita por esta “Alma Alentejana”.
Porque foi com a tua dedicação exclusiva, de alma e coração, que idealizaste com outros, que fizeste crescer com suor, com trabalho, e com preocupação esta digna obra de Solidariedade Social.
Erras-te sim Senhor, quem não erra?
Mas tu o fizeste com lágrimas no coração, e quando alguns abandonaram o barco, ainda assim, ali estavas tu com um sorriso nos lábios tentando dar a volta aos revezes que se deparavam.
Amigo, peço-te, alivia teu fardo, e vive um pouco para ti, para a família, para os amigos, não deixes que o tempo passe sem que o faças, dá uma trégua a ti mesmo.
Só assim te sentirás completo, e de consciência tranquila, fá-lo por todos os que te querem bem, mas muito em especial por ti.
Bem-hajas amigo.

 

Aquele abraço dos amigos certos.


Rosa Dias e António Dias
20-2-2009

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:15


OS SONS DA MINHA ALMA

por Rosa Guerreiro Dias, em 20.02.09

                 

 

AS MINHAS

 

 

                

 

          Pegadas de poesia

 

Perco meu doce rimar

 Entre tachos e panelas
Rimas, de fazer chorar, prosa minha, quadras belas
Entre a dobra do lençol, deixo poemas de amor
De tantos, já fiz um rol, bordados a luz e cor
Nas gavetas que eu ajeito, ficam oitavas sem fim
E entre um feito, e outro feito, ficam pedaços de mim
No esmero que me transcenda, vou espalhando meus sonetos
Em busca de quem entenda, meus sentimentos secretos
No bocal dum copo de água, sextilhas por vezes prosa
Marcas envoltas em magoa, desta minha alma chorosa
No duche rimo, não canto, vou cumprindo assim meu fado
Com risos feitos de pranto, digo meu fado falado
Com faca e garfo vou trinchando, vida sã num sonho lindo
Vou cortando e recortando, umas vezes chorando, outras rindo
Lavo a loiça, enxaguo a loiça, com lágrimas que me escorreram
Em gotas, que ninguém ouça, nem saibam de onde vieram
Quando varro, empurro a vida, só a que me está chateando
Logo fico arrependida, pois aos poucos me vai levando
Na bricolage a preceito, deixo minha arte, meu dom
Décimas arrancadas do peito, surdas-mudas, nenhum som

Por vezes fico perdida

 Neste lufa, lufa da vida, conseguido por magia.
Olho em volta não há nada!
Só na poeira da estrada

 Há pegadas de poesia.

 

                                                  Rosa Guerreiro Dias

                                                           4-1-2009

                                                      

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:35


MINAS DO LOUSAL

por Rosa Guerreiro Dias, em 17.02.09

 

RECOMENDA-SE UMA VISITA

 

ÀS MINAS DO LOUSAL

 

Ambiente calmo gente simpática.

                                         

 

Cozinha tipicamente Alentejana de se tirar o chapéu.

 

Musica ao vivo

Cante Alentejano

Poesia.

 

Vá e ficará fã. 

 

Enfim todos os ingredientes para uma escapadinha de fim de semana, bem perto de Lisboa 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:46


A TERNURA DOS QUARENTA

por Rosa Guerreiro Dias, em 13.02.09

 

QUE É COMO QUEM DIZ...

 

<<< há há há >>>

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:49


O NAMORO NÃO TEM IDADE

por Rosa Guerreiro Dias, em 12.02.09

Casal de namorados já entradotes

 

Teus cabelos prateados

Brilham à luz do luar

Meus olhos encandeados

Cegam de tanto os olhar

 

Já os meus, meu lindo amor

Escurecidos pela vaidade

Já nem lhes conheço a cor

P'ra disfarçar minha idade

 

Só as rugas, essas não

Não as consigo apagar

São traços feitos à mão

Não os posso adulterar

 

O namoro, não tem idade

Mas que se namora melhor

No tempo da mocidade

Não há verdade maior                  

  

Uma Rosa eternamente enamorada

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:07


O HOMEM E O POETA

por Rosa Guerreiro Dias, em 11.02.09

José António Salgueiro

Em

" Relatos de uma Vida"

O Mestre em pleno campo dando aulas ao vivo e a cores.

O autografo do livro da poetisa Rosa Dias

 

No passado dia 7-2-2009, a quando da minha participação conjuntamente com o grupo das cantadeiras da Alma Alentejana, num espectáculo na Casa do Alentejo em Lisboa.

Fui agradavelmente surpreendida com o lançamento do livro acima referido.

                     " Relatos de uma vida"

Conheci  o seu autor,  Mestre Salgueiro, homem de uma simpatia contagiante, e de um saber que nos deixa boquiabertos. 

Com os seus noventa anos de vida, transparece uma vitalidade rara para uma pessoa da sua já longa existência.

Foi na verdade um resto de tarde fantástica, depois das apresentações da obra em si e de seu autor, ouvimos poesia dita pelo próprio, falou-nos da vida, de tempos passados, das vidas de hoje, procurando em cada palavra transmitir ao publico que o ouvia atentamente, o saber contido no  reportório da sua sabedoria, e tudo isto sempre num tom de ajuda, e de aconselhamento.

Ás páginas tantas o homem poeta, encanta todos com mais uma das suas facetas, a de ervanário, o publico continuava ali preso a tão interessante informação, e Mestre Salgueiro lá continuou desatando a talega cheia de usos e costumes da sabedoria popular.

Uma das frases que me despertou mais a minha atenção, era o Mestre dizer, se me dessem mais dois ou três anos de vida, seria muito bom pois deixaria escrito muitos destes saberes, que levarei comigo caso morra depressa.

Fiquei emocionada e encantada ao mesmo tempo, pois posso afirmar que foi para mim um privilégio conhecer Mestre Salgueiro. 

A fechar este evento, ouvimos na belissima voz de Francisco Naia alguns trabalhos do seu ultimo C.D.

"" De Sol a Sul"" acompanhado por José Carita e Ricardo Fonseca com o som da guitarra e viola campaniça.

Quiz eu poetisa popular deixar um pouco da minha poesia e saber, o que na verdade foi muito bem aceite, e veio dar um remate agradavel a esta tarde cultural.

Esperava por nós uma simpatica mesa com um saboroso lanche onde não faltou o belissimo pão alentejano e as deliciosas azeitonas retalhadas, tudo isto gentilmente oferecido  pelo Sr. Vereador da Cultura de Montemor que ali se fez presente.

A destacar a simpatica presença do Sr. Presidente da Casa do Alentejo Sr. João Proênça e sua esposa, e entre outros.

Hélder Costa Director do Teatrociniarte - a Barraca.

 

São estes momentos de convivio salutar das nossas vidas que nos enriquecem e nos fazem seres humanos mais felizes.

Agora digo eu, meu Deus dai por favor mais uns aninhos ao Mestre Salgueiro para que nos continue a saciar com o seu encanto e saber.

 

Bem -hajas Mestre Salgueiro

 

O Mestre e os alunos

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:14


Minas do Lousal

por Rosa Guerreiro Dias, em 11.02.09

Museu Mineiro

 

Aqui no Lousal mineiro, repousam Minas famosas
Dos homens um cativeiro, terra de mulheres formosas

Lá nas entranhas da terra, vivem riquezas escondidas
Longe da maldosa guerra, sentem-se mais protegidas
Na balbúrdia deste mundo, onde o mal marcou lugar
As Minas em choro profundo, estão prestes a sufocar
Ouve-se abafado gemido, desta terra se soltou
Dizendo não faz sentido, este abandono em que estou
Onde está o braço amigo, que me deixava respirar?
Levou a força consigo, deixou-me neste penar
Venham amigos mineiros, rebuscar na profundeza
Homens toupeiras, obreiros, p’ra darem ao país riqueza
Dêem ao mineiro segurança, boa saúde permanente
Com uma boa liderança, a Nação, irá p’rá frente

E assim se salva um país, e assim se destrói a fome
Cavando até à raiz, só a pulso e a braço de homem

Riqueza p’ra nós, e p’ra dar, boas águas, bom minério
Estamos cercados p’lo mar, que faz do País um império

Temos homens sabedores, precoces, inteligentes
Arquitectos e Doutores, Poetas bem sapientes.

E nesta aparente calma, a canção é uma oração
Levo-a na voz e na alma, p’ra dar razão à razão

Rosa Guerreiro Dias
14-2-2009

  

Restaurante Armazem Central

 

D. Idalina bordadeira de mão cheia

 

As Aldrabas das portas 

Porta do Lousal

Rosa Branca vai chorando          

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:28


AS TALEGUINHAS DE IVONE

por Rosa Guerreiro Dias, em 06.02.09

Vivendo e Aprendendo

 

Saberes, sabores e aromas 

 

<<<Prima o nosso Alentejo

                         por tais riquezas >>>

 

Há uns dias atrás, visitei uma querida amiga.

De seu nome Ivone, mulher de uma graça invejavel, alentejana de raiz, castiça e uma boa contadora de histórias. 

Como já o tenho feito tantas vezes, pensei para os meus botões como é possivel passados tantos anos, a viver na capital ainda estar tão impregnada de usos e costumes da sua amada aldeia, lá nos confins do Alentejo.

Desta vez encontrei na sua cozinha várias taleguinhas de pano penduradas as quais me despertaram curiosidade não só pela graça que lhe achei, mas tambem pelo perfume que exalavam, cada uma delas servia para guardar ervas  secas aromáticas como, Poejo, Erva Luisa, Alecrim, Tilia, Oregãos, Louro, etc etc .

Perguntei a Ivone porque usava as talegas de pano e não uma caixa ou um saquinho de plástico, para guardar as ditas ervas? com seu ar de mulher despachada mas sabedora, respondeu; amiga; se elas estivessem numa caixa ou num saco de plastico não respiravam, não perfumavam o ambiente, e mofavam coitadinhas perdendo todas as suas qualidades e propriedades. 

Concordei; mais uma vez a sabedoria popular venceu, 

e convenceu.

Parabens Ivone, obrigada por seres minha amiga e por partilhares comigo a tua sabedoria.

Bem - hajas

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:45


CAMPO MAIOR CANTANDO E BALHANDO

por Rosa Guerreiro Dias, em 02.02.09

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:12


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D

subscrever feeds