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MÃOS VARIADAS

por Rosa Guerreiro Dias, em 27.12.08

Mãos que crescem entre as minhas

Mãos que pedem protecção

Mãos  finas, ou mãos gordinhas

São mãos que semeiam pão  

Mãos crescidas ansiosas

Que procuram segurança

Pegando um ramo de rosas

Cativas numa aliança

Mãos que tocam e compõem

Mãos que afagam com carinho

Mãos de trabalho que doem

Sofridas choram baixinho

Mão deformada, cansada

Onde a dor criou raíz

De sonhos idolatrada

Resta a ruga a cicatriz

Mãos de trabalho mãos rudes

Negras, gretadadas, sofridas

São mãos cheias de virtudes

Por esses campos perdidas

 

Mão delicada, mão nobre

Tem porte  fino de mulher

Pele aveludada que a cobre

Não é uma mão qualquer

Mãos singelas, perfumadas

E de pele bem lustrosa

Mãos p'ra serem acariciadas

Mãos belas da cor da rosa 

Mão bonita pois então

Bem tratada sim senhor

E com sumo de limão

Não há hidratante melhor

Unha moderna gigante

Mas de pouca utilidade

Nada faz de importante

A não ser, mostrar vaidade

Quer a gente  as trate ou não

De pouco vai adiantar

Quem viver, verá sua mão

A este estado chegar

Por isso aproveita agora

Vamos com elas brincar e a todos cumprimentar

                      

E porque não ? o nosso mundo abraçar

 

 

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publicado às 22:12


Natal

por Rosa Guerreiro Dias, em 15.12.08

 

 

Até quando?

 

Isto é Natal?

   

E isto? 

  

E ISTO?

E isto?

E isto?

E isto?

 

**Aí está Dezembro**

 

E se bem me lembro

O Natal chegando

E apesar da guerra, que assola esta terra

Vai tudo girando

É mês de loucura, perdeu-se a devoção

Onde está o amor?

Que é de ela a ternura?

 

Viva a tradição.

 

Há luzes piscando, imitando estrelas, e lágrimas rolando, que ninguém quer vê-las.

 

 

Entre mil, há um, que lembra "Jesus".

Entre cem

Entre cem, nenhum.

Nem "Jesus".

Nem cruz.

 

«««««««»»»»»»»

 

Ficam ao vosso critério as respostas, ás

 

perguntas que se fazem neste texto.

 

<<<<<>>>>>

 

Por favor

 

Vamos em conjunto meditar.

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publicado às 12:40


QUANDO ACONTECER NATAL

por Rosa Guerreiro Dias, em 09.12.08

 

 Natal

Quando o Natal de Jesus, acontecer por amor.
Será Natal.
Quando o Natal de Jesus não tiver hora, dia, ou mês,
Será Natal.
Quando o Natal de Jesus for união, amizade, perdão, partilha, verdade.
Será Natal.
Quando o natal de Jesus chegar ao coração de todos os povos, através do conhecimento.
Será Natal.
Quando o Natal de Jesus, não estiver na troca de presentes, nas mesas fartas, nos doces, nas festas, ou no pisca - pisca de luzes brilhantes engodando os povos.
Será Natal
Quando o Natal de Jesus, não for apenas, mais uma história e mal contada.
Será Natal.
Quando o natal de Jesus, deixar de ser apenas uma pausa, na guerra entre os homens.
Será Natal
E só quando isto acontecer, se cumprirá o propósito de DEUS para com a humanidade.

E num abraço onde irão caber todas as raças. 

Jesus sorrirá para nós, salpicando os nossos corações 

de paz.


E em agradecimento, fé e alegria.
A partir desse momento os homens festejarão para sempre nesta terra.
O Natal de Jesus em cada dia.

Rosa Guerreiro Dias

24-12-2000

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publicado às 11:55


CHAMINÉS E BELEZAS DE MESSEJANA

por Rosa Guerreiro Dias, em 04.12.08
Do Norte vinha o negrão, tentando ocupar o espaço

Mas o Sol fazia questão, em nos dar o seu abraço

E num esconde, esconde brincando

Para ver quem mais podia

Lá vinha o Sol espreitando, enquanto a chuva caía

A poetisa entendeu, as razões da natureza

Pois houve Sol e choveu, mostrando maior beleza

Maria, calça as botinhas, larga a vida a que está presa.

E pelas calçadas velhinhas, lá vai ela com a camponesa.

Sempre de perto seguidas, por seus homens, seus amores.

Sentiam-se protegidas, dos frios e dos calores.

Falaram de glórias, subiram calçadas

Recordaram histórias há muito passadas

Enquanto no branco caiado, do nosso Alentejo

Pousava um sol dourado, em forma de beijo

E eu agradecida á mãe natureza, me rendia a seus pés.

Por ver a singeleza e a grande beleza, das suas  chaminés.

Sem medo dos temporais, estas velhas sentinelas

Pouso altivo dos pardais, miradouros de aves belas

Quantos fumos acalorados

Em suas entranhas subiram

Com segredos mal guardados

Que só as nuvens ouviram

 

Altas, esguias, qual soberana

Quase que a tocarem os céus

Chaminés de Messejana, são arte dizendo adeus

Entre as toscas e as elegantes, diferença; Só no olhar

Qualquer uma, belos mirantes

Deste Alentejo sem par. 

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publicado às 13:03


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