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O olhar atento da poetisa

Alma Alentejana

Associação para o desenvolvimento

cooperação e solidariedade social

*****

Tendo como presidente

*

Joaquim Avó

*

Decorre desde o dia 27-6 a 6-7

A 10ª Feira do Alentejo

No Concelho de Almada

Esta iniciativa está patente nas Escolas

junto há praça S. João Baptista

em ALMADA.

Oferecendo-nos como sempre o melhor que o Alentejo tem, as suas gentes, a sua cultura.

 

Nesta feira podemos encontrar algumas tendas, com pequenas amostras de produtos da boa gastronomia Alentejana, como a doçaria caseira, os famosos enchidos, os petiscos, o bom pão, o afamado azeite, a boa azeitona, e ainda por curiosidade a horta biológica, onde podemos olhar para mais tarde saborear, a boa cebola, tomate, pepino, peros, e os vermelhinhos morangos que além de aguçarem o apetite perfumam o ambiente.

A riqueza do pobre

Produtos do querinchoso

Se todos assim tivessem que bom seria

Cantinho dos saberes e sabores

Ainda ali está presente o famoso artesanato em olaria, cestaria, e ainda os perfeitos trabalhos de pintura e croché, saidos das mãos das utentes dos centros de dia da Alma Alentejana, que demonstram bem que o tempo não lhes roubou a sabedoria do bem fazer.

A parte cultural é sempre um dos fortes

momentos destas iniciativas.

*

Duas gerações mãe e filha unidas na mesma cultura

O povo deixa-se envolver, ficando como que,enfeitiçado ao som do cante da poesia, e das musicas tradicionais do nosso Alentejo.

 *****

No dia vinte e oito a magia aconteceu, quando

subiram ao palco um grupo de crianças  que sem etiquetas nem pretensões cativaram todo o publíco.

Vieram propositadamente do concelho de Almodôvar para cantar e encantar  com suas vozes gaiatas. Sempre debaixo do olhar atento e terno do seu orientador, o já conhecido Pedro Mestre que os acompanhava, e nos ia deliciando a todos nós com o som inconfundivel da viola campaniça.

*****

Apetece perguntar, onde estavam nesse momento os repórteres, a comunicação social?

*

Bom, parece que estavam entretidos em festas da calhandrice, festas da maledicência,

ou festas do jete - sete como são mais conhecidas.

*

O que perderam?

Um momento cultural de meninos e meninas de hoje homens e mulheres do amanhã.

*

Que pena.  

*

Quem não viu, nem ouviu

Não contou, não sentiu

Depois do bem se perder

Já nada há a fazer

Assim se perdem valores

Sem ninguém para os contar

E os povos ficam mais pobres

Sem riquezas para deixar

Só lágrimas para chorar

                                      

****

Mas, os poetas aí estão

Sempre alerta sem perguiça

E em poesia ou canção

Dizendo de sua justiça  

*** 

Momento em que Joaquim  Avó estava oferecendo

algumas lembranças a Pedro Mestre 

Os meninos cantores

Pedro Mestre, o mestre

Pedro dando o mote

Os novos e os menos novos cantadores

do conselho de Almodôvar

 

*****

Atrevo-me a dizer que se ouvesse no nosso país mais iniciativas destas e fossem mais apoiadas por quem de direito, e mais divulgadas, seria o suficiente para tirarmos das ruas muitos meninos e meninas, e da ociosidade em que se estão criando.

Os jovens estão agora na idade de gravarem para sempre, neles mesmos os valores que farão deles amanhã homens e mulheres do bem.

Porque lá diz o ditado. Quem não semeia, não colhe.

Mas quem semeia ventos , colhe tempestades.

**

Como eu gostava que esta minha observação deixasse de ter razão.

**

Mas ainda vou perguntando há juventude.

**

 Que vás tu contar a teus filhos, nos tempos que então virão?

 Irás procurar, mas não acharás, nada no teu coração.

*****

Estão de parabéns a Alma Alentejana e todos os intervenientes desta simples mas importante divulgação da cultura dum povo. BEM - HAJAM todos os que se esforçam nesta direcção.

 

 

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publicado às 22:19


As flores da vizinha

por Rosa Guerreiro Dias, em 27.06.08

As flores das vizinhas

São delas e minhas

 

Orquídia branca de neve, << Ana Bela>>

Na branca parede, a orquidia encostou

Na mão duma bela flôr

pousa uma flôr bela

 

Os Catos da Cristina

 

Só têm flôr um dia

E nascem e morrem, como que por magia

E este peludinho que lindo que é

Que pica se pica, mas está sempre em pé 

*****

Com boa vizinha, há sossego e calma

vive-se melhor, alegra-se a alma.

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publicado às 16:29


Passando pelo tempo

por Rosa Guerreiro Dias, em 27.06.08

Junho

dá lugar ao

Julho

Mais um mês que passa

Já outro aí vem

Trazendo outra graça

Mais Sol também

*

E com velocidade

Passamos pelo tempo

Que deixa a saudade

Abraçada ao vento

*

Ás vezes se solta

E chega até nós

Brinca ao faz de conta

P'ra não estarmos sós

*

Assim vão as vidas

E a doce saudade

Sempre de mãos dadas

P'rá eternidade

*

As águas se agitam

A vida se embala

Os poetas gritam

E a guerra não cala

Aquele abraço da amiga:  R. D.

 

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publicado às 13:26


BOM FIM DE SEMANA

por Rosa Guerreiro Dias, em 27.06.08

Para todos os meus amigos

que visitam este blogs, aqui vai o meu abraço e

desejos sinceros de.

 

Agradeço desde já a quem teve a ideia de inventar tão belo desejo.

E as minhas desculpas por eu o usar em meu blogs.

 

Aquele abraço da amiga

R. D.

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publicado às 11:25


Trajectos de vida

por Rosa Guerreiro Dias, em 22.06.08

UM OLHAR

SOBRE A VIDA

 

E SOBRE UM TEMPO QUE VOA

 

 

Sonhos em movimento

 

 

 

Trajecto de vida

Momento sonhado que chegava enfim
Onde um grande amor tomou dianteira
Menina franzina que dizia; Sim
Selado num beijo para a vida inteira

*

Dentro desta alma, ia a felicidade
Coberto com um véu, um olhar de pureza
Entregava assim sua mocidade
Sem truques, sem farsas, esta camponesa

*

Passando pela vida, os filhos chegaram
A natureza alargou meu colo de mãe
Sementes de amor, meu ventre rasgaram
Sorrisos se abriram, meus braços também

*

Lá vinha a canseira, envolta em ternura
Preocupação e responsabilidade
Mas o olhar de pureza, até hoje dura
Num rosto marcado, por muita saudade

*

Uma chuva de dores, ao longo da vida
Escorriam as lágrimas, do meu coração
Mas ainda assim não me dei por vencida
E ás rasteiras da vida, fui dizendo; Não

*

Tantas alegrias, passaram por mim
Com sonhos, sonhados repletos de esperança
Enfrentava a luta dizendo que sim
Esta mãe de garra, mulher liderança

*

E o tempo aí está, por ele eu passei
Não lhe deito a culpa, se não fui mais feliz
Pois foi-me emprestado, e eu, é que o usei
Se foi mal usado, eu é que assim quis

*

Nada tem destino, nada está traçado
A vida que nos emprestam, é p’ra ser trabalhada
Cada um de nós é um campo lavrado
Que se não o semearmos, não se colhe nada.

*

Rosa Guerreiro Dias
20-6-2008

 

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publicado às 16:24


Parabens por mais um aniversário 85 anos

por Rosa Guerreiro Dias, em 12.06.08

Casa do Alentejo em Lisboa

 

Rosa Guerreiro Dias

***

Saí um dia de casa

Andei a pé pela cidade

Fui à Baixa ao Rossio à Av. da Liberdade

Segui por uma rua estreita, sem saber onde ia dar

Passei résvés a uma casa ouvi o povo cantar

Entrei, subi a escada, minha alma não resistia

Passei salas e mais salas radiante de alegria

Foi povo do meu Alentejo, que alí ouvi a cantar

O salão estava cheio, cheinho a abarrotar

Foi chinela p'ró meu pé que eu encontrei nesse dia

E assim logo aproveitei, p'ra declamar minha poesia

O povo então delirou de aplausos e cumprimentos

E assim juntos passamos uns bons alegres momentos

Nas portas de Santo Antão, no coração da cidade

Fica a Casa Alentejana, p'ra quem quer matar saudade

Casa Palácio quem diria que depois de tanta fama

Serias quente refugio desta gente Alentejana.

*

Rosa Guerreiro Dias  

*

A Casa do Alentejo  é um dos palacetes mais lindos de Lisboa.

Qual Rosa perfumada encantando todos quantos a queiram olhar.

 

A magia dos lustres

O encanto dos pátios

As belas sacadas interiores

Peças antigas em exposição

Cantos e recantos de encantar

Um dia de luz procurando a magia dos requintados salões.

O Salão em dias de festa

A sala dos espelhos Ao entardecer

A sala do Restaurante aberto ao publico.

Onde saciamos o apetite com a boa gastronomia Alentejana.

E regalamos a vista com os belos paineis de azulejo

que preenchem as paredes. 

Pormenores

Pátio refúgio de poetas e artistas

Em dia de aniversário

O casal Dias

O casal Avó

Amigos da Casa

Duas primeiras damas, qué deles os presidentes? qué deles?

Duas Rosas duas amigas com alma alentejana

Duas mulheres de garra, com sorrisos de Victória

Final de festa, estão todos de parabens.

*****

 

 

A Casa do Alentejo, toda forrada a azulejo, nas Portas de Santo Antão

Não há outra assim igual, cá dentro da capital, diz meu povo e tem razão

*

Corre um ano em calendário, faz de novo aniversário, alegram-se os corações

Junta-se o povo ao poeta, nesta casa sempre em festa, neste dia de Camões

*

Vem o Alentejo a Lisboa, dentro desta gente boa, à casa nossa Matriz

P'ró mundo ser informado, que o nosso Alentejo amado, faz parte deste País.

                                                                                                                                   

Centro de mesa

                                                                                                        

 

O pão 

 

 

O queijo                                                        

 

 

Açorda do nosso Alentejo amado            

 

 

Bacalhau assado

 

 

Belas sopas de tomate

 

 

Chouriço assado

 

 

Hortelã do meu canteiro

 

 

Poejo  tempêro da açorda 

Perfume da minha varanda 

 

As raizes trazidas do nosso Alentejo

 

*****

 

Agradeço algumas fotos aqui publicadas , de amigos do Alentejo espalhados por esse mundo fora, para todos eles vai um abraço de

Amizade

Da poetisa alentejana 

Rosa Dias

Bem -Hajam

 

**

 

E O ALENTEJO

CONTINUA

*

O sonho ninguém o tira

Ao poeta sonhador

Dizem que finge, é mentira

Apenas sonha melhor

 

*

*

Essas terras e terras desertas

Com a nostálgia dos pássaros cantando

O ladrar dos cães juntos do pastor

A carroça dos ciganos que vai passando

*

Alentejo amado por meu coração

Como pode haver gente não pensando assim

Se foste a bela musa que me inspirou

E de campos desertos formei um jardim 

*

Foi esse silêncio, essa nostalgia

Que fez do teu povo um povo poeta

*

Que alegram as almas falando de ti

Que tiraram a dor que por ti senti

*

Não temas, não chores, não sofras assim.

*

Rosa Dias  ... 1983

***

 

O Alentejo não está

nos caminhos.

Está no coração

de cada um de nós.

*

 

 

Um Alentejo

Assim

Não tem fim. 

 

Abraços recheados de contentamento

Borrifados com as lágrimas da alegria

Salpicados de papoilas sacudidas pelo vento

E atados com os laços verdes da poesia

**

Rosa Guerreiro Dias   12- 6- 2008

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publicado às 11:30


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