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RECORDAÇÕES

por Rosa Guerreiro Dias, em 30.04.08

Noite inesquecivel na Ilha Terceira

*****

 

Que é? que é?

 

QUE SERÁ?

 

QUE SERÁ?

 

Vou dizer.

 

São os ossos da carne da belissima alcatra

que nos foi servida em Porto Judeu.

Nas vesperas de nosso regresso a Lisboa.

**

Depois de tratados;

 Resultaram nesta pequena estatueta.

Como recordação de uma semana passada na "Ilha Terceira"

19-10-2007

As cantadeiras da Alma Alentejana

e a

Poetisa popular alentejana

 

 

Rosa Guerreiro Dias

*****

E as lindas hortências

 chamadas cachopas 

em Porto Judeu 

 

 

 

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publicado às 22:34


ALTO ALENTEJO

por Rosa Guerreiro Dias, em 28.04.08

Linda terra

Bela Açorda

 

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publicado às 21:44


CANTOS E RECANTOS

por Rosa Guerreiro Dias, em 28.04.08

Debaixo da guarda

Do Velho Castelo

As casas alentejanas.

Seus cantos

E recantos

De encantar

Castelo bem perto do céu.

Uma casa alentejana

Almofariz

Dois pratos de cavalinho

Pormenores

Recanto acolhedor

Camilha redonda

Pormenores vários

As velhas madres restauradas

Tacho de cobre,

Onde se faziam os doces

A velha estanheira , restaurada

Recanto do pátio

O velho poço, junto do churrasco

 

Cantos e recantos de hoje, onde a branca cal continua a brilhar

*****

 

Esta

É uma casa portuguesa concerteza

*****

Por aqui passou Campo Maior

Mostrando a sua beleza.

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publicado às 11:42


A minha Vila

por Rosa Guerreiro Dias, em 28.04.08

Neste avental.

Este poema foi bordado

Pelas mãos da minha amiga, de Elvas.

Joana dos Trapos.

 

 

A minha Vila

*

A minha Vila, para mim, é doce recordação

Em toda a minha poesia, me serviu de inspiração

*

Campo Maior raiana, nos meus versos, tens lugar

Deus fez de mim poetisa, só para te poder cantar

*

Nesta Vila altiva e nobre, onde em tempos eu cresci

Conhecendo o que conheço, outra igual, não vi.

*

Dentro da alma do povo, faz a saudade viver

Obriga-nos a voltar, não deixa a gente esquecer

*

E como filha querida, a uma mãe muito amada

Eu faço a minha poesia, há minha Vila encantada.

 

Rosa Guerreiro Dias

1983

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publicado às 10:39


MANHÃ DE ABRIL

por Rosa Guerreiro Dias, em 21.04.08

 

O Abril da Esperança 

*****

***

 

*

Manhã de Abril

 

Numa linda manhã de Abril

Acordou tudo diferente

Saiu a lebre do covil

Encheram-se as ruas de gente

Da natureza soavam

Como um toque de alvorada

Passarinhos que cantavam

Ás quatro da madrugada

*

Passa a palavra na onda

Ergue-se o cravo encarnado

Ouve-se um grito! Que estrondo

Dum povo há muito calado.

Há timidez no falar

Há receio pois então

Mas logo se houve cantar

Solta-se a voz, ergue-se a mão.

*

Perde-se o medo, morre o receio

No povo velho e na mocidade

Tanta lágrima p’lo meio de alegria em liberdade

*

Corre a notícia veloz

Todo o craveiro floresceu

No meu povo renasce a voz

Primavera reviveu

E assim brilha o sol de novo

No meu país adorado

Abrem-se as bocas do povo

Do meu povo amordaçado.

*

Cresce o desejo ao poeta

Em dizer o que lhe apraz

Dum longo sonho desperta

Conta a guerra

Canta a paz.

*

Vinte e cinco de Abril chegou

Pondo um povo em liberdade

E da opressão que passou

Jamais sentirá saudade

*

Eu e tu militar luso

Que demos Liberdade ao povo

Fazendo dela bom uso

Não a perderemos de novo

*

Rosa Guerreiro Dias 

   25-4-1974 

*

 25-4-2008

 

*****

 

Cravos de Abril

 

 

***

Mulher dos cravos de Abril

*****

 

Celeste em Flor

 

*

Tu mulher de palmo e meio

De voz doce e olhar brilhante

Falas hoje sem receio

Desse momento importante

Foste o vaso, foste a terra

Onde o craveiro aflorou

E assim amainaste a guerra

A guerra que não sangrou

*

Com um molho de cravos na mão

Caminhaste na baixa á toa

Sem saberes da revolução

Que se passava em Lisboa

Há rua do Carmo chegaste

Viste soldados armados

Mas tu

Não te atrapalhaste

Ofereceste os cravos

Brancos e encarnados

*

Deste um cravo a cada mão

Mais nada tinhas para dar

E o tropa com emoção

Na espingarda o foi espetar

Com este gesto mulher

Trouxeste ao país glória

Não és uma mulher qualquer

Nem qualquer entra p’rá história

És somente portuguesa

Uma mulher em tantas mil

Mas só tu és concerteza

Mulher dos cravos de Abril

 

Rosa Guerreiro Dias

25-4-1999

 

 

 

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publicado às 19:30


Quem me acode

por Rosa Guerreiro Dias, em 21.04.08

A falta de prática, e até do saber

Faz cometer erros, e aqui está a prova disso,

O texto publicado tem algumas nuances.

Desde já peço desculpa.

Confesso que fiz tudo direitinho, mas.

Depois aparece assim, pergunto porquê?

Aceito ajudas.  

 

Aguardo. Beij. da

                                           

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publicado às 10:35


SÃO DIAS COM ALMA

por Rosa Guerreiro Dias, em 21.04.08

São dias com alma

*****

Palavras para quê

*

São mulheres potuguesas

*

Com veia raiana

Dançando Flamengo

Na Alma Alentejana

*****

Nazaré

*

Fatima

*

Ermelinda

*

Luisa e seu par

*

Fatima

*

Nazaré

*

Em grupo

*

Nazaré cantando a malaguenha

*

Ermelinda e seu bailarino

*

Agradecendo aplausos

*

A Rosa e a poesia 

*

Depois do almoço

*

Ouvimos o cante

*

Poesia da alma

 M

*

E com as sevilhanas o povo dançou

*****

*

*****

O ensaiador

É Luis Moisão

Boné a rigor

E micro na mão

                                                                                         13-4-2008

 

O Alentejo não tem fim

 

 

 

*

usica não faltou

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publicado às 09:24


Saudades

por Rosa Guerreiro Dias, em 20.04.08

AMÁLIA

 

 

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publicado às 22:30


Visita ao museu Amália

por Rosa Guerreiro Dias, em 20.04.08

 

***** 

Visita ao Museu Amália

 

Depois dessa viagem

 Desse adeus

Depois dessa tua voz adormecer

Depois desse turvar dos olhos teus

Que mais Amália

Que mais teremos nós para perder.

 *

Entrei na tua casa e entristeci

Embora tudo ali fale de ti

Faltas tu

A tua voz, a tua luz

Vi os quadros o piano o xaile preto

O bandolim

 A guitarra e o teu leito

E aos pez da tua cama

O olhar triste de Jesus.

Vi teus vestidos

Teus sapatos, teus brilhantes

Teu batom tuas pinturas teus enfeites

As medalhas, as ofertas, os louvores

As mesinhas

A lareira

O teu retrato

E novamente sobre o sofá o xaile preto

E á direita

Um buquê de lindas flores.

Sobre o teu leito

Óculos de sol, lenço bordado

E á cabeceira três rosários de oração

Com eles pediste ao  Senhor Crucificado

A paz p/rá terra

E p/rós homens seu perdão.

Olhei a arte

Os pintores o seu talento

Enfeitando essas paredes bem pintadas

E achei por bem

Logo ali nesse momento

Imortalizar os seus nomes nestas quadras.

Vi, Ribo, Joaquim Valente, vi, Maluda

Jacinto Luís, Maria Taveira e Menez

 Vera de Freitas, Basalisa, José Escada

 Pedro Leitão e Cargaleiro bem Português

Van Boomen e o famoso Eduardo Malta

Luís Pinto Coelho, Lumina que perfeição

Mário Cesariny, finaliza e completa

Pintores e artistas, desta bela colecção

Ouvi o Chico

Soluçando na cozinha

Com ais de dor ele dizia que tristeza

De penas cinza continuava a avezinha

Já não sou nada

Mas, podem crer, já fui alteza

Ai, minha ama

Minha amiga, minha deusa

Ai, doce Amália

Doce voz doce trinar

Quando abraçavas a guitarra portuguesa

E terminavas

Com o Senhor Fado

A soluçar

Por fim

Declamei certo poema

E olhando o teu retrato pendurado

Nascia na minha alma

Um novo tema

Neste jeito de poesia

Que é meu fado.

 

Rosa Guerreiro Dias 

                                                12—8--2001

 

 

 

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publicado às 20:55


Aniversário da Alma Alentejana

por Rosa Guerreiro Dias, em 14.04.08

Joaquim Avó

Um homem de Abril

Nascido em Setembro

Alma Alentejana

Doze anos de vida

 

Doze anos de luta

Onde a palavra

Solidariedade

Sempre

Gritou mais alto

Que qualquer interesse.

*****

E

Quando a luta se faz com as armas do coração

A luta é leal, quer se queira ou não

E por mais que se diga

Ou que se ouça dizer

A razão tem razão, e não há nada a fazer

Entre os homens que se entendam

Ou por vezes não

Está a palavra que ofende

Negando o perdão

E os homens se esquecem de sua missão.

*

Missão de vontade, dum bem -  fazer,

Onde a solidariedade, é a regra do crer

Foi isto que eu vi, e senti também

A luta de alguns

Com outros praguejando

E hás páginas tantas está tudo lutando.

Há os que ficarão, do lado de cá

E outros que irão de cá para lá

E até há quem fique simplesmente a ver

Nem nega, nem dá, razão, ou parecer

Nesta obra linda, com tanto a fazer.

*

Mas há quem resista, embora sofrendo

Sem perder de vista, este sonho lindo

Alma Alentejana, bendita semente

Planta genuína formada por gente

Desbravando ansiosos caminhos e montes

P’ra dar aos idosos novos horizontes

Deixando p’ra traz seu próprio viver

Só querendo paz, que os deixem fazer

*

Vim dizer-te amigo, que não irás só

Contarás comigo, meu amigo Avó.

 

Rosa Guerreiro Dias

6-3-2006 - 13-4-2008

*

Lugar de honra 

 

Simplicidade com requinte

Procurando lugar

Esperando o ataque

Organização

Convívio salutar

Sorriso de esperança

O bolo não faltou

Os braços se ergueram

As vozes soaram

E todos cantaram

O Hino

Da

Amizade

 

Se tiveres um bom amigo

Reparte-o comigo

Só a amizade sincera

Traz à vida Primavera

E uma lufada de ar fresco

Eu sei que mereço

 

Refrão:

 

Anda amigo

Venha de lá esse abraço

Que há tanto desejo

Anda amigo

Que a amizade, não tem preço

Diz-se no nosso Alentejo

 

Meu coração está sorrindo

Assim estou sentindo

Minha amizade se estende

Não se compra, não se vende

O mundo assim é melhor

Diz nosso Senhor

*

Autora da letra

 Rosa Dias

Trabalho oferecido pela autora à Ama Alentejana

Musica: Adaptada

A festa terminou

Mas não a amizade

Que logo se abraçou

Á Solidariedade

*

E uma alma poeta

Num olhar atento

Gravava na certa

O belo momento

*

E quando forem ler

A rima ou a prosa

Irão perceber

   Que foi a amiga

                 Abraço da amiga certa

                 Rosa Guerreiro Dias

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publicado às 22:04

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