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Parabens por mais um aniversário 85 anos

por Rosa Guerreiro Dias, em 12.06.08

Casa do Alentejo em Lisboa

 

Rosa Guerreiro Dias

***

Saí um dia de casa

Andei a pé pela cidade

Fui à Baixa ao Rossio à Av. da Liberdade

Segui por uma rua estreita, sem saber onde ia dar

Passei résvés a uma casa ouvi o povo cantar

Entrei, subi a escada, minha alma não resistia

Passei salas e mais salas radiante de alegria

Foi povo do meu Alentejo, que alí ouvi a cantar

O salão estava cheio, cheinho a abarrotar

Foi chinela p'ró meu pé que eu encontrei nesse dia

E assim logo aproveitei, p'ra declamar minha poesia

O povo então delirou de aplausos e cumprimentos

E assim juntos passamos uns bons alegres momentos

Nas portas de Santo Antão, no coração da cidade

Fica a Casa Alentejana, p'ra quem quer matar saudade

Casa Palácio quem diria que depois de tanta fama

Serias quente refugio desta gente Alentejana.

*

Rosa Guerreiro Dias  

*

A Casa do Alentejo  é um dos palacetes mais lindos de Lisboa.

Qual Rosa perfumada encantando todos quantos a queiram olhar.

 

A magia dos lustres

O encanto dos pátios

As belas sacadas interiores

Peças antigas em exposição

Cantos e recantos de encantar

Um dia de luz procurando a magia dos requintados salões.

O Salão em dias de festa

A sala dos espelhos Ao entardecer

A sala do Restaurante aberto ao publico.

Onde saciamos o apetite com a boa gastronomia Alentejana.

E regalamos a vista com os belos paineis de azulejo

que preenchem as paredes. 

Pormenores

Pátio refúgio de poetas e artistas

Em dia de aniversário

O casal Dias

O casal Avó

Amigos da Casa

Duas primeiras damas, qué deles os presidentes? qué deles?

Duas Rosas duas amigas com alma alentejana

Duas mulheres de garra, com sorrisos de Victória

Final de festa, estão todos de parabens.

*****

 

 

A Casa do Alentejo, toda forrada a azulejo, nas Portas de Santo Antão

Não há outra assim igual, cá dentro da capital, diz meu povo e tem razão

*

Corre um ano em calendário, faz de novo aniversário, alegram-se os corações

Junta-se o povo ao poeta, nesta casa sempre em festa, neste dia de Camões

*

Vem o Alentejo a Lisboa, dentro desta gente boa, à casa nossa Matriz

P'ró mundo ser informado, que o nosso Alentejo amado, faz parte deste País.

                                                                                                                                   

Centro de mesa

                                                                                                        

 

O pão 

 

 

O queijo                                                        

 

 

Açorda do nosso Alentejo amado            

 

 

Bacalhau assado

 

 

Belas sopas de tomate

 

 

Chouriço assado

 

 

Hortelã do meu canteiro

 

 

Poejo  tempêro da açorda 

Perfume da minha varanda 

 

As raizes trazidas do nosso Alentejo

 

*****

 

Agradeço algumas fotos aqui publicadas , de amigos do Alentejo espalhados por esse mundo fora, para todos eles vai um abraço de

Amizade

Da poetisa alentejana 

Rosa Dias

Bem -Hajam

 

**

 

E O ALENTEJO

CONTINUA

*

O sonho ninguém o tira

Ao poeta sonhador

Dizem que finge, é mentira

Apenas sonha melhor

 

*

*

Essas terras e terras desertas

Com a nostálgia dos pássaros cantando

O ladrar dos cães juntos do pastor

A carroça dos ciganos que vai passando

*

Alentejo amado por meu coração

Como pode haver gente não pensando assim

Se foste a bela musa que me inspirou

E de campos desertos formei um jardim 

*

Foi esse silêncio, essa nostalgia

Que fez do teu povo um povo poeta

*

Que alegram as almas falando de ti

Que tiraram a dor que por ti senti

*

Não temas, não chores, não sofras assim.

*

Rosa Dias  ... 1983

***

 

O Alentejo não está

nos caminhos.

Está no coração

de cada um de nós.

*

 

 

Um Alentejo

Assim

Não tem fim. 

 

Abraços recheados de contentamento

Borrifados com as lágrimas da alegria

Salpicados de papoilas sacudidas pelo vento

E atados com os laços verdes da poesia

**

Rosa Guerreiro Dias   12- 6- 2008

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publicado às 11:30


5 comentários

De Júlia a 15.06.2008 às 16:50

Olá Rosa!
Bonita homenagem à Casa do Alentejo.
É uma casa que conheço bem, embora não pelas actividades que nela são desenvolvidas. Sempre ouvi falar dos grandes bailes que ali se realizavam, mas nunca fui a nenhum.
Frequentei-a diariamente durante bastante tempo, porque era o local onde almoçavam os funcionários da empresa onde eu trabalhava e que tinha contrato para a Casa fornecer este serviço. Todos os dias lá estava, no grande salão virado para a Rua das Portas de Stº Antão, com o brilho um pouco baço dos espelhos e das decorações das paredes e tectos.
A última vez que lá entrei, há relativamente pouco tempo, foi para assitir a um evento, o lançamento de um livro. Estava muito mudada, tinha rescebido algumas obras de recuperação e adquirira parte significativa do seu esplendor.
Bj
Júlia

De Júlia a 15.06.2008 às 16:52

Desculpe algumas letras que falharam... Mas parece-me que se percebe...

De Rosa Guerreiro Dias a 15.06.2008 às 21:46

Olá querida Júlia , há quanto tempo não apareciam seus comentários, fiquei feliz. Sim, uma pequena homenagem a uma das mais lindas casas regionais de Lisboa, a meu ver é claro, mais um aniversário que se celebra. Como já acontece desde há uns anos para cá ali estamos nesse dia, com alegria, e também com alguma inquietação quanto ao futuro desta casa, se não houver alguém de direito que puxe os cordões à bolsa para se preservar este património que está prestes a perder-se. Não há duvida que ali se precisa de uma tábua de salvação, tenho pena se essa tábua não aparece. Agradecida por suas palavras, beijo desta miga certa, Rosa

De (So) Luis a 18.06.2008 às 23:23

Mais um precioso e oportuno registo. Enviei hoje por Mail o Plano para Actuação das Cantadeiras da Alma Alentejana, no próximo dia 21 no Feijó. Um abraço e «boa inspiração».
O Alentejo não tem fim!

De (So) Luis a 20.06.2008 às 01:33

Recebi o seu mail a dizer que não recebeu o meu. Já re-enviei, ainda que pense que não vai servir de nada.
Resumindo: combinámos estar todo o Grupo pelas 17h de Sábado no Centro do Laranjeiro para acertar detalhes e dali sairmos todos juntos para o jantar das 19h no CRF. As Modas escolhidas foram 2 já conhecidas: 1) O Alentejo não tem fim; 2) Saudades de Outrora e a fechar 3) Ó Alqueva - esta uma Moda nova, como segue:

Ó Alqueva….Ó Alqueva !....



Refrão 1
Ó Alqueva, ó Alqueva
eu chamo e ninguém responde
quem te leva ó Alqueva
ninguém me diz para onde

Cantiga 1
Mudaram as casas branquinhas
as Aldeias tão velhinhas
agora tudo é diferente…e…
Já não há nada a fazer
a barragem vai encher
mudando a vida da gente…e…

Os campos tão sós ficaram
as Ceifeiras abalaram
já lá não há trigueirinhas
E já não se ouvem nos campos Bis
os pastores que eram tantos
nem as belas pastorinhas


Refrão 2
Ó Alqueva, ó Alqueva
quem te viu já te não vê
como eras, ó Alqueva
o que vais ser é que eu não sei

Cantiga 2
Já não há nem vai haver
campos cheios de searas
que à guarda respondeu
Arrancaram os arvoredos
enterraram os rochedos
e a vida que ali nasceu

Os filhos tristes choraram
e com pena abalaram
agora nada os seduz
Nunca mais se ouvirão cantar Bis
os homens desse lugar
adeus Aldeia da Luz


Refrão final
Ó Alqueva, ó Alqueva
adeus, adeus…, porque já me vou embora
ai é tão triste, ai é tão triste (canta 3 vezes)
saber que já não existe
Aldeia da Luz agora

fim

Um abraço.
O Alentejo não tem fim!

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