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Alqueva - A quanto obrigas

por Rosa Guerreiro Dias, em 26.05.08

PIC-NIC NO ALQUEVA

*****

Pic-nic no Alqueva, enfrentámos o risco

Mas logo chega a chuva, estragando o petisco

*

As mulheres trouxeram, farnel a perceito

E até convidaram, amigos do peito

*

Grupos se formaram, mais lonje mais perto

E assim partilharam,  almoço e afecto

*

Foi diferente o dia, com a chuva magana

Mas ouve alegria, na alma alentejana

*

Apesar dos inconvenientes, dos plastificados

evitaram a chuva, nos nossos costados

*

A lama, ali estava, molhou e sujou

e a gente praguejava, contra a quem a mandou

*

E S. Pedro atento, ao que estava a ouvir

a dado momento, lá desata a rir

*

Gargalhava tanto, deste vendaval

chamando de incauto, ao pobre mortal

*

Mas mal ele esperava,  por mais altos sentires

e o sol brilhava, lá no arco -  ires

*

O Santo, reflectiu, na sua maldade

e a chuva aquietou, já por toda a tarde

*

A poetisa  Rosa Dias , falou de sentimento

dizendo poesias por breve momento

*

O Moisão deliciou, com o seu cantar

e anedotas contou, que foi de espantar

*

O povo gargalhava, com estrondoso risar

e alegre regressava, cada um ao seu lar

*

Nos campos perdidos, o Alentejo sem fim

vai esperando seus filhos, e mais dias assim

 

Alentejo tão querido

De abençoada semente

Te prometo amigo

Não serás esquecido

Pela tua gente.

***

25-5-2008 

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publicado às 22:28


2 comentários

De (So) Luis a 27.05.2008 às 00:36

Um dia diferente, mas nem por isso menos alegre e feliz, se não fossem as «sombras», não do tempo, mas de uma Aldeia da Luz», qual localidade «fantasma» perdida no tempo, sem gente ou a pouca à vista como «zombies», tristes, desiludidas, ouvindo o nosso cante e parecendo querer dizer: «mas onde é que esta gente ainda vai buscar vontade para vir aqui cantar?». Uma tristeza e um sentimento por demais dorido para não tirar o sono tranquilo a qualquer bom Alentejano. Um sentimento que receio, não seja só daquela gente Alentejana, venha a ser afinal, o sentimento bem generalizado de todo um Povo por demais desiludido à beira do desespero...
Mas o Alqueva, esse lá estava e lá ficou, imponente, soberbo e desafiador, não amedrontado nem com a chuva impiedosa, nem com sa cantares impertinentes (?) com que o fomos «enfrentar». E as nossa vozes lá soaram «impiedosamente»:
«Precioso líquido/que corria p'ro Mar/já foi travado
Assim já dá Vida/assim já dá Luz/se for aproveitado
O nosso Alentejo/queria era riqueza/e também beleza
Que dá alegria/paz e harmonia/com a Mãe Natureza»

Alentejo está ressequido vai matar a sede
O Alqueva foi construído como se vê
O Pôvo, com muita razão e com certa mágua
À terra do Pão, não lhe davam água

Tu és o maior/lago da Europa/...artificial
Com tal dimensão/e a imensidão/que parece o Mar
Tão enorme espelho/que tudo arrasou/e a paisagem mudou
Obra de sucesso/p'ra bem do progresso (?)/o Povo lutou

Alentejo está ressequido vai matar a sede...»


Poema enternecedor, como que um «grito de esperança», de mais um dos muitos e «enormes» Poetas Alentejanos, tão grandes na sua luta pela expressão, que se equivalem ao maior Lago da Europa».

Parabéns a todos e um obrigado especial à «Rosinha de Mesa», que como o costume se encarregou de nunca nos deixou ser traídos pela nostalgia...

«Aldeia da Luz agora/chegou a hora da despedida...

Até qualquer dia...

O Alentejo não tem fim!

De (SO) Luis a 03.06.2008 às 00:46

Já coloquei mais acima este comentário e vou repeti-lo aqui, pois nunca é demais..

De (So)Luis a 3 de Junho de 2008 às 00:42
Rosinha: esperemos que agora identificado o problema se possa vir a encontrar uma forma de aliviar o mesmo. A única forma parece-me para já ser vir a reforçar o «sistema imunitário». Há pouca informação sobre a «Zona», mas ainda não tive acesso aos meus «catrapázios» antigos, mas lá chegarei. Entretanto, aí vão alguns dados:


A «Zona» é uma doença que se manifesta (geralmente), sob a forma de erupções na pele. Provocada pelo vírus da varicela, a zona pode ser muito dolorosa. Todas as pessoas afetadas pela zona sofreram já de varicela, na maior parte dos casos durante a infância. O seu aparecimento pode ocorrer passados muitos anos. Apesar de ainda não se conhecerem com todo o rigor quais são os motivos que estão na origem do súbito reaparecimento do vírus, sabe-se já que a zona se deve à sua não eliminação do organismo. Isto é, o vírus da varicela pode permanecer, em estado latente, no nosso corpo durante muito tempo.
Até que um dia, sem que nada o fizesse prever, volta a surgir. Quando isto acontece, o vírus reactivado multiplica-se e provoca a zona.

Geralmente, a zona apenas se manifesta uma vez na vida. Mas no caso de pessoas com o sistema imunológico enfraquecido é possível que possam verificar-se recorrências. Aliás, a imunodepressão é o único factor de predisposição para a zona que se conhece actualmente.


Herpes zoster
também designado por Zona. Doença caracterizada por uma erupção causada pelo vírus varicella-zoster (VVZ), que também causa a varicela. Após um surto de varicela o vírus permanece adormecido nos gânglios da raiz dorsal. Mais tarde, quando reactivado por causas várias, o vírus migra ao longo do nervo sensorial e afecta a pele, a face ou os olhos. A zona pode ser cronicamente dolorosa (nevralgia pós-herpética), especialmente no idoso.
Fonte(s):
http://www.pfizer.pt/glossario/glossario...

Desejo as melhoras. Um abraço.

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