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PÃO

por Rosa Guerreiro Dias, em 03.05.08

Alentejo

*****

Volta a ser

o

Celeiro da Nação

*

Terra de grão

De cardos

P'rá gente voltar a ver

Searas

a

Perder de vista

A natureza

crescendo

Aí está ela, a seara doiradinha

 

Muita volta vai levar até chegar

ao

Braço forte, mão calejada

Que com saber e pericia a vai amassar.

 

Bela açorda de pão

Mesa farta

 

Pão

 

O pão é o melhor alimento

Que jamais devia faltar

Do ser humano, é sustento

E na terra, o melhor paladar

*

Lança-se a semente à terra

Cresce transforma-se em espiga

Tanto grãozinho que encerra

Tanta canseira e briga

*

Loira espiga, logo tomba

É ceifada com desejo

O homem olha e se assombra

Com os campos do Alentejo

*

Vem a debulha, transformação

Pó fino, na mão amiga

Depois, farinha, bolo, pão

Consolo de qualquer barriga

*

Na casa velha sem telha 

No palácio, nos sem guarida

Na mão jovem, na mão velha

Jamais falte o pão da vida

*

Se tiveres muito, reparte

Desse pão que te sobrar

Pois no gesto, é que está a arte

A arte de quem sabe amar.

*

Rosa Guerreiro Dias

3-5-2008

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publicado às 10:03


6 comentários

De Júlia a 03.05.2008 às 19:09

E quantas coisas os alentejanos conseguem fazer com pão! Seco ou com conduto, em sopas ou em migas, constitui a base por excelência da nossa alimentação.
Abraço amigo
Júlia

De (So) Luis a 03.05.2008 às 20:33

Ora amiga Rosa, veja lá se este assunto é ou não do seu interesse....

Caro Senhor Luís Moisão:
Obrigado pelo seu correio. De facto o Jornal Poetas & Trovadores está vivíssimo. Renasceu das cinzas em 1998. Depois da direcão de Napoleão Palma
(que não chegámos a conhecer nem sabemos se ainda é vivo e onde mora), pertenceu bastantes anos ao Senhor José de Azevedo que por sua morte, não teve continuadores. O signatário a quem ele tinha designado para Subdirector, apenas
soube da morte de José de Azevedo, cerca de um depois. Falou com a viúva por telefone e esta queria que assumisse as dívidas. Só que nessas condições não podia fazê-lo. Apenas se compromentia a ressuscitar o título, mesmo sem
qualquer ficheiro. Passou do formato de revista ao formato de jornal: tablóide.
Passou a trimestral, com 28 páginas, 4 das quais a cores, em papel de 80gramas. Sairam até hoje nesta 3ª série, 44 números. Completa, agora em Maio, 10anos de vida na nossa mão. Apenas fazemos uma tiragem real de mil exemplares.
Tem apenas distribuição postal, via ctt. O preço anual de assinatura é de 10euros. Passámos a editar, anualmente, uma antologia com o título «Poetas de Sempre» e desde há 8 anos fazemos o Encontro nacional de Poetas (os 2
primeiros em Guimarães, onde tem a sede e os 6 seguintes nas vila do Gerês, com patrocínios da Câmara de Terras de Bouro). O próximo encontro é dia 20 de Setembro (na estância termal do Gerês). Pode participar livremente quem desejar. Por isso fica convidado e pode trazer quem desejar. Só pedimos que nos confirme antecipadamente para efeitos logísticos. Se quiser passar a receber o jornal queira mandar-nos o endereço postal. Poderá lê-lo via:
ecb.web.pt. O nosso contacto postal é: Apartado 108 - 4801-910 Guimarães. Tel.
253.412319 - 919632633. Ao dispor: Barroso da Fonte

Vamos lá com as Cantadeiras?
Há quantos anos foi inserido no jornal Poetas & Trovadores o seu primeiro Poema?
Estava a par desta evolução com este Jornal?

Um abraço. Venha daí essa «Açorda Alentejana à moda da Rosa»
O Alentejo não tem fim

De (So) Luis a 03.05.2008 às 20:36

Ora amiga Rosa, veja lá se este assunto é ou não do seu interesse....

Caro Senhor Luís Moisão:
Obrigado pelo seu correio. De facto o Jornal Poetas & Trovadores está vivíssimo. Renasceu das cinzas em 1998. Depois da direcão de Napoleão Palma
(que não chegámos a conhecer nem sabemos se ainda é vivo e onde mora), pertenceu bastantes anos ao Senhor José de Azevedo que por sua morte, não teve continuadores. O signatário a quem ele tinha designado para Subdirector, apenas
soube da morte de José de Azevedo, cerca de um depois. Falou com a viúva por telefone e esta queria que assumisse as dívidas. Só que nessas condições não podia fazê-lo. Apenas se compromentia a ressuscitar o título, mesmo sem
qualquer ficheiro. Passou do formato de revista ao formato de jornal: tablóide.
Passou a trimestral, com 28 páginas, 4 das quais a cores, em papel de 80gramas. Sairam até hoje nesta 3ª série, 44 números. Completa, agora em Maio, 10anos de vida na nossa mão. Apenas fazemos uma tiragem real de mil exemplares.
Tem apenas distribuição postal, via ctt. O preço anual de assinatura é de 10euros. Passámos a editar, anualmente, uma antologia com o título «Poetas de Sempre» e desde há 8 anos fazemos o Encontro nacional de Poetas (os 2
primeiros em Guimarães, onde tem a sede e os 6 seguintes nas vila do Gerês, com patrocínios da Câmara de Terras de Bouro). O próximo encontro é dia 20 de Setembro (na estância termal do Gerês). Pode participar livremente quem desejar. Por isso fica convidado e pode trazer quem desejar. Só pedimos que nos confirme antecipadamente para efeitos logísticos. Se quiser passar a receber o jornal queira mandar-nos o endereço postal. Poderá lê-lo via:
ecb.web.pt. O nosso contacto postal é: Apartado 108 - 4801-910 Guimarães. Tel.
253.412319 - 919632633. Ao dispor: Barroso da Fonte

Vamos lá com as Cantadeiras?
Há quantos anos foi inserido no jornal Poetas & Trovadores o seu primeiro Poema?
Estava a par desta evolução com este Jornal?

Um abraço. Venha daí essa «Açorda Alentejana à moda da Rosa»
O Alentejo não tem fim

De Rosa Guerreiro Dias a 03.05.2008 às 22:39

Meu amigo, que novidade, Que saudades desses tempos de franca camaradagem com o José de Azevedo e outros mais que dali saiu a associação portuguesa de poetas, eu ainda pertenço à primeira fornada, hoje sou o nº 24 da associação, e porque me mudaram o nº porque eu era o 17, já pode ver, mas passando ao jornal muito la´publiquei mas confesso minha falha não lembro que poemas, devo ainda ter arquivados alguns jornais desse tempo, hei-de procurar. Mas vou ficar com os dados e ver o que fazer, pois é um pouco complicado, quando vamos para velhos é que nos aparecem mais despezas é o jornal da terra, é a alma alentejana, é a casa do alentejo, é a Ami, é o Inatel, é os bombeiros da terra, etc etc etc, isto contabilizado faz uma despesa bárbara, temos que começar a cortar se não a reforma não vai dar só para darrsrsrsrsrsrs. E é porque ainda o Sr. Dias trabalha, se não já andava a pedir esmola,rsrsrsrsrsrs. Isto foi um desbafo , mas que não deixa de ser verdade. Mas foi interessante saber por onde anda o > já agora meu amigo, mande-me seu endereço do blogs eu não tenho, xau até , beij. agradecida pela informação. Rosa

De (So) Luis a 04.05.2008 às 21:42

Quem é que está de parabéns? - pergunta uma voz na sala do CSArmada do Feijó....
É a Rossa... É a Rosa...
-Esta não é a Rosinha de Campo Maior» - perguntava-me uma Srª já de idade.
-Era... - respondi-lhe eu..
- Agora é a «Rosademesinha...»
Parabéns. Obrigado e até à próxima.
O Alentejo não tem fim!

De Rosa Guerreiro Dias a 05.05.2008 às 09:21

Como o amigo é simpatico!
É sempre agradavél ouvirmos dizer bem de nós, mas no caso não estou só eu de parabens, mas o grupo todo, e seu dirigente, é verdade! vou guardar o excelente para mais tarde, mas neste momento darei muito bom, apenas umas pequenas arestas que têm solução e um dia em conjunto limaremos se me der autorização a eu opinar.
Mande sempre noticias fico aguardando.
Aquele abraço da amiga Rosa
Bem - Haja

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