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Visitando Campo Maior

por Rosa Guerreiro Dias, em 09.04.08

 

*****

O Alentejo é assim

** 

Um paraíso de sonho

***

Campo Maior e algum do seu valioso património

***

 

***

Venham comigo visitar os valores de Campo Maior

** 

 

 

Porta da Vila

 

 

 

De Campo Maior, a beleza maior

 

 

Praça Velha

 

 

Ruinas do Castelo 

 

 

Castelo, aos poucos renascendo das cinzas

 

Largo do Barata

" Fontanário"

Ao fundo à esquerda a "Casa do Assento"

À direita o "Passo da Caneja"

 

Igreja Matriz

 

 

Igreja de S. João

 

 

A minha escola

 

 

Minha rua, em dia de festa

 

 

Centro Cultural de Campo Maior

 

Aldeia de Pastor

 

 

Quartéis do Tronco

 

 

Rio Xévora

 

 

Vista noturna do Castelo

 

 

O descanço da pandeireta em dia de festa

 

 

Primavera em flor

 

Terminamos esta visita à bela Vila de Campo MAIOR

Espero que tenham gostado

 Já agora subimos ao Castelo

E debruçada nesta bela janela

 eu te deixo minha homenagem.

 

*****

     A janela

      Em forma de toada

 

 

 

Em Campo Maior

Vila do alto Alentejo

Planície de trigais

Cercada de boa terra

De afamados olivais

Onde me vejo e revejo

Nesse meu lindo Alentejo

Onde nasceram meus pais

Morei numa casa velha

Na piçarra do castelo.

Velha mas branquinha e bela

Onde eu tive uma varanda

Em vez de ter uma janela

 

E lá nas traseiras da casa

Onde o sol batia em brasa

Havia a dita varanda

Onde em noites de Verão

E tardes de sol de Inverno

Batia o meu coração

Como quem está num inferno

Inferno sim, mas de prazer

Pois posso agora dizer

Que aquilo que então sentia

Dava-me tanta alegria

Tanta força para viver

E nessa bela varanda

Virada ao sol nascente

Havia vida, havia gente

Gente que chorava gente que ria

Gente por demais conformada

Com a miséria que havia

Debruçados na varanda

Onde o ar entra e comanda

Haviam vasos de latas

Enfeitados com flores

Das mais variadas cores

Fazendo-me então parecer

Que eu estaria a viver

Num jardim de nobres Senhores

Ou num palácio tão belo

Dentro de nobre Castelo

 

Se José Régio disse então

Que tinha por diversão

Uma pequena varanda

Diante de uma janela

Toda aberta ao sol que abrasa

Ao frio que tolhe e gela

E ao vento que anda, desanda

E sarabanda e ciranda

Em redor da sua casa

Em Portalegre cidade.

Me atrevo então dizer

Que, em Campo Maior

Vila do alto Alentejo

Planície de trigais

Cercada de boa terra

De afamados olivais

Onde me vejo e revejo

Nesse meu lindo Alentejo

Onde nasceram meus pais

Também tive uma varanda

Numa casa velha e bela

Mas quando o vento ciranda

A vida de pobre desanda

e tantas vezes sarabanda

Não se pode ter uma janela

Mas em frente á pobre casa

Uma bela torre se erguia

Com traços de fidalguia

Lá bem no alto uma janela

Uma janela “Manuelina”

Onde uma pobre menina

Em sonhos e fantasia

Aquela torre subia

Debruçava-se à janela

Resplandecendo alegria

Bela janela arrendada

Numa torre abandonada

Em frente da pobre casa

Onde quase sempre a brasa

Era fogueira apagada

Mas a menina sorria

Guardando no coração

Aquela recordação.

E hoje, com uma certa nostalgia

Conta através da poesia

A história que será lenda

Duma pequena varanda

Onde o sol batia em brasa

Onde o vento ainda anda

E sarabanda e ciranda

Ao redor da velha casa.

 

                 Rosa Guerreiro Dias

                           15-1-1999  

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 16:46



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