ROSADEMESINHA

 
Sábado, 28 / 04 / 12

RECADO AO ALENTEJO

Ao amigo Alexandre Julío

Recado ao Alentejo

Era aí que eu gostava de estar neste momento, meu amigo !
Mas a vida, prega-nos destas partidas!

Mas, não vale a pena esmorecer!
Esta minha força, e esta esperança que não me abandonam!
Me dizem baixinho que melhores dias virão!
E aí sim!
Caminharei ao lado de amigos; por esses campos como é meu gosto fazer!

Enquanto estou e não vou! 
Dá um abraço ás aves que esvoaçam no ar!
Ás que descansam nos ramos, e ás que repousam nos ninhos! 
Ás Árvores centenárias!
Ás formigas que fazem carreirinhos!
Ás flores da nossa planície! 
Ás essências naturais que perfumam a terra Mãe! 
Aos sons da própria natureza que nos falam de mansinho!
Ao borbulhar das águas das fontes e nascentes que encontrares p'lo caminho!
Ao ar bendito que só aí habita.

Amigo! 
Por favor!
Aos ventos suaves ou fortes que soprarem!
Conta-lhes deste meu descontentamento e magoa! 
Diz-lhe que eu implorei!
Que soprem e levem p'ra bem longe, para terras de ninguém!
Este mal de que o homem sofre!
Que o deixa sem Força, sem Tino, sem Lei, nem Grei! 
Sem Norte!

E dá um beijo à terra pó, corpo de todos nós!

E ao Sol abençoado, do nosso Alentejo amado!
Diz-lhe que eu voltarei!
Sim voltarei!
Nem que seja em pó!
Ao meu torrão sagrado!...

Aquele abraço para ti amigo!
E para todos os caminhantes!

Rosa Guerreiro Dias
27-4-2012
publicado por ROSA às 11:39
Domingo, 22 / 01 / 12

A uma mulher de muito valor...

Minha singela homenagem a esta grande mulher

que foi a minha querida tia!

 

 

Teresa das Dores Militão Guerreiro

Natural de Campo Maior e mais conhecida por!

          ""Teresa a Carapinha""

 

 

 Com todo o meu amor!

Para ti querida tia Teresa

A minha segunda Mãe!

Serás eterna no meu coração

enquanto eu viver!    

 

 

Esta que muito te amou

E tudo te quis fazer

A vida a incapacitou

Privando-a desse querer!

 

 

Mas o meu amor, esse não

Eu dei-to sempre que quis

Jamais te disse que não

E com ele tu foste feliz

 

 

 

Não me pariste com dor

Nem em teu ventre gerada

Mas deste-me o teu amor

Quando por ti fui criada

 

 

Quando batias, hoje sei

Que era assim a educação

Tu levas-te, eu levei

Quem batia dava o pão

 

 

Na memória não há dor

Se alguma existiu passou

Guardei só o grande amor

Da tia que me criou.

 

Da tua amada sobrinha ”Joaquina”

 

“Rosa Dias”

25-4-1991

23-1-2012

publicado por ROSA às 22:56
Sexta-feira, 30 / 12 / 11

Singela Homenagem a D. Francisca Cabral...

 
 O OLHAR DUMA ALENTEJANA 
          SOBRE A PESSOA LINDA QUE FOI !

""Francisca Cabral
Senhora e Rainha"
da
“ Casa do Barreiro “

Alpedrinha não é só Serra
Nem só granito nem pedra
Nem só as águas que cantam
Nem só calçada Romana
Nem só sagrada ou profana
Mas também Palácios que encantam

Numa “Capela Ancestral”
Ouvimos um Recital
Tocado por dois talentos
Seguiu-se então a Poesia
Que trouxe grande alegria
A estes raros momentos

Conheci para meu bem
D. Francisca que tem
Um tesouro em sua mão
Palácio “ Casa do Barreiro”
Entre muitos o primeiro
Que trago no coração

Vem do Século dezanove
De traços lindos, bem Nobre
Faz sonhar quem está por perto
Tem janelas, janelinhas
Tantos beirais e portinhas
E um grande Portão aberto

Ao entrar no Palacete
Abre a porta um ramalhete
D. Francisca em Flor
Tanto saber, Livro aberto
Contando a história a seu jeito
Misto de saudade e Amor

A Poetisa captando
Tudo vai ouvindo e vendo
Gravando em seu manual
E de Salão em Salão
Vai Francisca com paixão
Narrando o seu historial

Tudo espanta, tudo encanta
Tudo chora, tudo canta
O passado está presente
Entra o Sol, beija a saudade
Estatueta sem idade
Neste Nobre Palacete

No meu quarto de dormir
Está o requinte a sorrir
No branco lençol bordado
E por detrás da vidraça
Vejo Alpedrinha com graça
Qual Presépio iluminado

Cedo acordamos sem custo
Por hábito fazemos isto
P’ra começar novo dia
Mas ali eu fiz questão
De tomar a refeição
Com amigos de estadia

Pequeno almoço, num recanto
Dando uma visão de encanto
A um outro Outono da vida
Olhei os medronhos corados
Caírem ao chão de cansados
Num adeus de despedida

Numa mesa redonda e bela
Bem juntinho da janela
Onde tudo o olhar petisca
Desde o leite ao “ Café Delta”
Aos bolinhos, à compota
Tudo tem mão de Francisca

Numa mesinha de apoio
Havia pãozinho saloio
Pêro fresco vermelhinho
Conversa de ocasião
Fez parte da refeição
Num Verão de S. Martinho

Inês uma jovem beleza
Foi a Flor, centro de mesa
Com um toque de doçura
Sempre atenta, tudo ouvia
Por vezes, até sorria
Com seu olhar de candura

Surge então a despedida
E há D. Francisca querida
Sempre de riso no ar
Dei-lhe um abraço dos meus
Dos que não dizem adeus
Pois na certa irei voltar.

Com muito carinho e admiração para a
D. Francisca Cabral da “Casa do Barreiro”
Em Alpedrinha
Da amiga certa
Rosa Guerreiro Dias
“ Poetisa Popular Alentejana “
15-11-2003

Durante várias vezes voltei a Casa de D. Francisca!
Sempre fui recebida com o carinho e a elegância que lhe eram peculiar. 

Minha singela homenagem de despedida a essa Senhora e amiga
D. Francisca Cabral.
Uma das grandes beneméritas de Alpedrinha
Que nos diz Adeus num lindo dia de Dezembro!
Em que o Sol brilhava e os Céus se abriam para receber Francisca.

Descansa em Paz minha querida e doce amiga!
""Senhora e rainha da Casa do Barreiro""

Em Alpedrinha, Serra da Gardunha.

Rosa Guerreiro Dias
28-12-2011
publicado por ROSA às 14:28
Sexta-feira, 02 / 12 / 11

VOLTAR À SUA VELHA ESCOLA!...

FIZ APENAS QUARTA CLASSE

Fiz apenas quarta classe
Estudar mais não pode ser
Segui por estreito caminho
Que me ensinou a viver

Com doze anos apenas
Em casa rica servi
Entrei para lá menina
De lá uma mulher saí

Cedo saia da cama 
Fora de horas, me deitava
O cansaço me vencia
A menina não sonhava

E assim o tempo dos sonhos
Ao lado de mim passava
Só por ter nascido pobre
Fui menina, mas não sonhava.

PASSADOS MUITOS ANOS
ENTREI NO LICEU D. DINIS!
E FIZ ESTES VERSOS NA CAPA DO MEU CADERNO DIÁRIO!

A FORÇA DO QUERER

Disse um dia, vou em frente
Gritou a vida , isso é que não
Julgas-te gente? Não és gente
Larga a Escola, ganha o pão

Assim me roubaram o prazer
De estudar, p'ra ser alguém
Mas esta força do querer
Ninguém a roubou ninguém

Ter de novo na minha mão
A saca, o lápis, a sebenta
Foi dizer sim a esse não
A caminho dos sessenta...

Rosa Dias 
9-10-2003
É esta menina!
A 3ª da fila do meio, a contar da direita para a esquerda, que disse sim a esse não, a caminho dos sessenta!...

É já no próximo dia 12-12, que eu Rosa Dias " Poetisa Popular"
Vou estar em Campo Maior visitando a minha Escola Primária, no Bairro Novo!
A honra vai ser toda minha sem dúvida!
Com palavras, não poderei descrever a felicidade que este pequeno evento me está está trazendo, nesta altura da minha vida!
Voltar há minha Sala de Aulas, entre as crianças de hoje, e visualizar através do pensamento outros tempos em que também fui criança, ali, nesse mesmo lugar! É qualquer coisa, que eu considero uma das mais importantes que me têm acontecido nos últimos tempos. Sim os Poetas dão muito valor, a todas as pequenas coisas da vida...

Eu Joaquina Rosa Pedreiro Guerreiro
Frequentei 1ª e 2ª classe, no ano 1955
Fui Aluna da Professora Sra. D. Rosa
Quando transitei para a 3ª Classe passei a ser aluna da Professora D. Sofia natural de Portalegre, com quem estive até fazer a 4ª classe, de onde saí definitivamente, para começar a trabalhar...

Como seria interessante que colegas minhas dessa altura pudessem estar ali comigo no dia doze para recordarmos e confraternizarmos.
Soube há pouco tempo que a minha professora D. Rosa ainda se encontra entre nós graças a Deus e reside em Elvas, se alguém souber onde, agradeço que me informe, pois quem sabe se ela poderia estar connosco, ali nesse dia, então aí seria a felicidade total...
Esta é uma foto que tenho desse tempo, cedida por uma companheira de escola e hoje minha vizinha de rua em Campo Maior, Rosa Portela.

Eternamente grata.
A todos os que me estão proporcionando esta alegria!
Não menciono nomes com receio de esquecer algum!
Um grande abraço desta amiga certa

Joaquina Rosa,
"Rosa Dias"
2-12-2011

sinto-me: Feliz
música: Musica no Coração
publicado por ROSA às 17:27
Quinta-feira, 13 / 10 / 11

"NOVO AMANHECER" De Rosa Dias

"CASA DO ALENTEJO"
Na "CASA DO ALENTEJO"
‎8-10-2011

Esta tarde, com Isabel Wolmar, Rosa Calado (dirigente da Casa do Alentejo), Natália Pinto (da Alma Alentejana) e um representante de Rui Nabeiro, participei na apresentação em Lisboa do novo livro de ROSA DIAS. De referir que Rosa Calado salientou que Rosa "tem todo o Alentejo dentro dela. Ela é Povo"e Isabel Wolmar, destacou que se trata de "Poesia de profunda filosofia existencial. A sua poesia saiu da crisálida, fez-se mariposa e voou, voou, até ao infinito".

Transcrevo agora o texto que escrevi propositadamente para este evento:

Em toda a sua obra publicada (e inédita), Rosa Dias realiza uma Etnografia da Memória, que a Poesia enriquece, num jogo de apuro, com as palavras, que são paleta e objectiva, recolhendo elementos para quadros, que atravessam a fronteira dos sentidos, transportando o leitor até paisagens de amplos horizontes, onde o verso tem escala humana.
Na sua poesia, emerge a génese alentejana e camponesa, o património imaterial, que consubstancia as Festas do Povo, as profissões laboriosas das gentes do campo, as tradições marcantes, o saber - fazer identitário dos mestres, a linguagem pródiga em regionalismos, o colorido de um humor distinto, que apenas os alentejanos sabem fruir. Há na dimensão dos seus retratos, das suas telas rimadas, o fulgor de páginas de escritores, como o Silva Picão, de “Através dos Campos” ou o João Mário Caldeira de “Margem Esquerda do Guadiana, As Gentes, A Terra Os Bichos”.
Rosa Dias recorre, qual antropólogo, à observação - participante, para descrever vivências, interacções, modos de ser e de fazer, e até para registar que certos rituais pertencem ao passado, pois “o mundo está em mudança, hoje a vida tem outro fado.”
Em “Novo Amanhecer”, o livro que já nos levou a Campo Maior, numa noite de Verão mágica, importa realçar que o género é pedra de toque, para Rosa falar da sublimação dos dias, através do olhar feminino, assumidamente como complemento vital da Humanidade, na conjugação homem/mulher, em colectivo, pelos territórios do Amor.
Na página 63 há um poema que vale todo o percurso de tão esplêndida existência, pois se Eugénio de Andrade escreveu “Num prato da balança um verso basta / para pesar no outro toda a minha vida”, Rosa Dias conta-nos, em “A força de querer”, escrito há oito anos:
“Disse um dia, vou em frente;/ Gritou a vida, isso é que não!/ Julgas-te gente? Não és gente/ Larga a escola; ganha o pão//
“Assim me roubaram o prazer/ De estudar, p’ra ser alguém/ Mas esta força, do querer/ Ninguém a roubou, ninguém…//
“Ter de novo na minha mão/ A saca, o lápis, a sebenta/ Foi dizer sim, a esse não/ A caminho dos sessenta…”
A toada aleixiana, que pode estar subjacente à origem desta poesia, de raiz tradicional, é suplantada pelo cunho vincadamente alentejano, pela pegada desta cidadã do mundo, pela tatuagem dos dias no seu ADN, pois a par dos hinos ao sul, saboreamos passagens pelos Açores, por Alpedrinha, andanças por Lisboa, reflexões onde o Mundo surge, enquanto realidade do quotidiano, ao ponto de também ter composto um texto actualíssimo: o rap rep da minha vida.
Depois de Toadas Alentejanas (1989) e Anexins e Nomes Engraçados de Campo Maior (1997), “Novo Amanhecer” marca uma indomável vontade de viver e partilhar uma arte, que explodiu um dia, com a urgência da fome ou da respiração, no sangue intempestivo do Verbo.
Abençoada arte da fala, que tem proporcionado, de norte a sul, o convívio com esta pessoa maravilhosa, que espalha a harmoniosa beleza de sílabas morenas, trazendo trigais e cantares, lágrimas, suores e sorrisos, esperanças e destinos, em rimas que embalam momentos, encontros, lugares.
Rosa Dias, a menina - ave, que enfeitou de sonho a sua partida para a grande cidade e nela trabalhou, amou e construiu um ninho de amor e poesia, é a mesma que decorrido um percurso, eivado de peripécias e mágoas, nos interroga, como Carlos Drumond de Andrade, acerca da melhor forma de ultrapassar a pedra, que ficou no caminho.
Querida Rosa: É um enorme privilégio ser teu amigo e poder celebrar neste espaço único, como é o teu coração, as décadas de experiência que já acumulaste, qual tesouro onde a luz e a harmonia estabelecem o equilíbrio da essência.
Não há um poeta como tu, és irrepetível, a tua eloquência, a tua vivacidade são uma oferenda para todos nós.
Interpretas como ninguém esse fogo que te alimenta, em cada estrofe, em cada espaço, onde o som e o feitiço de te escutarmos, seduzidos pela musicalidade, pela força telúrica, pela justeza de cada vocábulo, nos permite guardar o pedacinho de lava desse vulcão de sabedoria que só tu sabes.
Como agradecer-te a ternura de seres?

Luís Filipe Maçarico
Fotos: LFM/ Paula Cristina Lucas da Silva
publicado por ROSA às 11:47
Domingo, 09 / 10 / 11

NOVO AMANHECER DE ROSA DIAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Lisboa 9-10-2011

 

Texto de Rosa Dias

Numa retrospectiva sobre o 2º lançamento do livro de poesia!

“NOVO AMANHECER”

Na Casa do Alentejo no dia 8-10-2011…

 

 

Existem momentos nesta curta passagem pela vida, de um valor incalculável, e que podem ser eternos.

Pois estão impregnados de amor, amizade, aroma, luz, benignidade!

E este que acabo de viver, no já passado Sábado dia 8 na Casa do Alentejo vem dar mais razão a este meu jeito de ver.

Todos os ingredientes necessários, ali estiveram presentes.

Palavras saídas da alma, beijos, abraços e algumas lágrimas contidas que suavemente desmaiavam no belo colorido das flores que cobriam a mesa de apresentação, deste “ Novo Amanhecer”.

Este momento ficará para sempre junto de outros tantos, igualmente únicos, e que tomaram lugar, na minha caixinha de emoções, chamada “Coração”

É muito frequente ouvir-se dizer perante certas situações!  

“Não tenho palavras”!

Eu sempre fui uma contestatária de certas frases! E esta é uma das que não foge à regra!

Felizmente que não sofro desse mal, chamado ingratidão que prolifera em abundância neste mundo, e modernamente foi trocado por frases bonitas que se tornaram banais como esta, ”Não tenho palavras”!

Sou uma construtora de palavras!

Como ficar então sem palavras no exercício da palavra?

Enquanto Deus me conceder este bem que é a voz, direi com todas as forças da minha alma, e ainda que mais não seja “ OBRIGADO” por estes momentos importantes que eu e muitos outros fazemos questão de partilhar.

E se acaso a minha voz emudecer e minha veia estancar!

Gritarei o meu “OBRIGADO” e a minha “ GRATIDÃO” através do meu olhar!

 

E começando a agradecer destaco em primeiro lugar! A minha família.

Que me honrou com a sua presença, e que a meu lado muito discretamente me foram apoiando durante o evento!

 Marido, filho, filha, genro, neto, neta, irmã, cunhado, primos, enchendo de alegria a alma e o coração desta poetisa alentejana!

Entre estes, ainda um grande rol de Amigos, que fizeram questão de estar presentes, alguns vindos de vários pontos do país!

 

Quero ainda enviar o meu agradecimento aos dois grupos que animaram esta tarde de convívio.

O Grupo das “Cantadeiras da Alma Alentejana” que cantaram e encantaram com modas de seu reportório e com letras de dois autores ali presentes Rosa Dias e José Borralho.

 

E ainda ao “Grupo Despertar Alentejano” vindo propositadamente do Alto Alentejo com o apoio da Câmara Municipal de Campo Maior.

Este Grupo de Saias criou momentos lindos de descontracção e contentamento, e que levaram alguns a um saudoso pezinho de dança, com as alegres Saias de Campo Maior.

Algumas letras ali interpretadas pelo Grupo, são da autoria de Rosa Dias!

Este grupo, presenteou ainda alguns de nós com lindos ramos e pequenas cestas de flores de papel, e com elas deram mais alegria e cor ao evento em questão.

E assim num Palácio Real, no coração de Lisboa a arte do Povo da bela Vila de Campo Maior voltou de novo a brilhar.

 

Agradeço a todos os presentes e a todos os que se fizeram representar!

Como, a Casa do Alentejo, que na impossibilidade de estar presente o seu Presidente e nosso amigo Sr. João Proença foi delegada e bem, essa tarefa, na simpática Dra. Rosa Calado uma apaixonada por tudo o que se refere ao nosso querido Alentejo, e que nos presenteou com algumas estrofes mais relevantes contidas no Livro.

Focou ainda um pormenor interessante acerca de Rosa Dias, o numero sete que está associado a várias datas marcantes da vida da poetisa!

Como o ter nascido no ano 1947!

O ter casado com 17 anos!

E ainda a casualidade de este ano completar a 14 de Outubro 47 anos de casamento!

 ""Curiosidades interessantes"" 

A Dra. Rosa Calado fez ainda questão de oferecer à poetisa Rosa Dias 7 Rosas, amarelas, a sua cor preferida. 

 

Na apresentação do “Novo Amanhecer” Tivemos ainda a presença e a voz inconfundível da antiga locutora de televisão Isabel Wolmar amiga de longa data da autora, e que a homenageou, com palavras de carinho e amizade declamando e destacando alguns poemas deste seu livro.

 

A presença ainda duma representante da “Alma Alentejana” Dra. Natália Pinto que em nome daquela Associação ofereceu este azuleijo pintado à mão, felicitando a Poetisa e associada, pela feitura de mais um livro de poesia.

 

Ainda que de rompante derivado a compromissos já agendados esteve presente um membro da “Associação Portuguesa de Poetas” na pessoa do associado, tesoureiro e amigo Sr. Fernando Afonso, que felicitou a poetisa por mais esta edição.

 

Representando o Sr. Comendador Rui Nabeiro, conterrâneo e amigo de Rosa Dias, estava o Sr. Francisco Magno, que amavelmente entregou o abraço enviado, pela Empresa Delta Cafés.

Deixando ainda algumas palavras de carinho e apreciação pela autora e sua obra.

 

Por fim, e depois de algumas interferências de Rosa Dias dizendo sua poesia!

Eis que chega a vez de dar a palavra ao Dr. Luís Maçarico, Poeta e Antropólogo, e que há longos anos faz parte dum rol de amigos especiais da autora.

Foi através duma leitura poética semeada de palavras inspiradoras e cheias de ternura que este Antropólogo prendeu a atenção dos presentes!

A dada altura o poeta; considerou a poetisa, com sensibilidade de antropóloga!

O coração de Rosa Dias extravasou de emoção; só o traquejo destas andanças a fez manter uma serenidade que embora aparente, só não deu em lágrima porque Rosa deixou seu olhar vaguear pelas pinturas fascinantes que cobrem o tecto e as paredes deste belo Palácio que é a Casa do Alentejo.

Bem hajas meu amigo…

 

O poeta leu ainda uma mensagem enviada por email da “Liga do amigos de Alpedrinha” dando os parabéns à poetisa pelo seu trabalho, pondo em destaque o forte elo de amizade e simpatia que é recíproco entre a poetisa e as gentes de Alpedrinha.

 

O poeta representou ainda mais uma instituição, de cariz cultural que se quis juntar a este evento! “A associação do espaço e património popular - Aldraba”

Registo ainda a presença de Jaime Salomão, da direcção da “Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto”, que demonstrou apreciação por mais esta obra de Rosa Dias.

 

Agora recordando o que ontem se passou, sei que estes momentos irão para sempre, fazer parte das vidas de todos os que tiveram o privilégio de passar pelas portas de Santo Antão em Lisboa, numa tarde de Outubro…

Em que o Sol brilhava mais alto, e reflectia seus raios num livro chamado!

 

          

Rosa Guerreiro Dias

9-10-2011

publicado por ROSA às 21:07
Sexta-feira, 16 / 09 / 11

Histórias de vida!

Informo todos os interessados e amigos que dia 21 na próxima 4ª feira a partir das 15h, esta vossa amiga Rosa Dias!
Estará em directo a participar no programa " Portugal no Coração" A convite da RTP 1.
Com sua poesia e sua história de vida!
 Histórias de vidas aos molhos
De Poesias salpicadas 
Deixaram p'ra traz os escolhos
Nessas paredes caiadas!
 
Lindas cortinas riscadas!
       Com um raminho bem feito
                  Por umas mãos já cansadas
                            Que não perderam o jeito!
 
Rosa Guerreiro Dias
16-9-2011 
publicado por ROSA às 21:24
Sábado, 16 / 07 / 11

Poesia! Sentimento!

 

 

 

 

Os Poetas do povo

 

 

Estes poetas do povo, estes espíritos em evolução

Trazem sempre algo de novo, mexendo com a emoção!

 

Vão com as palavras brincando, rabiscando no papel

E assim de quando em quando, pintam poesia em painel!

 

Brilha a cor, sobressai arte, vão testando o sentimento

Prosa e rima fazem parte, deste dom, deste talento!

 

Poetas, estrelas cadentes, cintilam na escuridão

Fazem dos tristes, contentes, dão ao despego, união!

 

O homem então se transforma, o coração pulsa mais

O amor descobre a forma, de afastar p’ra sempre os ais!

 

E assim o mundo se encanta, o Céu azul, canta e grita

A natureza se espanta, e o mar se expande, e se agita …

 

 

Rosa Guerreiro Dias

19-3-2009

publicado por ROSA às 08:30
Quarta-feira, 15 / 06 / 11

GRITO DE ESPERANÇA! VOTO DE CONFIANÇA AO MEU PORTUGAL!

 

 

 Portugal

 

 

Portugal é o meu país!

Em Portugal tenho, um Sol dourado!

E que é por muitos, invejado e desejado!

Tenho um Mar sem igual…

Tenho uma planície sempre em renovação!

Tenho uma casa portuguesa, com certeza…

Tenho um Amor Lusitano a meu lado.

Em Portugal posso partilhar abraços de amizade sincera com os meus amigos, sempre que eu queira!

Sim, aqui em Portugal!

 

Em Portugal tive e tenho uma família que eu amo e por quem sou amada.

Em Portugal nasceram, viveram, e morreram os meus avós, os meus pais.

Em Portugal nasceram os meus filhos, os meus netos.

Em Portugal, tenho o Fado, que me ajuda a matar as saudades que me atormentam a alma!

Em Portugal, eu choro sim, de tristeza!

Mas também rio de alegria e felicidade!

 

Em Portugal há crise sim!

Mas outras já passaram por nós, e se ultrapassaram!

São as crises, as faltas, as dificuldades!

Que fortalecem os povos e os incentivam a ir em frente!

A haver uma renovação constante!

Aconteceu com nossos antepassados, e aqui estamos nós para seguir o exemplo!

 

Em Portugal nasci, vivi e quero morrer.

Em Portugal existe um pedacinho do meu torrão que me espera para o repouso eterno!

Em Portugal existe um povo do qual eu faço parte!

Povo esse que eu entendo, e que fala a minha língua!

Em Portugal eu gosto de repartir o meu pão a minha alegria o meu saber!

Portugal deu-me esta veia por onde corre sangue luso!

E por onde escorre poesia a cada instante.

Que mais posso desejar?

Estou bem e sou feliz…

Aqui neste cantinho amado!

Á beira Mar plantado…

 

10-10-2006

Rosa Guerreiro Dias

15-6-2011

 

publicado por ROSA às 10:40
Segunda-feira, 13 / 06 / 11

EU CREIO

Eu creio

 

 

Eu creio

Eu creio nesse Deus!

Que criou os Céus, a Terra, os Mares!

E todas as coisas maravilhosas contidas na Natureza.

Eu creio

Eu creio nesse Deus!

Que me dá o privilégio de abrir os olhos todos os dias!

E me toca ao de leve no coração!

Para que eu através dele continue a amar os amores da minha vida!

Meu marido, meus filhos meus netos meus familiares e todo o ser humano em geral…

Eu creio!

Eu creio nesse Deus!

Que me deixa ouvir o chilreio dos pássaros!

De onde se desprendem em doces melodias, mensagens dos meus amigos!

Que me dizem, bem – vinda amiga Rosa!

Por mais uma vez regressares ao nosso abraço…

Eu creio!

Eu creio nesse Deus!

Misericordioso que me concede a graça de cada segundo da minha vida!

Eu creio!

Eu creio nesse Deus!

Que permitiu que eu atravessasse o deserto!

Mas que caminhou comigo de mão dada!

Eu creio!

Eu creio nesse Deus!

Que me deixou provar o fel da morte!

Mas que não permitiu que ela me envolvesse e me levasse com ela!

Eu creio!

Eu creio nesse Deus!

Por demais conhecido com suas obras, mas que poucos o conhecem!

Eu creio!

Eu creio nesse Deus!

Que além de pai Celestial, é o amigo da alma que todos desejariam ter sempre por perto…

Eu creio!

Eu creio nesse Deus!

E em sua força activa que se dobra e desdobra para chegar a todos!

Mas que nem todos o aceitam, apenas por ignorância e cegueira!

E falo assim porque sua presença é tão evidente em tudo que só os que são ignorantes e cegos da alma, não o vêm!

Eu creio!

Eu creio em ti meu pai adorado!

E te agradeço todos os dias da minha vida!

Agradeço as bênçãos dadas a esta simples mortal!

Agradeço também por me dares esta força!

De poder transmitir para o papel, o sentir da minha alma poeta…

E mais te agradeço Senhor!

Por estares aliviando a dor, que este meu frágil corpo já não estava suportando…

Te peço meu pai!

Deixa cair sobre todos os que sofrem!

Um pouco deste alivio que estou sentindo!

Para que desse modo haja mais almas a bendizer-te… Senhor

Amem...

 

 

Rosa Guerreiro Dias

26-5-2011

Às seis e meia da manhã, no Hospital dos Capuchos em Lisboa.

 

publicado por ROSA às 21:12
Rosademesinha é uma flor silvestre, mas muito delicada, e sensivel, nome que uma amiga minha me deu, achei interessante, titular meu blogs com este nome, que no fundo diz de mim o que na verdade sou. Campesina, Delicada, Sentimental, Sensivel.

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