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No Outono da Vida

por Rosa Guerreiro Dias, em 25.05.16

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 Nós e o Mar

 

Já no Outono da vida

Passando outra Primavera

Vida que nos vai de fugida

Deixando atrás, nada há espera

Nem braços, para os abraços

Nem lenços dizendo adeus

Só os meus olhos nos teus

Vão dizendo estou aqui

Aqui bem juntinho a ti

Junto ao Mar

Perto dos Céus

Ai como nós nos amámos

Grande Amor que ainda dura

Que pouco a pouco criámos

Embebido na ternura

Que em nossos sonhos deixámos

Noutros tempos noutras eras

Onde o horizonte era ali

Onde a esperança, era deveras

Repetindo as Primaveras

Que nos mantiveram assim…

 

Passa a gaivota apressada

Num barulhento quá’quá

Esvoaçando com saber

Sobre estas sombras do nada

Onde há um amor a escorrer

Sobre estas águas sem freio

Sempre, sempre sem parar

Direitas ao Alto Mar

Mar bravio

 Que estás, como nós, com receio

De onde é que iremos parar…

 

Rosa Guerreiro Dias

29-3-2016

 

 

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publicado às 00:33


Comendador Rui Nabeiro

por Rosa Guerreiro Dias, em 17.06.15

 

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 Homenagem

 A um Homem de valor

 

No meio de tanta flor

Existe uma já sem cor

E que aqui foi plantada

Não é cravo, não é rosa

Tampouco erva cheirosa

É gente apenas, mais nada

 

Aqui nasceu e viveu

Sabem todos e sei eu

E o mundo já vai sabendo

De grão de Café na mão

Reparte trabalho e pão

Pelos que vão precisando

 

Numa porta envernizada

Toca qualquer mão cansada

Nessa porta sem postigo

Essa mão, trás um pedido

Quer faça ou não sentido

Terá resposta de amigo

 

 É Rui, mas podia ser

Um outro nome qualquer

Ou quem sabe até Doutor

Rui nasceu de gente pobre

Possuidor de alma nobre

Chegou a Comendador

 

Com isto não quero dizer

Que será santo ao morrer

Mas que é raro, lá isso é

É um homem ponderado

Empreendedor afamado

No Império do Café

 

Meu amigo, e teu amigo

Fala comigo e contigo

Com toda a gente ao redor

Presto aqui minha homenagem

A este homem de coragem

Nascido em Campo Maior

 

((Letra para Fado))

Autora da Letra:: Rosa Guerreiro Dias

1-5-2015

17-6-2015

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publicado às 23:42


Falando dos Poetas

por Rosa Guerreiro Dias, em 24.03.15

Que partindo’’ ficaram…

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Florbela Espanca,

Na minha rua, na tua, na de todos, mora Florbela porque ela vive nas ruas, nas casas, nos corações, de quem a entende como mulher, como Poetisa do amor.

 Esse Xaile de Florbela, que algumas vezes usei, declamando a minha Poesia, deixou em meus ombros, o seu perfume que jamais me deixará enquanto eu viva.

Obrigada Otelo Espanca meu amigo, descansa em Paz.

 

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 Natália Correia

Na minha Sala, não fuma, porque ela respeita minha alergia ao fumo, no entanto sua alma de Poetisa destemida elevando a sua voz ao mundo, serpenteia na minha Sala, na minha Poesia, no meu jeito de sentir, e dizer.

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 Fernando Pessoa

Em pessoa, passeia na minha rua, em todas as ruas desta velhinha Lisboa, que ele amou e teima em não deixar, os seus passos ainda se ouvem, descendo a rua Nova do Almada, em direcção ao Martinho da Arcada, onde entra diariamente.

Depois de dois dedos de conversa, percorre a sua amada Lisboa, senta-se à porta da Brasileira antes de regressar a casa…

E é ali, que me sento a seu lado, que trocamos palavras sobre quem somos, como somos, como sentimos a nossa Poesia.

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 Ary dos Santos

Sem Santo ser, nos diz como só ele sabe dizer, o sentimento que lhe escorre na veia, em arrebatada força, gritando ao mundo, a força da vida, numa arrepiante verdade, chamando as coisas pelos nomes, sem pudor, sem peneiras, sem vaidade…

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António Aleixo

Tu representas a dor, a revolta, dum Povo que foi teu, é meu, e de todos os Portugueses que se sentem injustiçados.

Tu continuas sendo a alma dum Povo Luso que se revê em cada palavra dos Poetas Populares, que contam cantando as vidas vividas, em cada quadra, em cada estrofe da verdadeira Poesia que lhe corre na veia, e assim continuas vivo na Terra, na Pele, na Alma,na Poesia dos Poetas do nosso País do nosso Portugal...

 

Rosa Guerreiro Dias

12-12-2012

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publicado às 15:42


A LUTA ENTRE NATUREZAS

por Rosa Guerreiro Dias, em 24.03.15

 

O ABRAÇO ETERNO

 

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Na inferioridade da Terra

Sem serem plantadas

Surgiram raízes embaraçadas

Que aos poucos se estendiam

Por aqui, por além

E a terra sorria

E aos poucos se abria

Pois ia ser mãe

 

E um tronco aqui

E outro mais ali

Cresciam brincando

Falando entre si

Duas pequenas Árvores

De aspecto franzino

Sem esperança de vida

Cresciam sem tento

Ao sabor do vento

Mas de apertados laços

Sem nenhum lamento

Rebentaram braços

Que pariram ramadas

Serrando fileiras

E eram felizes

Felizes e belas

Grandes e fortes

As Árvores sombreiras

 

Mas um certo dia

Em que o Homem passa

Prende o seu olhar

Na força e na graça

Das Árvores de raça...

 

O Homem

Pôs-se a pensar

Logo idealiza

E em voz alta diz

Eu vou separá-las

E bem no meio delas

Perto da raiz

Junto ao coração

Irá passar gente

Animais e carros

Sobre o alcatrão…

 

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E hoje

Apesar da dor

Em que a Árvore vive

E deste seu inferno

As raízes se enlaçam

As ramadas se abraçam

Num abraço eterno…

 

Rosa Guerreiro Dias

21-3-2015

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publicado às 10:55


OUTRAS PRIMAVERAS

por Rosa Guerreiro Dias, em 04.02.15

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''Enlevos de Mãe''

Minha filha Mena
A minha menina de sempre, e para sempre
Agora, noutras Primaveras...  
 
 

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Tu e a Natureza

A Natureza e Tu...

 

Um dia, a mãe natureza com delicadeza

E um amor profundo

Olhou para o mundo

Reparou em ti, e noutras raparigas

Nos cabelos negros

E noutros, bem louros, da cor das espigas

 

Foi tomando nota, gravando claro!

Com todo o cuidado, com jeito de Mãe

E logo reparou nesse meigo olhar, que a mocinha tem

Sussurrou num ai

O que na moça vai

É só Primavera

E pensou p’ra si!

E logo decidiu

E com toda a firmeza disse.

Com esta beleza

Irei dar mais cor, à ‘Mãe natureza’

Meteu mãos há obra, e eis o resultado!

Do teu raro perfume, salpicou as rosas

Desse tom rosado, que no rosto trazes

Pintou a Papoila, deu vida á Macela, e aos Lírios lilases

Do brilho intenso desse teu olhar

Iluminou a criança, avivou-lhe a Esperança

Deu brilho às Estrelas, e deu mais magia ao belo Luar

Desse teu sorriso, a nada igualado

Deu mais luz ao Sol

Clareou o branco, o branco caiado

Do nosso Alentejo, Alentejo amado.

 

E por fim, bem por fim

Às Mães, como a tua?

Deu este brilho intenso

Esta garra e força

Este Amor imenso

Eterno e profundo

Que a nada se iguala aqui neste Mundo…

 

(( Palavra de Mãe))

Para ti querida filha, com o grande amor da tua Mãe

 

Rosa Guerreiro Dias

10-5-2005

4-2-2015

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publicado às 10:59


Monsaraz e a História

por Rosa Guerreiro Dias, em 30.12.14

30 de Dezembro de 2014 

Fotos: Do amigo João Alves

quem dou os meus parabéns...s...

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Estas muralhas erguidas

Sobre pedras enegrecidas

Com saber de velha louca
Negras de tanto pisar
São história p’ra quem passar
Que andará de boca em boca…

 

O casario se aconchega
Quando a neblina se achega
Humedecendo o lugar
Ouve-se um pranto encantado
Num tom de castiço fado
Perdido em seu vadiar …

 

E ali também perdidos
De trajes de tempos idos
Silenciosas figurantes
Em poses das mais diversas
Com mantos sobre as cabeças
Lembrando tempos distantes…

 

Nem Sol, nem Estrela, ao redor
Nem cama, lençol, cobertor
Nem um reflexo de luz
Só o bafo dos animais
E o afago de seus Pais
Para aquecerem Jesus…

 

Monsaraz em seu encanto
Faz o mundo olhar de espanto
E reflectir sobre a história
Este quadro, aqui pintado
Faz lembrar um outro quadro
Gravado em nossa memória…

 

‘JESUS’ e seu nascimento
Que teria como tormento
Um tronco de malfeitor
Ao nascer, foi adorado
Ao morrer foi torturado
Por espalhar na terra Amor…


Rosa Guerreiro Dias
30-12-2014

 

 

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publicado às 15:51


TARDES DE VERÃO

por Rosa Guerreiro Dias, em 03.11.14

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         Tardes de Verão

 

 Como eu gostaria de voltar a ver-me quando era criança.

Correndo descalça pelos campos fora cheia de esperança.

Subia p/ró carro do meu querido tio o tio Nicolau

Aquele carrinho que eu tanto adorava sem portinha atrás

Onde eu me sentava pernas balançava Maria rapaz

Juntinho de mim, ia também o meu querido irmão

Loucas cabecinhas cantando cantigas em tardes de verão

O carro seguia, e o macho andava louca correria

Passava aos favais, aos ervilhais dos campos em flor

O carro avançava e a gente saltava não sentindo dor

E em correria, com muita alegria íamos colher;

Ervilhas tão doces e favas tão boas p/ra cruas comer

Nova correria nos trazia ao carro que sempre avançava

E no meu regaço um monte de ervilhas que nos consolava

As cascas, caiam na estrada perdida do meu Alentejo

E ouvia-se o tio ralhando com o macho para não parar

A gente sorria, contentes felizes, cabeças no ar

O macho corria por entre caminhos seus já conhecidos

O carro pulava nas pedras da estrada dos campos esquecidos

E essas crianças que em tardes de Inverno choravam de frio

Viviam felizes em tardes de Verão no carro do tio.

 

Rosa Guerreiro Dias

1980---4-11-2014

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publicado às 22:26


BODAS DE OURO'' Rosa e Toy''2014

por Rosa Guerreiro Dias, em 03.11.14

Dia memoravel a não esquecer 50 anos de vida em comum...

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 18-10-2014 Casa do Alentejo em Lisboa Bodas de Ouro da Rosa e Toy

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publicado às 20:07


SARA CORINO-- 2014

por Rosa Guerreiro Dias, em 25.10.14
Singela Homenagem a uma jovem de 

Campo Maior

''Sara Corino''

 

ROSAS DE PAPEL

 

Num Palacete Real
Pertencente a Portugal
Por onde muita gente passa
Casa Mãe, Alentejana
Onde boa gente raiana
Foi mostrar a sua raça

 

Chegaram rosas amarelas
Rosas belas, das mais belas
Dum jardim por plantar
Minha ‘ alma quedou de espanto
Olhando p’rá‘quele encanto
Buquê que deu que falar

 

Vindas do nosso Alentejo
Onde o aroma a poejo
Perfuma os campos dalém
Estas rosas em botão
Vieram dizer que são
Desse Alentejo também

 

Eu! Quis saber que mãos benditas
Fizeram flores tão bonitas
Cinquenta rosinhas airosas
Dez pétalas cada botão
Que nas minhas contas dão
Quinhentas pétalas de rosas

 

Quarenta metros de arame
P’ra que o ramo, fique firme
Num buquê feito a rigor
Duzentas e cinquenta folhinhas
Folhas verdes, recortadinhas
Bem armadas com primor

 

Cola, e linhas, fizeram parte
Deste buquê, onde a arte
Não passou despercebida
Não é uma Arte qualquer
Foram as mãos duma Mulher
Que a estas flores deram vida

 

Mulher sem nome de flor
Mas que plantou com amor
Este buquê, de encantar
De seu nome ‘’Sara Corino’’
Menina de olhar ladino
Que merece o meu versar

 

O nosso aplauso é merecido
Desses que fazem sentido
Quando a obra é de valor
Como estas flores de papel
Desta pintura em painel
Vinda dum Campo Maior.

 

Quer eu Poetisa, ou tu, Florista
Ambas com almas de artista
Naquele Alentejo nascidas
Papoilas soltas ao vento
Vão gritando o seu talento
Para não serem ‘squecidas…

 

Rosa Guerreiro Dias
25-10-2014

 

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publicado às 23:10


EM CAMPO MAIOR ""JARDIM DE PAPEL 2014""

por Rosa Guerreiro Dias, em 11.08.14
      
    
    

 

 

 

    

 

AS FLORES DA NOSSA VILA

 

Por vezes, eu paro e penso

Será meu ‘Deus’ que eu mereço

Tal visão p’ró meu olhar

As flores invadem o espaço

E o Povo perde o cansaço

P’ró jardim admirar!

 

O verde pinta a verdura

O lilás dá-lhe a ternura

E o branco, o toque final

Vêm os pretos e os castanhos

Trazer encantos tamanhos

A este canteiro sem igual!

 

Os suaves, cores de rosa

Como asas de mariposa

Chegam de pé – ante -  pé

Pousando aqui e além

Pois onde se sentem bem

É na terra do café!

 

Chega o amarelo atrevido

Diz p’ra si que faz sentido

Todo este encanto e beleza

E surge por todo o lado

O tom de azul emproado

Como toque de realeza

 

E a nossa Vila se agita

Como as pontas duma fita

Saudando qualquer Senhor

Trazem espanto, levam espanto

Desta visão, deste encanto

Nascido em Campo Maior

 

Rosa Guerreiro Dias

25-3-2014

 

    

      

 

                   

 

      

 

 

 

 

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publicado às 21:25


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